Entre erros e acertos, vitórias e fracassos, terminei o ano. Estou vivo.
O ano foi tenso para mim, e para o mundo também. A pior crise que o mundo já viu. Sim, pior que a de 29.
Me senti muitas vezes o próprio Buk, vagando horas e horas pelas ruas com um saco de pão se seco na mochila, sem grana para o ônibus. E nada de trampo. Quem em sã consciência contrataria um filósofo?
Era eu, a rua, o sol na moringa e minha cabeça voltada para poemas e letras, e teorias.
Escolhi meu caminho. Escolhi qual rumo seguir. Não sabia que seria tão ruim assim, como está sendo, mas estou me preparando. Cada dia de cada vez. [sim, um clichê.]
Parafraseando Fante, 2008 foi um ano ruim.
Mas esse ano foi um ano de mudanças... Gabeira perdeu no Rio, o que foi uma bosta, mas o Obama botou pra fuder nos EUA. Passei a confiar mais no meu país [Deus... eu disse isso?], e perdi um pouco da confiança que tenho em mim. Preciso estudar ainda mais, para recuperá-la.
Apanhar do PT me abriu os olhos para algumas coisas, assim como não lecionar. E participar do esquema eleitoral do C.A na faculdade foi algo bom.
Só quero que não se esqueçam de tudo o que foi feito durante esse ano. Das promessas vazias do presidente [a crise não nos afetará], das promessas cafajestes dos prefeitos, e essas carambolas todas.
Um bom fim de ano e um bom natal.
Até um outro dia.
terça-feira, dezembro 23, 2008
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Quando a imagem no espelho acaba de mudar
É complicado. Criamos uma imagem de nós mesmos. Quando nos olhamos no espelho precisamos de alguma imagem que remeta ao reflexo que ele mostra. Esta imagem se revela com os nomes que damos a nós mesmos. Fulano é engenheiro, Cicrano é advogado, Beltrano é médico. E por ai vai.
Eu não fujo a regra que eu mesmo inventei. Eu me olho no espelho e vejo um filósofo. Via um bom filósofo. E aqui, não há ego. Tanto não há, que assumo meu erro. De verdade, sem ironia desta vez.
Fiz a prova do Estado para saber qual seria minha colocação para a atribuição de aulas em 2009. Acabei de conferir o gabarito. De 25 questões, acertei somente 13 questões.
13 de 25.
Ridículo. Eu esperava muito mais de mim mesmo. Absurdamente mais.
Agora tenho que encarar o fato de que não sou o filósofo que acredito ser. Pelo contrário. Sou um filósofo mediano, desses que eu vivo criticando, gozando.
Seis anos após iniciar o curso de filosofia, eu admito. Fracassei.
Não tenho emprego na área, não adquiri o conhecimento que deveria.
Meu mais sincero pedido de desculpas a todas as pessoas que acreditaram em mim nesses anos todos. A todos aqueles que acreditaram que eu era bom naquilo que eu fazia.
Até aqui, foi em vão.
Eu não fujo a regra que eu mesmo inventei. Eu me olho no espelho e vejo um filósofo. Via um bom filósofo. E aqui, não há ego. Tanto não há, que assumo meu erro. De verdade, sem ironia desta vez.
Fiz a prova do Estado para saber qual seria minha colocação para a atribuição de aulas em 2009. Acabei de conferir o gabarito. De 25 questões, acertei somente 13 questões.
13 de 25.
Ridículo. Eu esperava muito mais de mim mesmo. Absurdamente mais.
Agora tenho que encarar o fato de que não sou o filósofo que acredito ser. Pelo contrário. Sou um filósofo mediano, desses que eu vivo criticando, gozando.
Seis anos após iniciar o curso de filosofia, eu admito. Fracassei.
Não tenho emprego na área, não adquiri o conhecimento que deveria.
Meu mais sincero pedido de desculpas a todas as pessoas que acreditaram em mim nesses anos todos. A todos aqueles que acreditaram que eu era bom naquilo que eu fazia.
Até aqui, foi em vão.
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Raffa against MTV - b part!
Sou uma pessoa de hábitos estranhos, como o resto de nós. Mais do que ler Wittgenstein, ou mesmo Nietzsche, as vezes prefiro o sacana do Karl, quem sabe até Kant. Ao invés de ouvir Pearl Jam, as vezes prefiro escutar um pagode bem nojento e pegajoso.
Porque?
Porque assim consigo ficar com raiva e então meu cérebro entra em erupção. É ai que as coisas começam a ficar engraçadas. Quando sou provocado. Quando ninguém me provoca, eu mesmo o faço. Mais ou menos o leão que se debate na jaula, parafraseando Nietzsche.
É por isso que sigo assistindo MTV. Gosto de uns trecos lá. Hermes e Renato, 15 minutos. Descobri umas bandas legais que fogem do meu gosto musical, como Jonas Brothers por exemplos.
Mas na terça feira vi um programa desses. Conseguia ser pior do que conversar com um indie. O programa era sobre o aniversário de dezesseis anos de uma garota dos Estados Unidos. Ela diz que somente algumas poucas pessoas vão a sua festa, pois nem todos estão a sua altura. Faz escarcéu com o pai por querer um mercedes de aniversário e o pai se negar. Diz que as amigas a invejam por ela ser muito linda. Diz ainda que os amigos também a invejam por ela ter dinheiro e poder dar uma festa como a dela. Ela liga a festa a sua imortalidade dentro do colégio. Enfim... ela fala e acontece e no final ganha o carro de presente do pai e com isso ela afirma que tudo o mais é resto. Inclusive o namorado flertando com outra.
Moral da história? Não há moral. Pelo menos não a comumente aceita. É nessas horas que eu me felicito por ter cursado filosifa e ser um pé rapado...
Porque?
Porque assim consigo ficar com raiva e então meu cérebro entra em erupção. É ai que as coisas começam a ficar engraçadas. Quando sou provocado. Quando ninguém me provoca, eu mesmo o faço. Mais ou menos o leão que se debate na jaula, parafraseando Nietzsche.
É por isso que sigo assistindo MTV. Gosto de uns trecos lá. Hermes e Renato, 15 minutos. Descobri umas bandas legais que fogem do meu gosto musical, como Jonas Brothers por exemplos.
Mas na terça feira vi um programa desses. Conseguia ser pior do que conversar com um indie. O programa era sobre o aniversário de dezesseis anos de uma garota dos Estados Unidos. Ela diz que somente algumas poucas pessoas vão a sua festa, pois nem todos estão a sua altura. Faz escarcéu com o pai por querer um mercedes de aniversário e o pai se negar. Diz que as amigas a invejam por ela ser muito linda. Diz ainda que os amigos também a invejam por ela ter dinheiro e poder dar uma festa como a dela. Ela liga a festa a sua imortalidade dentro do colégio. Enfim... ela fala e acontece e no final ganha o carro de presente do pai e com isso ela afirma que tudo o mais é resto. Inclusive o namorado flertando com outra.
Moral da história? Não há moral. Pelo menos não a comumente aceita. É nessas horas que eu me felicito por ter cursado filosifa e ser um pé rapado...
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Nostalgia precoce?
Hoje é dia dez de Dezembro de 2008.
Tudo o que eu devia ter feito na faculdade eu fiz. Trabalhos, provas. A merda toda.
Estou aguardando para saber como me sai. Minhas notas e tudo o mais. Uma vez com tudo em ordem, eu deixo de ser um estudante de filosofia. Fico sendo apenas um filósofo desempregado.
Lembro de um filme, "Dragão: A História de Bruce Lee" [sim, eu adoro filmes de artes marciais!] onde sua futura mulher Linda pergunta o que ele espera sendo um filósofo [Bruce Lee era formado em filosofia além de ser uma máquina de bater].
Ele responde: "Vou filosofar sobre estar desempregado." Perfeito. O cara era um gênio.
E agora, comigo aguardando os resultados, eu me pego assim, nostalgico. Me lembrando do guri de dezessete anos que pela primeira vez pisou numa universidade, sem saber a bosta que era. O guri cheio de sonhos adolescentes em alta definição. [Porque "viver não faz falta quando o sonho é em alta definição" - Astromato, banda paulista.]
O grunge, o punk. Mudança de curso. Administração em Comércio Exterior, para filosofia. Alegrias, sorrisos, choro, frustrações, mais alegrias, rolamentos na grama, futebol viking, rolinho porrada, brigas, porres, confusão, ser espancado pelo PT, ajudar a fundar o C.A., participar da história do curso, passar um pouco de fome, mais sorrisos, mais alegrias, amigos que chegam, amigos que vão, ser monitor, um TCC que vale uma dissertação de mestrado, gritos animalescos, ver gente mijando de frente para quarenta garotas e garotos, discussões políticas, palestrar, ser um beat... e ainda um grunge. Tudo isso dentro das grades que nos cercam. Se for falar tudo o que houve do lado de fora dessas grades... nem rola.
E no saldo geral, ainda sou o mesmo grunge que se entope de ouvir Pearl Jam.
Ando meio sentimental, e como não me importo, torno a agradecer as todos os que me fizeram chegar onde estou, vendo os horizontes que enxergo.
E sim, eu te amo minha guria. Só você que tem a cura pro meu vicío de insistir em tudo o que eu ainda não vi. Quanto aos espelhos, deixa pra lá, cansei de ver um mundo doente. Hoje eu não quero chorar.
Vou pegar na sua mão e então nós vamos voar por ai.
Tudo o que eu devia ter feito na faculdade eu fiz. Trabalhos, provas. A merda toda.
Estou aguardando para saber como me sai. Minhas notas e tudo o mais. Uma vez com tudo em ordem, eu deixo de ser um estudante de filosofia. Fico sendo apenas um filósofo desempregado.
Lembro de um filme, "Dragão: A História de Bruce Lee" [sim, eu adoro filmes de artes marciais!] onde sua futura mulher Linda pergunta o que ele espera sendo um filósofo [Bruce Lee era formado em filosofia além de ser uma máquina de bater].
Ele responde: "Vou filosofar sobre estar desempregado." Perfeito. O cara era um gênio.
E agora, comigo aguardando os resultados, eu me pego assim, nostalgico. Me lembrando do guri de dezessete anos que pela primeira vez pisou numa universidade, sem saber a bosta que era. O guri cheio de sonhos adolescentes em alta definição. [Porque "viver não faz falta quando o sonho é em alta definição" - Astromato, banda paulista.]
O grunge, o punk. Mudança de curso. Administração em Comércio Exterior, para filosofia. Alegrias, sorrisos, choro, frustrações, mais alegrias, rolamentos na grama, futebol viking, rolinho porrada, brigas, porres, confusão, ser espancado pelo PT, ajudar a fundar o C.A., participar da história do curso, passar um pouco de fome, mais sorrisos, mais alegrias, amigos que chegam, amigos que vão, ser monitor, um TCC que vale uma dissertação de mestrado, gritos animalescos, ver gente mijando de frente para quarenta garotas e garotos, discussões políticas, palestrar, ser um beat... e ainda um grunge. Tudo isso dentro das grades que nos cercam. Se for falar tudo o que houve do lado de fora dessas grades... nem rola.
E no saldo geral, ainda sou o mesmo grunge que se entope de ouvir Pearl Jam.
Ando meio sentimental, e como não me importo, torno a agradecer as todos os que me fizeram chegar onde estou, vendo os horizontes que enxergo.
E sim, eu te amo minha guria. Só você que tem a cura pro meu vicío de insistir em tudo o que eu ainda não vi. Quanto aos espelhos, deixa pra lá, cansei de ver um mundo doente. Hoje eu não quero chorar.
Vou pegar na sua mão e então nós vamos voar por ai.
sexta-feira, novembro 28, 2008
Macumba Profana
Revista Veja edição 2088. Uma matéria de duas páginas sobre Adorno, o filósofo crujistico.
Porra! Duas páginas sobre aquele velho rabugento! No meio da matéria o seu autor afirma que um dos defeitos de Adorno foi o que ele chamou de Macumba Profana: o marxismo.
Ai eu tive que rir.
Nem mesmo eu, reaça sacana de plantão me aguento com uma dessa. Chamar marxismo de Macumba Profana é foda demais. Não dá.
Eu abro a página da revista Mais Valia [www.maisvalia.org] e me deparo com uma revista que se propõe a "investigar, através de entrevistas e artigos teóricos, os fluxos de produção da mais-valia no interior do modo-de-produção capitalista atual". Repito. Não dá.
Eu poderia chamar a Veja de Mais Valia capitalista ou a Mais Valia de Veja marxista. Dá no mesmo. É tudo farinha podre do mesmo saco condenado.
Vivem me condenando por ser nietzscheano, mas quem além dele teve a audácia de se levantar contra todos os costumes e contra todo tipo de moral vigente, seja esquerda ou direita e tocar o puteiro?
A virada do século XIX para o século XX foi um Deus nos acuda, e em partes toda essa bagunça se deve ao prussiano bigodudo.
E que um dia essas porcarias todas percebam que melhor que defender ideologias ou posições políticas, é ter coragem para debatê-las, e abandoná-las quando necessário.
E pau no gato!
Porra! Duas páginas sobre aquele velho rabugento! No meio da matéria o seu autor afirma que um dos defeitos de Adorno foi o que ele chamou de Macumba Profana: o marxismo.
Ai eu tive que rir.
Nem mesmo eu, reaça sacana de plantão me aguento com uma dessa. Chamar marxismo de Macumba Profana é foda demais. Não dá.
Eu abro a página da revista Mais Valia [www.maisvalia.org] e me deparo com uma revista que se propõe a "investigar, através de entrevistas e artigos teóricos, os fluxos de produção da mais-valia no interior do modo-de-produção capitalista atual". Repito. Não dá.
Eu poderia chamar a Veja de Mais Valia capitalista ou a Mais Valia de Veja marxista. Dá no mesmo. É tudo farinha podre do mesmo saco condenado.
Vivem me condenando por ser nietzscheano, mas quem além dele teve a audácia de se levantar contra todos os costumes e contra todo tipo de moral vigente, seja esquerda ou direita e tocar o puteiro?
A virada do século XIX para o século XX foi um Deus nos acuda, e em partes toda essa bagunça se deve ao prussiano bigodudo.
E que um dia essas porcarias todas percebam que melhor que defender ideologias ou posições políticas, é ter coragem para debatê-las, e abandoná-las quando necessário.
E pau no gato!
terça-feira, novembro 18, 2008
Tentando voltar ao comum após um período sem conseguir rir de mim mesmo
Mexi e remexi.
E pronto. Consegui fazer umas maracutaias que deixaram a recepção da antena lá em casa com uma imagem um pouco melhor. Só um pouquinho. Não faz sentido ficar muito tempo mexendo nisso. Gastar meu tempo para melhorar a imagem da tv é um absurdo por si.
Mas consegui. Minha mãe ficou mais feliz. Meu pai ficou mais feliz. Até minha cachorra, a Grampola ficou mais feliz. Pude perceber pelo seus latidos senis e o jeito como ela me suja ao pular com as duas patas em minhas camisetas limpas.
E depois de um tempo consegui sintonizar com alguma qualidade a MTV.
Só para perceber o quanto tempo eu tinha ficado out do mundo pop. Descobri que não conheço mais nenhuma banda que toca nas rádios ou que está fazendo sucesso com seus clipes. Descobri que não conheço quase nenhum Vj.
Aliás, confirmei que realmente sou um velho de 83 anos preso em um corpo distante dos trinta. Não consegui suportar ver nada daquilo. Nada.
Um dos programas era a Penélope na rua pedindo a opinião de adolescentes sobre temas que eles nem sonham existir para discutir. Tem-se uma idéia do que acontece... A filhota do Marcelo Nova corrigindo um moleque, dizendo que "mim" não conjuga verbo... Deus, não há limite para a degradação.
Envelheci. Fiquei velho. Rabugento. Não aguento mais o melodrama adolescente. Não suporto bagunça de estudantes em ônibus as onze e meia. Não quero nunca mais ouvir um(a) garoto(a) dizendo que o mundo acabou porque o namorado(a) não o(a) quer mais.
O diálogo sobre: festas/ficantes/fofocas/minha-mais-nova-melhor-amiga/meus-
pais-não-me-entendem/etc... me causa náuseas e vontade de enfiar uma boa e velha bicuda no cú de alguém.
E sim, já estou meio arrependido por ter gasto meu tempo com isso. Digo quase, porque ouvir o Gil Brother Away de Petrópolis fazendo receita de sopa marítima com o saquinho que o tubarão deixou na praia [muito obrigado tubarão, eu gosto muito de você], guimba de cigarro amarelo sem filtro, regado a vinho feito com o sangue que escorre do buraco que você faz com o dedo no sovaco do bode misturado com a baba do nariz do bode é reconfortante.
Away!
E para não perder o costume já perdido, dêem uma olhada nesse link, onde da para ver o perfil de todo mundo que concorreu em 2008 para prefeito bem como suas propostas de governo.
Vale pela raiva que vamos acumulando ao longo do tempo, ao perceber que nada foi feito.
http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/euprometo/compara.php?ufx=SP&cid3=71072&ca1=1197&ca2=608&x=24&y=13
E pronto. Consegui fazer umas maracutaias que deixaram a recepção da antena lá em casa com uma imagem um pouco melhor. Só um pouquinho. Não faz sentido ficar muito tempo mexendo nisso. Gastar meu tempo para melhorar a imagem da tv é um absurdo por si.
Mas consegui. Minha mãe ficou mais feliz. Meu pai ficou mais feliz. Até minha cachorra, a Grampola ficou mais feliz. Pude perceber pelo seus latidos senis e o jeito como ela me suja ao pular com as duas patas em minhas camisetas limpas.
E depois de um tempo consegui sintonizar com alguma qualidade a MTV.
Só para perceber o quanto tempo eu tinha ficado out do mundo pop. Descobri que não conheço mais nenhuma banda que toca nas rádios ou que está fazendo sucesso com seus clipes. Descobri que não conheço quase nenhum Vj.
Aliás, confirmei que realmente sou um velho de 83 anos preso em um corpo distante dos trinta. Não consegui suportar ver nada daquilo. Nada.
Um dos programas era a Penélope na rua pedindo a opinião de adolescentes sobre temas que eles nem sonham existir para discutir. Tem-se uma idéia do que acontece... A filhota do Marcelo Nova corrigindo um moleque, dizendo que "mim" não conjuga verbo... Deus, não há limite para a degradação.
Envelheci. Fiquei velho. Rabugento. Não aguento mais o melodrama adolescente. Não suporto bagunça de estudantes em ônibus as onze e meia. Não quero nunca mais ouvir um(a) garoto(a) dizendo que o mundo acabou porque o namorado(a) não o(a) quer mais.
O diálogo sobre: festas/ficantes/fofocas/minha-mais-nova-melhor-amiga/meus-
pais-não-me-entendem/etc... me causa náuseas e vontade de enfiar uma boa e velha bicuda no cú de alguém.
E sim, já estou meio arrependido por ter gasto meu tempo com isso. Digo quase, porque ouvir o Gil Brother Away de Petrópolis fazendo receita de sopa marítima com o saquinho que o tubarão deixou na praia [muito obrigado tubarão, eu gosto muito de você], guimba de cigarro amarelo sem filtro, regado a vinho feito com o sangue que escorre do buraco que você faz com o dedo no sovaco do bode misturado com a baba do nariz do bode é reconfortante.
Away!
E para não perder o costume já perdido, dêem uma olhada nesse link, onde da para ver o perfil de todo mundo que concorreu em 2008 para prefeito bem como suas propostas de governo.
Vale pela raiva que vamos acumulando ao longo do tempo, ao perceber que nada foi feito.
http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/euprometo/compara.php?ufx=SP&cid3=71072&ca1=1197&ca2=608&x=24&y=13
quinta-feira, novembro 13, 2008
Obrigado Jack & Familia & Amigos
É público e notório. Estou passando por uma bad.
Deixei de falar sobre política por um tempo, devido a um único motivo. Estou com problemas para me abstrair de meus problemas, que eu sei são banais, para realizar minhas inversões e inflexões. Simples assim. Eu tento fazer minhas analogias, minhas piadas reaças baratas, mas elas não saem como quero, então não posto. Sobra eu.
Sobra minha vontade de falar. Meu egocentrismo. Meu narcisismo. Eu, Caronte de mim mesmo.
Mas está passando...
Por isso, quero deixar registrado que agradeço a todas as pessoas, além de minha família, que me ajudaram nesse momento da minha vida que de longe está sendo o mais difícil. Me ajudaram com conselhos e opiniões, e broncas e tudo o mais. A lista, por incrível que pareça é longa.
Raphael Vareta. Um ex-aluno.
Males Malines. Um viking.
Cruj. Um sacana.
Mauro. Um safado.
Beat. Um beat.
Michel. Um mais que irmão.
Caçapa. Idem
Igor. Ibidem
Carlos. Ibidem.
Thiago. Um Corleone.
E por fim, a minha menina, Jaqueline.
Simplesmente não sei como teria suportado o peso das minhas desilusões mimadas por mim memsmo, das minhas crises, dos meus vazios, sem ela ao meu lado. Sei que deve ter sido complicado conviver comigo nesse meio tempo, mas em nenhum momento ela deixou de me amar ou mesmo de demonstrar isso para mim. Nunca saiu dos lindos lábios dela, uma única palavra negativa. Pelo contrário.
Sempre me ofereceu o carinho e o conforto que eu sempre desejei.
Obrigado minha menina por ser do jeito que você é. Eu farei tudo para que você seja muito feliz. Do jeito que você merece.
Te amo.
Deixei de falar sobre política por um tempo, devido a um único motivo. Estou com problemas para me abstrair de meus problemas, que eu sei são banais, para realizar minhas inversões e inflexões. Simples assim. Eu tento fazer minhas analogias, minhas piadas reaças baratas, mas elas não saem como quero, então não posto. Sobra eu.
Sobra minha vontade de falar. Meu egocentrismo. Meu narcisismo. Eu, Caronte de mim mesmo.
Mas está passando...
Por isso, quero deixar registrado que agradeço a todas as pessoas, além de minha família, que me ajudaram nesse momento da minha vida que de longe está sendo o mais difícil. Me ajudaram com conselhos e opiniões, e broncas e tudo o mais. A lista, por incrível que pareça é longa.
Raphael Vareta. Um ex-aluno.
Males Malines. Um viking.
Cruj. Um sacana.
Mauro. Um safado.
Beat. Um beat.
Michel. Um mais que irmão.
Caçapa. Idem
Igor. Ibidem
Carlos. Ibidem.
Thiago. Um Corleone.
E por fim, a minha menina, Jaqueline.
Simplesmente não sei como teria suportado o peso das minhas desilusões mimadas por mim memsmo, das minhas crises, dos meus vazios, sem ela ao meu lado. Sei que deve ter sido complicado conviver comigo nesse meio tempo, mas em nenhum momento ela deixou de me amar ou mesmo de demonstrar isso para mim. Nunca saiu dos lindos lábios dela, uma única palavra negativa. Pelo contrário.
Sempre me ofereceu o carinho e o conforto que eu sempre desejei.
Obrigado minha menina por ser do jeito que você é. Eu farei tudo para que você seja muito feliz. Do jeito que você merece.
Te amo.
sábado, novembro 08, 2008
Tudo aquilo que ele precisa esquecer
Há muito tempo atrás eu fui jovem
tolo e inocente, rindo e sonhando com o futuro.
E eu teria conforto, uma bela casa
e meu mundo estaria em ordem.
Com tudo isso aqui, junto de mim
fui seguindo a vida do melhor jeito que pude
lendo sobre gente que já havia morrido
e ouvindo a música de tantos outros que já tinha vivido
assim como eu...
Disse um dia, sem ter ninguém que pudesse escutar
que alcançaria tudo aquilo que
me comprometi a ir lá buscar.
Mas como vocês acham que me senti
quando acordei e finalmente descobri
que para ser um homem honesto
do qual os meus filhos iriam um dia se orgulhar
eu teria que, assim como todos os outros
antes e depois de mim
aprender também a roubar?
E agora...? O que eu faço com o caminho que eu percorri?
E agora...? Qual o valor desse sonho que eu mesmo construi?
Não parecer ser muito justo, deveriam ter me avisado
que a dor do primeiro passo era o começo da história
onde eu terminaria frustrado
Eu deveria ter trocado de coração
e esquecido o gosto de uma bela canção...
A vida não foi feita
para quem não a deseja tanto, com
fome de vive-la totalmente
plena e perfeita.
E agora...? O que eu faço com o caminho que eu percorri?
E agora...? Qual o valor desse sonho que eu mesmo construi?
Revirando coisas velhas, perdidas no meu antigo baú
encontro fotografias de parentes cujo nome eu já me esqueci.
Liberto tristezas, dissabores e também alguns poucos amores
que duram, insistem em ficar e não se apagar.
A pergunta que vem a seguir é inevitável,
quero e posso, mas não vou controlar...
Mesmo sabendo que não importa quem seja o questionado
não haverá uma resposta que caiba neste pequeno espaço
de uma vida presa
de um velho de 83 anos, que resolveu por bem
viver no corpo de um jovem que ainda não está
sequer perto dos 30.
Ambos com a mesma existência
acumulando erros, acertos, ganhando somente experiência.
Afinal, eu queria saber o que os dias reservaram para mim
quando é verão e chove por chover
assim que a tarde chega
e o dia sabe que é seu fim...
tolo e inocente, rindo e sonhando com o futuro.
E eu teria conforto, uma bela casa
e meu mundo estaria em ordem.
Com tudo isso aqui, junto de mim
fui seguindo a vida do melhor jeito que pude
lendo sobre gente que já havia morrido
e ouvindo a música de tantos outros que já tinha vivido
assim como eu...
Disse um dia, sem ter ninguém que pudesse escutar
que alcançaria tudo aquilo que
me comprometi a ir lá buscar.
Mas como vocês acham que me senti
quando acordei e finalmente descobri
que para ser um homem honesto
do qual os meus filhos iriam um dia se orgulhar
eu teria que, assim como todos os outros
antes e depois de mim
aprender também a roubar?
E agora...? O que eu faço com o caminho que eu percorri?
E agora...? Qual o valor desse sonho que eu mesmo construi?
Não parecer ser muito justo, deveriam ter me avisado
que a dor do primeiro passo era o começo da história
onde eu terminaria frustrado
Eu deveria ter trocado de coração
e esquecido o gosto de uma bela canção...
A vida não foi feita
para quem não a deseja tanto, com
fome de vive-la totalmente
plena e perfeita.
E agora...? O que eu faço com o caminho que eu percorri?
E agora...? Qual o valor desse sonho que eu mesmo construi?
Revirando coisas velhas, perdidas no meu antigo baú
encontro fotografias de parentes cujo nome eu já me esqueci.
Liberto tristezas, dissabores e também alguns poucos amores
que duram, insistem em ficar e não se apagar.
A pergunta que vem a seguir é inevitável,
quero e posso, mas não vou controlar...
Mesmo sabendo que não importa quem seja o questionado
não haverá uma resposta que caiba neste pequeno espaço
de uma vida presa
de um velho de 83 anos, que resolveu por bem
viver no corpo de um jovem que ainda não está
sequer perto dos 30.
Ambos com a mesma existência
acumulando erros, acertos, ganhando somente experiência.
Afinal, eu queria saber o que os dias reservaram para mim
quando é verão e chove por chover
assim que a tarde chega
e o dia sabe que é seu fim...
segunda-feira, novembro 03, 2008
E assim ele olhou no espelho e ficou puto da vida
Eu devia dar um jeito de atualizar isso aqui com mais frequencia... mas não consigo. Falta grana, falta tempo. E quando eu tenho os dois, eu não tenho saco para escrever.
Mas eu gosto do Pub 66. Ele tem registrado parte de mim. Gosto disso.
Os últimos meses tem sido... difíceis. Posso dizer assim.
Muita coisa aconteceu. Muita coisa que se eu pudesse eu riscaria da minha vida. Começando com o Kassab ganhando a eleição, e terminando com minha infecção que me impede a cicatrização.
Rima idiota... até meus poemas pioraram...
Certamente, quando eu estava com meus quinze, dezesseis anos, planejando meu futuro, não foi isso que eu imaginei. Jamais. Pouco saiu como o planejado. A vida é Inaudita. Uma força para além de mim. Uma força que não posso sequer tocar.
Além de conhecer meu Raio de Luz, irmã de uma ex-aluna minha, não consigo me lembrar de mais nada de bom que saiu da filosofia. Nada.
Ler Nietzsche, Wittgenstein, Russel, Gödel, Rousseau, Aristóteles, Anaximandro... enfim, ler tudo o que li, e estudar tudo o que estudei não me ajudou em nada. Pelo contrário. Me trouxeram crises existênciais horríveis que me deixaram a beira da loucura e do suicídio no decorrer desses anos.
E não é só isso. Existem coisas que eu até gostaria de escrever aqui. Desabafar entendem? Mas não consigo. Simplesmente não consigo. Não que outras pessoas não se sintam assim, pelo contrário. É até normal.
Normal demais até...
Mas eu gosto do Pub 66. Ele tem registrado parte de mim. Gosto disso.
Os últimos meses tem sido... difíceis. Posso dizer assim.
Muita coisa aconteceu. Muita coisa que se eu pudesse eu riscaria da minha vida. Começando com o Kassab ganhando a eleição, e terminando com minha infecção que me impede a cicatrização.
Rima idiota... até meus poemas pioraram...
Certamente, quando eu estava com meus quinze, dezesseis anos, planejando meu futuro, não foi isso que eu imaginei. Jamais. Pouco saiu como o planejado. A vida é Inaudita. Uma força para além de mim. Uma força que não posso sequer tocar.
Além de conhecer meu Raio de Luz, irmã de uma ex-aluna minha, não consigo me lembrar de mais nada de bom que saiu da filosofia. Nada.
Ler Nietzsche, Wittgenstein, Russel, Gödel, Rousseau, Aristóteles, Anaximandro... enfim, ler tudo o que li, e estudar tudo o que estudei não me ajudou em nada. Pelo contrário. Me trouxeram crises existênciais horríveis que me deixaram a beira da loucura e do suicídio no decorrer desses anos.
E não é só isso. Existem coisas que eu até gostaria de escrever aqui. Desabafar entendem? Mas não consigo. Simplesmente não consigo. Não que outras pessoas não se sintam assim, pelo contrário. É até normal.
Normal demais até...
quinta-feira, outubro 16, 2008
Dialética para deixar de sonhar
Tudo volta.
Tudo volta de volta para o mesmo lugar.
Cores, cheiros e sabores. Amargos, encontros e dissabores. Inferno, céu.
Fogo e desilusão, toda a vida oposta, indo louca, sempre na contramão.
Caralho, porque tem que ser sempre assim?
Um dia no passado, um dia superado, uma vida absolutamente normal.
Será que ao menos uma palavra boa não pode vir? Não precisa nem mesmo ser um ato, uma atitude.
Só uma palavra.
Nada de desconfiança, nada de pessimismo. Só preciso de um "Vai dar certo Raffa. Eu te ajudo, eu te apoio."
É tão difícil assim, é realmente pedir demais?
Todo mundo fala que eu sou pessimista, negativo, cruel. Coisas assim... Mas porra... passem uma semana na minha pele, escutando o que eu escuto, vendo o que eu vejo, sentido o que eu sinto.
Passem uma semana vivendo minha vida. Não dá.
Simplesmente não dá para ver um mundo bom e fabuloso, com pessoas boas e fabulosas.
Não dá. Aliás, para o inferno com o mundo. Que tudo se exploda e não sobre nem migalhas.
Tudo volta de volta para o mesmo lugar.
Cores, cheiros e sabores. Amargos, encontros e dissabores. Inferno, céu.
Fogo e desilusão, toda a vida oposta, indo louca, sempre na contramão.
Caralho, porque tem que ser sempre assim?
Um dia no passado, um dia superado, uma vida absolutamente normal.
Será que ao menos uma palavra boa não pode vir? Não precisa nem mesmo ser um ato, uma atitude.
Só uma palavra.
Nada de desconfiança, nada de pessimismo. Só preciso de um "Vai dar certo Raffa. Eu te ajudo, eu te apoio."
É tão difícil assim, é realmente pedir demais?
Todo mundo fala que eu sou pessimista, negativo, cruel. Coisas assim... Mas porra... passem uma semana na minha pele, escutando o que eu escuto, vendo o que eu vejo, sentido o que eu sinto.
Passem uma semana vivendo minha vida. Não dá.
Simplesmente não dá para ver um mundo bom e fabuloso, com pessoas boas e fabulosas.
Não dá. Aliás, para o inferno com o mundo. Que tudo se exploda e não sobre nem migalhas.
terça-feira, setembro 30, 2008
segunda-feira, setembro 29, 2008
Violento e imoral
Cresci no meio da vida. Em casa, minha mãe nunca veio me dizer para que eu deixasse em casa minha raiva, e que saísse a noite pronto para matar, a fim de não levar a pior.
Fui criando em mim mesmo a leviana sensação de que o mundo era justo e que, lutando e seguindo um dia eu conseguiria tudo o que quisesse.
Uma vida descente, uma casa quente. Sucesso e bons amigos.
Claro que um dia aconteceu da vida começar a me mostrar qual é o material que recobre a realidade.
Qual a camada mais densa, qual o éter que me sufoca os sonhos mais tolos.
E agora, aqui estou eu. Mas se alguém me perguntar, eu tenho de responder que gostaria de não estar...
Sabe o que acontece agora que matei?
Matarei!!!
Fui criando em mim mesmo a leviana sensação de que o mundo era justo e que, lutando e seguindo um dia eu conseguiria tudo o que quisesse.
Uma vida descente, uma casa quente. Sucesso e bons amigos.
Claro que um dia aconteceu da vida começar a me mostrar qual é o material que recobre a realidade.
Qual a camada mais densa, qual o éter que me sufoca os sonhos mais tolos.
E agora, aqui estou eu. Mas se alguém me perguntar, eu tenho de responder que gostaria de não estar...
Sabe o que acontece agora que matei?
Matarei!!!
quarta-feira, setembro 24, 2008
Sacanagero paca.
Claro. Óbvio que isso ia acontecer. Estava na cara.
Apanhamos do PT, nos organizamos, estamos tentando montar um C.A. na faculdade. As coisas estão bem. Temos duas chapas montadas, e eu faço parte de uma.
A verdade é que as idéias são parecidas mas temos diferenças quanto ao método de executá-las.
Coisa comum e sadia. Não importa quem ganhe, o curso ganha.
O foda é o MNN bancando os revolucinários e usando tudo isto como jogada para voltar a se promover na faculdade. Fazendo atos sem nexo em "nossa" defesa, sem que tenhamos pedido.
Mesmo quando o curso não pede, mesmo quando o curso não quer.
Enfim. Vai dar merda e eu, claro, vou brigar com esses caras.
Tava na cara, só eu não me toquei na hora.
Mas enfim... a idéia é essa.
Apanhamos do PT, nos organizamos, estamos tentando montar um C.A. na faculdade. As coisas estão bem. Temos duas chapas montadas, e eu faço parte de uma.
A verdade é que as idéias são parecidas mas temos diferenças quanto ao método de executá-las.
Coisa comum e sadia. Não importa quem ganhe, o curso ganha.
O foda é o MNN bancando os revolucinários e usando tudo isto como jogada para voltar a se promover na faculdade. Fazendo atos sem nexo em "nossa" defesa, sem que tenhamos pedido.
Mesmo quando o curso não pede, mesmo quando o curso não quer.
Enfim. Vai dar merda e eu, claro, vou brigar com esses caras.
Tava na cara, só eu não me toquei na hora.
Mas enfim... a idéia é essa.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Discussão
O ato a favor de uma nova forma de política e a tentativa de uma discussão séria e sincera sobre educação, onde acabamos apanhando feito cães sarnentos teve saldos positivos e negativos.
Apanhar certamente foi negativo.
Ser ameaçado pelo partido do presidente e da ministra vagaba também.
O fato de sermos usados como massa de manobra pela mídia reaça e pelos partidos de oposição também.
Entretanto ontem aconteceu algo memorável. Uma discussão séria, inteligente e calorosa sobre filosofia política. Na verdade uma discussão sobre a páxis política.
Duas posições bem desenhadas que dialogaram pelo bem comum.
Estudantes com idéias diferentes que dialogaram pra caramba, por horas para discutir como canalizar e aproveitar o fato em nosso benefício.
E independente do resultado da discussão, das atitudes que tomaremos, o fato de nos mobilizarmos para discutir algo assim, e a disposição de fazer algo de concreto a partir disto, é fabuloso. Coisa nova no nosso curso.
Algo de bom sairá disso. Algo melhor e maior do que já saiu.
E eu quero estar lá para ver, e fazer.
Apanhar certamente foi negativo.
Ser ameaçado pelo partido do presidente e da ministra vagaba também.
O fato de sermos usados como massa de manobra pela mídia reaça e pelos partidos de oposição também.
Entretanto ontem aconteceu algo memorável. Uma discussão séria, inteligente e calorosa sobre filosofia política. Na verdade uma discussão sobre a páxis política.
Duas posições bem desenhadas que dialogaram pelo bem comum.
Estudantes com idéias diferentes que dialogaram pra caramba, por horas para discutir como canalizar e aproveitar o fato em nosso benefício.
E independente do resultado da discussão, das atitudes que tomaremos, o fato de nos mobilizarmos para discutir algo assim, e a disposição de fazer algo de concreto a partir disto, é fabuloso. Coisa nova no nosso curso.
Algo de bom sairá disso. Algo melhor e maior do que já saiu.
E eu quero estar lá para ver, e fazer.
sexta-feira, setembro 05, 2008
Antidemocracia
"As manifestações como essa não são democráticas, porque eles (os estudantes) entraram em um local fechado. Se expressaram de uma forma um tanto quanto, eu diria, não necessária. Espero, pelo bem da democracia, que é muito melhor uma convivência mais civilizada" - Dilma Rousseff.
Claro. Óbvio que somos antidemocráticos. E pelo bem da democracia devemos todos nós esperar a boa vontade dela em falar conosco. Porque todos sabemos que na agenda da Dilma, do Lula, do Marinho, enfim de todo e qualquer político, tem um espaço lá para conversar com os estudantes de todas as faculdades. Sejamos francos. Era uma oportunidade única que tivemos de nos manifestar, de demonstrar com aquela porra daquele cartaz que já causou tanta confusão e ainda causa no ABC, nossa indignação.
E não me venham falar que os aluninhos radicais de esquerda da USP me representam. Mentira. Não me venham dizer que os cretinos do Movimento Negação da Negação me representam. Eu me represento sozinho, e todos os 16 que estavam lá no dia pensam igual.
E sim.
Nosso cartaz era antidemocrático. Nossa presença sim era antidemocrática. Temos de ser.
Quando democracia se transforma nesse show que se transformou é necessário que alguém seja antidemocrático e mande tudo mais as favas. Alguém teve de fazer o trabalho mais sujo, e nós adoramos chafurdar nesta lama.
Claro. Óbvio que somos antidemocráticos. E pelo bem da democracia devemos todos nós esperar a boa vontade dela em falar conosco. Porque todos sabemos que na agenda da Dilma, do Lula, do Marinho, enfim de todo e qualquer político, tem um espaço lá para conversar com os estudantes de todas as faculdades. Sejamos francos. Era uma oportunidade única que tivemos de nos manifestar, de demonstrar com aquela porra daquele cartaz que já causou tanta confusão e ainda causa no ABC, nossa indignação.
E não me venham falar que os aluninhos radicais de esquerda da USP me representam. Mentira. Não me venham dizer que os cretinos do Movimento Negação da Negação me representam. Eu me represento sozinho, e todos os 16 que estavam lá no dia pensam igual.
E sim.
Nosso cartaz era antidemocrático. Nossa presença sim era antidemocrática. Temos de ser.
Quando democracia se transforma nesse show que se transformou é necessário que alguém seja antidemocrático e mande tudo mais as favas. Alguém teve de fazer o trabalho mais sujo, e nós adoramos chafurdar nesta lama.
quarta-feira, setembro 03, 2008
Repressão & Mídia filho da puta.
Lá vem um cabeludo pelo prédio de Filosofia. Este não é um cabeludo do curso. É Frank Aguiar, candidato a vice na chapa do PT em São Bernardo.
Fico encucado. Porra, eles não tem um pingo de noção? Vem fazer comício no salão que fica em cima do prédio e Flosofia? Fico puto. Brinco em ir a forra. Ir lá e fazer algum protesto. O pessoal ri. Então o Will aparece com um cartaz. Ora, porque não escrever algo e ir lá para mostrá-lo? Tenho uma idéia. Porque não convocar todo o curso para ir até lá? Saio então de sala em sala convocando os alunos para comparecerem em peso. Conseguimos reuinir uns quinze. Escrevemos na faixa: "Politicagem em cima de sala de aula é um péssimo jeito de iniciar um diálogo com a educação." Subimos. Eles nos repreendem. Um engravatado me diz baixinho que conseguirá uma hora de conversa com Mercadante. Eis minha resposta: "Se importaria se eu dissesse que não acredito em você? Você é político, e todos os políticos são mentirosos, safadados, canalhas, e vivem de enganar." Tentam então impedir o que ainda está por vir. Não conseguem. Levantamos a faixa. Um gorila a rasga a faixa e começa a pancadaria. Nos espancam escada abaixo. Vão batendo na gente até dentro do prédio de Filosofia.
Eis os três sites que vi reportando a coisa.
http://g1.globo.com/Eleicoes2008/0,,MUL746005-15693,00-ESTUDANTES+BRIGAM+NA+PRESENCA+DE+DILMA+DURANTE+ATO+DE+CAMPANHA+DO+PT.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u440719.shtml
http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=8&id=25231
Um mentindo mais que o outro. Um falando mais merda que o outro. Não acreditem nisto. Bando de merda, só.
O ocorrido foi relatado acima. Depois fizemos Boletim de Ocorrência. Eu por ameaça. Disseram que me pegariam aqui fora. Três amigos meus fizeram por agressão.
Peço que todos que tiverem lido este post divulguem para seus amigos e mostrem como se faz política neste país. E não é exclusividade do PT.
Fico encucado. Porra, eles não tem um pingo de noção? Vem fazer comício no salão que fica em cima do prédio e Flosofia? Fico puto. Brinco em ir a forra. Ir lá e fazer algum protesto. O pessoal ri. Então o Will aparece com um cartaz. Ora, porque não escrever algo e ir lá para mostrá-lo? Tenho uma idéia. Porque não convocar todo o curso para ir até lá? Saio então de sala em sala convocando os alunos para comparecerem em peso. Conseguimos reuinir uns quinze. Escrevemos na faixa: "Politicagem em cima de sala de aula é um péssimo jeito de iniciar um diálogo com a educação." Subimos. Eles nos repreendem. Um engravatado me diz baixinho que conseguirá uma hora de conversa com Mercadante. Eis minha resposta: "Se importaria se eu dissesse que não acredito em você? Você é político, e todos os políticos são mentirosos, safadados, canalhas, e vivem de enganar." Tentam então impedir o que ainda está por vir. Não conseguem. Levantamos a faixa. Um gorila a rasga a faixa e começa a pancadaria. Nos espancam escada abaixo. Vão batendo na gente até dentro do prédio de Filosofia.
Eis os três sites que vi reportando a coisa.
http://g1.globo.com/Eleicoes2008/0,,MUL746005-15693,00-ESTUDANTES+BRIGAM+NA+PRESENCA+DE+DILMA+DURANTE+ATO+DE+CAMPANHA+DO+PT.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u440719.shtml
http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=8&id=25231
Um mentindo mais que o outro. Um falando mais merda que o outro. Não acreditem nisto. Bando de merda, só.
O ocorrido foi relatado acima. Depois fizemos Boletim de Ocorrência. Eu por ameaça. Disseram que me pegariam aqui fora. Três amigos meus fizeram por agressão.
Peço que todos que tiverem lido este post divulguem para seus amigos e mostrem como se faz política neste país. E não é exclusividade do PT.
terça-feira, setembro 02, 2008
Temporada de caça
A hora é essa! Hora de gritaria e desespero, a maior farra do caralho, caos total, anarquia e tiroteio! E no final incendiaremos o gabinete do prefeito.
Porque das eleições temos apenas uma certeza. São todos um bando de filhos da puta e merecem todos morrer com muita dor e agonia por cada criança que morre sem medicamento, por cada idoso que tem de pegar uma condução pública, por cada ser humano que não tem sequer o que comer, pelas dúzias de impostos que nos são roubados a toa.
Começo então minha desgraceira habitual, e falo destes malditos.
Marta.
Seu site é: http://www.marta13.can.br/
Entrem lá e vejam sua pose de dondoca, cabelo bem penteado e cara de quem não sabe para onde vai. Lá ela fala de um monte de fanfarronices feitas por ela como a criação do Museu Afro-Brasileiro, a pavimentação de sei lá quantas ruas e mais um monte de porcariadas assim.
Francamente... precisamos de um museu com nome bonito para a cultura negra? Aliás, em uma cidade que não tem escola para suas crianças precisa de qualquer tipo de museu?
E sim, ela se esquece de que foi ela quem criou as taxas municipais de lixo e luz. Claro, conveniente. Ela também se esquece de sua brilhante solução para o caos aéreo.
Relaxa e Goza.
Para a Martaxa, uma faca de trinta centímetros alojada no umbigo, subindo até o começo do tórax e despejando seu estômago na calçada para que pelo menos os cachorros tenham o que comer.
Geraldo Alckmin.
Seu site é: http://www.geraldo45.com.br/
"Na direção do coração." Eis a frase que te jogam na cara, junto com uma foto da mulher de Geraldo. A mesma que torra milhares de reais em vestidos rídiculos. E não tenham a mínima dúvida de que foi comprado com seu dinheiro seu eleitor idiota.
São 600 pessoas bolando o seu programa de governo. É como eu sempre digo, o que não falta neste mundo são idiotas, e só dentro do PSDB podemos encontrar 600 deles vadiando.
Geraldo ainda firma o "compromisso de honra" de zerar a falta de vagas nas EMEIs. Eu como professor sem emprego que sou, sei bem o tipo de atenção que os tucanos dão para a educação.
Bando de filhos da puta miseráveis! Demagogos! Cães!
Umas boas chibatadas em suas costas, mais uma dose generosa de pauladas em suas costelas serviriam para deixá-lo um tanto mais sincero. Amputar suas pernas o fariam certamente um sujeito mais decente.
Kassab.
Seu site é: http://www.kassab25.com.br/
Doido, meagalomaníaco.
Afirma que fará dez Parques do Ibirapuera na Zona Leste. Sua foto arregaçando as mangas é bem montada. Um trabalhador, um homem de bem, que acorda junto com o sol para fazer o que tem de ser feito. Claro! E por ser um trabalhador que ele pode olhar para um qualquer e chamá-lo de vagabundo. Afinal ele sabe o que é trabalhar, o outro sujeito obviamente não.
Lembro dele dizendo que acabou com a cracolândia. Eu convido qualquer um que tenha mais colhões do que eu a aparecer lá após as dezoito horas.
Tem também um desafio que ele faz a Marta. Idiotice.
Deixemos ele para morrer a mingua sem comida, ou melhor! Dêem para ele comer a própria lingua para aprender a ficar calado.
Paulo Maluf.
Seu site é: http://www.paulomaluf11.can.br/site/index.php/home
Lá está ele com as mãos no bolso, rindo a toa, com os milhões que nos roubou. Ele nos mostra uma interminável lista de ruas que ele construiu com a empreiteira de sua família.
Em seu blog ele ainda nos da a solução para a criminalidade: "Com Maluf é a rota na rua e a população protegida dos criminosos." Claaaro!
A periferia se lembra bem de como a rota os protegia!
Aliás, vamos parar de ironizar o Maluf. Poxa vida, o cara não consegue enganar mais quase ninguém. O problema é o quase.
Para este, a única coisa que me vem a cabeça para realmente castigá-lo e torná-lo um ser humano um pouco mais humano seria deixá-lo pobre, solto em um barraco na favela do Heliópolis com a rota na rua.
Tem ainda a Soninha, ex-VJ da MTV. Bom... ela até pode ter carisma e tals. Talvez até uma boa aposta, mas ainda me lembro de ler a Revolução dos Bichos e ver no que se transformaram os porcos após a tomada da fazenda e a idéia que George Orwell deixa bem clara.
O poder corrompe. O poder total corrompe totalmente.
Porque das eleições temos apenas uma certeza. São todos um bando de filhos da puta e merecem todos morrer com muita dor e agonia por cada criança que morre sem medicamento, por cada idoso que tem de pegar uma condução pública, por cada ser humano que não tem sequer o que comer, pelas dúzias de impostos que nos são roubados a toa.
Começo então minha desgraceira habitual, e falo destes malditos.
Marta.
Seu site é: http://www.marta13.can.br/
Entrem lá e vejam sua pose de dondoca, cabelo bem penteado e cara de quem não sabe para onde vai. Lá ela fala de um monte de fanfarronices feitas por ela como a criação do Museu Afro-Brasileiro, a pavimentação de sei lá quantas ruas e mais um monte de porcariadas assim.
Francamente... precisamos de um museu com nome bonito para a cultura negra? Aliás, em uma cidade que não tem escola para suas crianças precisa de qualquer tipo de museu?
E sim, ela se esquece de que foi ela quem criou as taxas municipais de lixo e luz. Claro, conveniente. Ela também se esquece de sua brilhante solução para o caos aéreo.
Relaxa e Goza.
Para a Martaxa, uma faca de trinta centímetros alojada no umbigo, subindo até o começo do tórax e despejando seu estômago na calçada para que pelo menos os cachorros tenham o que comer.
Geraldo Alckmin.
Seu site é: http://www.geraldo45.com.br/
"Na direção do coração." Eis a frase que te jogam na cara, junto com uma foto da mulher de Geraldo. A mesma que torra milhares de reais em vestidos rídiculos. E não tenham a mínima dúvida de que foi comprado com seu dinheiro seu eleitor idiota.
São 600 pessoas bolando o seu programa de governo. É como eu sempre digo, o que não falta neste mundo são idiotas, e só dentro do PSDB podemos encontrar 600 deles vadiando.
Geraldo ainda firma o "compromisso de honra" de zerar a falta de vagas nas EMEIs. Eu como professor sem emprego que sou, sei bem o tipo de atenção que os tucanos dão para a educação.
Bando de filhos da puta miseráveis! Demagogos! Cães!
Umas boas chibatadas em suas costas, mais uma dose generosa de pauladas em suas costelas serviriam para deixá-lo um tanto mais sincero. Amputar suas pernas o fariam certamente um sujeito mais decente.
Kassab.
Seu site é: http://www.kassab25.com.br/
Doido, meagalomaníaco.
Afirma que fará dez Parques do Ibirapuera na Zona Leste. Sua foto arregaçando as mangas é bem montada. Um trabalhador, um homem de bem, que acorda junto com o sol para fazer o que tem de ser feito. Claro! E por ser um trabalhador que ele pode olhar para um qualquer e chamá-lo de vagabundo. Afinal ele sabe o que é trabalhar, o outro sujeito obviamente não.
Lembro dele dizendo que acabou com a cracolândia. Eu convido qualquer um que tenha mais colhões do que eu a aparecer lá após as dezoito horas.
Tem também um desafio que ele faz a Marta. Idiotice.
Deixemos ele para morrer a mingua sem comida, ou melhor! Dêem para ele comer a própria lingua para aprender a ficar calado.
Paulo Maluf.
Seu site é: http://www.paulomaluf11.can.br/site/index.php/home
Lá está ele com as mãos no bolso, rindo a toa, com os milhões que nos roubou. Ele nos mostra uma interminável lista de ruas que ele construiu com a empreiteira de sua família.
Em seu blog ele ainda nos da a solução para a criminalidade: "Com Maluf é a rota na rua e a população protegida dos criminosos." Claaaro!
A periferia se lembra bem de como a rota os protegia!
Aliás, vamos parar de ironizar o Maluf. Poxa vida, o cara não consegue enganar mais quase ninguém. O problema é o quase.
Para este, a única coisa que me vem a cabeça para realmente castigá-lo e torná-lo um ser humano um pouco mais humano seria deixá-lo pobre, solto em um barraco na favela do Heliópolis com a rota na rua.
Tem ainda a Soninha, ex-VJ da MTV. Bom... ela até pode ter carisma e tals. Talvez até uma boa aposta, mas ainda me lembro de ler a Revolução dos Bichos e ver no que se transformaram os porcos após a tomada da fazenda e a idéia que George Orwell deixa bem clara.
O poder corrompe. O poder total corrompe totalmente.
segunda-feira, agosto 25, 2008
Raro!!!!
Vamos lá, antes que eu me arrependa.
Olimpiadas.
Vi no Estadão um colunista mambembe dizendo que bronze não vale ouro e que os atletas brasileiros que foram a Beijing não são campeões porra nenhuma. São derrotados que não devem ficar choramingando os problemas que passam como fome, miséria, desemprego, falta de tudo enfim. Claro, claro.
Cielo foi pra puta que pariu dos EUA treinar e é filho da classe média alta.
A outra dona que faturou o ouro, é uma excessão a tudo.
O vôlei feminino tem uma puta estrutura para treinos e o caralho a quatro.
Ja o resto... o resto que se foda não é mesmo?
O filho da puta do colunista devia mandar o governo parar de rir da cara dos atletas que vão para as Olimpiadas sabendo que não tem chance, como o boxeador que foi lutar com uma puta lesão no calcanhar, e mais, parar de enaltecer o futebol masculino que já passou da hora de enfiar o rabo entre as pernas e sair de cena.
Meus parabéns a esses que metem as caras e vão contra tudo e contra todos atrás daquilo que lhes da na telha. É assim que se faz, é assim que se vive. É com essa cara que nós enfrentamos o mundo.
O Brasil é uma bosta sim, e a culpa é dos brasileiros. Mas existem excessões que são louváveis e admiráveis, e sim, servem de exemplo.
Palmas em pé para esses.
Olimpiadas.
Vi no Estadão um colunista mambembe dizendo que bronze não vale ouro e que os atletas brasileiros que foram a Beijing não são campeões porra nenhuma. São derrotados que não devem ficar choramingando os problemas que passam como fome, miséria, desemprego, falta de tudo enfim. Claro, claro.
Cielo foi pra puta que pariu dos EUA treinar e é filho da classe média alta.
A outra dona que faturou o ouro, é uma excessão a tudo.
O vôlei feminino tem uma puta estrutura para treinos e o caralho a quatro.
Ja o resto... o resto que se foda não é mesmo?
O filho da puta do colunista devia mandar o governo parar de rir da cara dos atletas que vão para as Olimpiadas sabendo que não tem chance, como o boxeador que foi lutar com uma puta lesão no calcanhar, e mais, parar de enaltecer o futebol masculino que já passou da hora de enfiar o rabo entre as pernas e sair de cena.
Meus parabéns a esses que metem as caras e vão contra tudo e contra todos atrás daquilo que lhes da na telha. É assim que se faz, é assim que se vive. É com essa cara que nós enfrentamos o mundo.
O Brasil é uma bosta sim, e a culpa é dos brasileiros. Mas existem excessões que são louváveis e admiráveis, e sim, servem de exemplo.
Palmas em pé para esses.
segunda-feira, julho 28, 2008
Blog Wide Suicide!
Tempos atrás eu criei meu primeiro blog.
Ele só tinha umas poesias mambembes e mais nada. Passou um tempo e me cansei dele e ele foi pro saco.
Ai criei outro falando sobre o meu contidiano. Idem.
Criei então o pub 66. Desde sua inauguração, falando sobre política, até hoje, onde eu tornei a falar mais sobre meu dia a dia, acabei participando de uma porrada de blogs.
Pensão Hinata, era um blog coletivo. Pura baboseira, mas foi legal a sua época.
Ópio do Povo, eu mantinha com o Luízz. Pégavamos filósofos e inventávamos nostícias de jornal tipo Diário Popular com eles. Ele cansou primeiro. Eu um tempo depois.
Fabulário Geral do Delírio Cotidiando se foi por razões que não quero divulgar.
A Pedra de Lá foi-se também. Os tempos são outros, as motivações são outras. Se não vou nunca levar a cabo o propósito do blog, não tem porque mante-lo no ar. Guardo minhas palavras para mim mesmo e para outros.
De mais a mais, eu sei que não sou tão bom quanto penso com as palavras. No fim, me reconheçp como um egomaníaco.
Sobrou o Pub 66, teu café amargo.
E só.
Ele só tinha umas poesias mambembes e mais nada. Passou um tempo e me cansei dele e ele foi pro saco.
Ai criei outro falando sobre o meu contidiano. Idem.
Criei então o pub 66. Desde sua inauguração, falando sobre política, até hoje, onde eu tornei a falar mais sobre meu dia a dia, acabei participando de uma porrada de blogs.
Pensão Hinata, era um blog coletivo. Pura baboseira, mas foi legal a sua época.
Ópio do Povo, eu mantinha com o Luízz. Pégavamos filósofos e inventávamos nostícias de jornal tipo Diário Popular com eles. Ele cansou primeiro. Eu um tempo depois.
Fabulário Geral do Delírio Cotidiando se foi por razões que não quero divulgar.
A Pedra de Lá foi-se também. Os tempos são outros, as motivações são outras. Se não vou nunca levar a cabo o propósito do blog, não tem porque mante-lo no ar. Guardo minhas palavras para mim mesmo e para outros.
De mais a mais, eu sei que não sou tão bom quanto penso com as palavras. No fim, me reconheçp como um egomaníaco.
Sobrou o Pub 66, teu café amargo.
E só.
terça-feira, julho 22, 2008
Desculpas
Um homem tem de saber quando erra.
E eu errei, mesmo que sem querer. Isso entretanto não muda o fato, o erro em si.
Matar alguém por engano, não devolve a vida ao morto. Só faz aumentar a coisa. Temos agora o erro e a culpa que dele nasce.
Idem pra mim.
Por isso as desculpas.
Errei. E errando estou me sentindo culpado pela minha falta de sensibilidade, e pelo meu desvio a esquerda.
Meus textos nunca foram palátaveis, mas sempre mantiveram um rumo descente, por assim dizer. Em algum momento deixei essa margem, e a pessoa mais importante me disse isso. E percebendo este rumo, me senti mal. Mal por visto a pessoa mais importante infeliz, e por ter visto o que de mim nasceu.
Não acontecerá novamente. Uma vez descoberto o erro, tenho a humildade de reconhece-lo e de fazer de tudo para melhorá-lo.
E obrigado. Você me fez perceber isso.
E eu errei, mesmo que sem querer. Isso entretanto não muda o fato, o erro em si.
Matar alguém por engano, não devolve a vida ao morto. Só faz aumentar a coisa. Temos agora o erro e a culpa que dele nasce.
Idem pra mim.
Por isso as desculpas.
Errei. E errando estou me sentindo culpado pela minha falta de sensibilidade, e pelo meu desvio a esquerda.
Meus textos nunca foram palátaveis, mas sempre mantiveram um rumo descente, por assim dizer. Em algum momento deixei essa margem, e a pessoa mais importante me disse isso. E percebendo este rumo, me senti mal. Mal por visto a pessoa mais importante infeliz, e por ter visto o que de mim nasceu.
Não acontecerá novamente. Uma vez descoberto o erro, tenho a humildade de reconhece-lo e de fazer de tudo para melhorá-lo.
E obrigado. Você me fez perceber isso.
segunda-feira, julho 14, 2008
Eu, um rato.
Acordei cedo. Digo cedo para ir ao médico. Não tenho convênio e sei bem a merda que é o SUS.
Torci meu pé no último feriado, mas eu tinha somente duas semanas de trabalho quando me fodi, e meu emprego não é em regime CLT. Ir pro olho da rua é um pulo. Então estou há um tempão trabalhando com a porra do pé inchado e doendo. Sexta não aguentei e pedi para ir ao médico. Meus superiores deixaram. A que ponto cheguei... pedir permissão para um cara que não sei nem mesmo o sobrenome se posso cuidar de mim mesmo.
Fui.
Meia hora esperando. Fui chamado. Na sala, uma penca de médicos. Eu era a cobaia. A chance dos estágiarios ver como é um idiota com o pé torcido após um mês. Tive que tirar o raio-x. Não me disseram onde era a porra da sala. Perguntei e descobri que era longe pra cacete da sala do ortopedista. Fui. Uma hora depois eu saio com o raio-x na mão. O cara que tira as chapas reclama que os médicos não sabem dizer o que é tornozelo e o que é o pé de fato.
Volto. Fecham a porta na minha cara. Espero. Abrem. Me chamam. A sala lotada.
Médicos e pacientes. Todos espremidos em uma sala minuscula. O médico manda eu tirar o tênis e pede o raio-x. A estagiaria se levanta para que eu me sente. O médico manda ela se sentar de volta. Assim ela poderá me analisar melhor. Sou atendido em pé. Em pé.
EM PÉ!!!
Para que me analisem melhor. Uma cobaia. Um rato.
Ele manda eu tomar um antibiótico e voltar em dois dias se a dor não passar. Eu como um bom rato, enfio meu rabo entre as pernas e saio com cara de perdido, tremendo de ódio, mas ainda assim como medo do gato.
Torci meu pé no último feriado, mas eu tinha somente duas semanas de trabalho quando me fodi, e meu emprego não é em regime CLT. Ir pro olho da rua é um pulo. Então estou há um tempão trabalhando com a porra do pé inchado e doendo. Sexta não aguentei e pedi para ir ao médico. Meus superiores deixaram. A que ponto cheguei... pedir permissão para um cara que não sei nem mesmo o sobrenome se posso cuidar de mim mesmo.
Fui.
Meia hora esperando. Fui chamado. Na sala, uma penca de médicos. Eu era a cobaia. A chance dos estágiarios ver como é um idiota com o pé torcido após um mês. Tive que tirar o raio-x. Não me disseram onde era a porra da sala. Perguntei e descobri que era longe pra cacete da sala do ortopedista. Fui. Uma hora depois eu saio com o raio-x na mão. O cara que tira as chapas reclama que os médicos não sabem dizer o que é tornozelo e o que é o pé de fato.
Volto. Fecham a porta na minha cara. Espero. Abrem. Me chamam. A sala lotada.
Médicos e pacientes. Todos espremidos em uma sala minuscula. O médico manda eu tirar o tênis e pede o raio-x. A estagiaria se levanta para que eu me sente. O médico manda ela se sentar de volta. Assim ela poderá me analisar melhor. Sou atendido em pé. Em pé.
EM PÉ!!!
Para que me analisem melhor. Uma cobaia. Um rato.
Ele manda eu tomar um antibiótico e voltar em dois dias se a dor não passar. Eu como um bom rato, enfio meu rabo entre as pernas e saio com cara de perdido, tremendo de ódio, mas ainda assim como medo do gato.
sábado, junho 21, 2008
As mais belas mãos de um homem.
"Quando estiver terminado nós diremos
Que choverá um dia ensolarado
Eu sei, brilhando como a água
Eu quero saber se você já viu a chuva
Eu quero saber se você já viu a chuva
Caindo em um dia ensolarado" - Creedence Clearwater - Have You Ever Seen The Rain
Ele era uma espécie de homem a moda antiga. Ele era um homem a ser admirado.
Ele era um homem desses que não se faz mais hoje em dia.
Suas mãos, as mãos de um homem trabalhador e firme. Nelas estavam a marca da vida. Marcas fortes e duras. Marcas poderosas, que impressionaram por sua honra. Em seu rosto a felicidade de ter vivido uma vida plena.
Ele se foi, mas não por completo. Algo ficou, algo de bom. A melhor parte dele.
Tio Jessé, agora o senhor vai ver a chuva caindo em um dia ensolarado.
Descanse em paz meu tio.
Eu te amo.
Que choverá um dia ensolarado
Eu sei, brilhando como a água
Eu quero saber se você já viu a chuva
Eu quero saber se você já viu a chuva
Caindo em um dia ensolarado" - Creedence Clearwater - Have You Ever Seen The Rain
Ele era uma espécie de homem a moda antiga. Ele era um homem a ser admirado.
Ele era um homem desses que não se faz mais hoje em dia.
Suas mãos, as mãos de um homem trabalhador e firme. Nelas estavam a marca da vida. Marcas fortes e duras. Marcas poderosas, que impressionaram por sua honra. Em seu rosto a felicidade de ter vivido uma vida plena.
Ele se foi, mas não por completo. Algo ficou, algo de bom. A melhor parte dele.
Tio Jessé, agora o senhor vai ver a chuva caindo em um dia ensolarado.
Descanse em paz meu tio.
Eu te amo.
segunda-feira, junho 16, 2008
Cansado.
O título desse post era para ser "Cansei" mas ai iriam me atrelar ao movimento de burgueses e tudo o mais, e já não aturo mais as piadinhas que faço a mim mesmo me chamando de reaça. Elas perderam a graça e algumas pessoas passaram a acreditar que sou mesmo reacionário. Enfim...
Estou cansado mas não é por causa disso. Estou cansado é de comentar sobre política. É igual falar com um burro empacado. Você repete a mesma coisa um milhão de vezes, e percebe que você continua de mau humor, e de resto tudo o mais está na mesma. Comecei a me sentir ridículo por criticar tudo e todos, todo o tempo e ver que sim, tem gente que concorda comigo, tem gente que também esta indignada, tem gente que esta de saco cheio dessa merda toda e...
Bom. E...? E agora José?
Tudo continua na mesma. O Lula contínua avaliado como um ótimo presidente. O PSDS manda e desmanda em São Paulo. Garotinho mesmo indiciado por formação de quadrilha planeja sua vida eleitoreira, e assim como Collor tem chances reais de ganhar qualquer caralho a que se candidatar, a CPMF está para reencarnar com outro nome, o PT não foi condenado pelos crimes que cometeu no mensalão. Álias nem mesmo se fala mais em mensalão. A Veja teve a cara de pau de ir procurar a opinião do Palocci sobre a inflação no país.
E sempre tem o lenga lenga de que "escola-saúde-transporte-segurança" está uma droga. E nunca melhora. Nem vai melhorar.
Um conselho? Morram, ou mudem de país.
Estou cansado mas não é por causa disso. Estou cansado é de comentar sobre política. É igual falar com um burro empacado. Você repete a mesma coisa um milhão de vezes, e percebe que você continua de mau humor, e de resto tudo o mais está na mesma. Comecei a me sentir ridículo por criticar tudo e todos, todo o tempo e ver que sim, tem gente que concorda comigo, tem gente que também esta indignada, tem gente que esta de saco cheio dessa merda toda e...
Bom. E...? E agora José?
Tudo continua na mesma. O Lula contínua avaliado como um ótimo presidente. O PSDS manda e desmanda em São Paulo. Garotinho mesmo indiciado por formação de quadrilha planeja sua vida eleitoreira, e assim como Collor tem chances reais de ganhar qualquer caralho a que se candidatar, a CPMF está para reencarnar com outro nome, o PT não foi condenado pelos crimes que cometeu no mensalão. Álias nem mesmo se fala mais em mensalão. A Veja teve a cara de pau de ir procurar a opinião do Palocci sobre a inflação no país.
E sempre tem o lenga lenga de que "escola-saúde-transporte-segurança" está uma droga. E nunca melhora. Nem vai melhorar.
Um conselho? Morram, ou mudem de país.
terça-feira, maio 27, 2008
Por ai vai
Fiquei sabendo por aí, por uma fonte nada segura, que acabaram com o décimo terceiro salário. Parabéns, corja de idiotas, consegiram foder ainda mais o país.
Não. Não estou me referindo aos senadores, deputados, prefeitos e afins.
Os filhos da puta que botaram no meu cú e me foderam grandão, e que continuam me fodendo, são os miseráveis que continuam votando em Lula & Cia, com a desculpa que não tem ninguém melhor, ou que não são reacionários para votar em um partido tido como de direita por ideologia.
Todo mundo diz que já sabe, mas é mentira, por isso digo de novo: PSDB e PT são a mesma bosta.
E por último, espero que minha fonte esteja correta, e que todos os trabalhadores desse país sintam direto no bolso e no cú o que estamos fazendo com essa joça.
Não. Não estou me referindo aos senadores, deputados, prefeitos e afins.
Os filhos da puta que botaram no meu cú e me foderam grandão, e que continuam me fodendo, são os miseráveis que continuam votando em Lula & Cia, com a desculpa que não tem ninguém melhor, ou que não são reacionários para votar em um partido tido como de direita por ideologia.
Todo mundo diz que já sabe, mas é mentira, por isso digo de novo: PSDB e PT são a mesma bosta.
E por último, espero que minha fonte esteja correta, e que todos os trabalhadores desse país sintam direto no bolso e no cú o que estamos fazendo com essa joça.
segunda-feira, maio 05, 2008
Estóico por opção
Extra, extra! Baianos de QI baixo azaram exame em universidade!
A UFBA - Universidade Federal da Bahia - teve um péssimo desempenho em suas notas e o coordenador do curso, Antonio Dantas atribuiu a causa ao baixo QI dos baianos. Mas é claro, tem de ser assim. Se não fosse, a culpa seria de quem? Dos professores com seus diplomas de doutores enfiados no cú? Dos reitores sentados em cadeiras macias para aplacar a fúria de suas gonórreias?
E agora o brasil é um país confiável! Eu digo que sempre foi, mas somente agora os gringos viram isso. Podemos citar exemplos claros disso! Alguém já viu aqui neste país, um traficante não entregar sua mercadoria? Ou um assassino não matar o seu alvo?
Vou mais longe pois hoje me sinto impossível. Alguém já viu nosso presidente cair em contradição, ou não cumprir o prometido? Fome zero, trasnposição do rio São Francisco, crise áerea, mensalão, mensalinho, dossiegate... um monte de projetos e problemas, todos eles resolvidos com imensa rapidez e satisfatoriedade!
Esses mortos pela dengue que você vê no rio de janeiro, ou as chacinas nas favelas paulistanas, ou mesmo os mortos do dia a dia por tudo quanto é tipo de doença, acidente, erro médico, são na verdade, como todos já sabem uma grande mentira veiculada pela mídia golpista e reacionária, para desestabilizar o país e propagar a discrepância social, assim como fez o tal do Dantas, protegendo Azelite.
Ah... por isso que tenho orgulho de ser brasileiro. E não sou só eu! Espera só até chegar a próxima copa, para vocês verem o coro que me acompanhará!
A UFBA - Universidade Federal da Bahia - teve um péssimo desempenho em suas notas e o coordenador do curso, Antonio Dantas atribuiu a causa ao baixo QI dos baianos. Mas é claro, tem de ser assim. Se não fosse, a culpa seria de quem? Dos professores com seus diplomas de doutores enfiados no cú? Dos reitores sentados em cadeiras macias para aplacar a fúria de suas gonórreias?
E agora o brasil é um país confiável! Eu digo que sempre foi, mas somente agora os gringos viram isso. Podemos citar exemplos claros disso! Alguém já viu aqui neste país, um traficante não entregar sua mercadoria? Ou um assassino não matar o seu alvo?
Vou mais longe pois hoje me sinto impossível. Alguém já viu nosso presidente cair em contradição, ou não cumprir o prometido? Fome zero, trasnposição do rio São Francisco, crise áerea, mensalão, mensalinho, dossiegate... um monte de projetos e problemas, todos eles resolvidos com imensa rapidez e satisfatoriedade!
Esses mortos pela dengue que você vê no rio de janeiro, ou as chacinas nas favelas paulistanas, ou mesmo os mortos do dia a dia por tudo quanto é tipo de doença, acidente, erro médico, são na verdade, como todos já sabem uma grande mentira veiculada pela mídia golpista e reacionária, para desestabilizar o país e propagar a discrepância social, assim como fez o tal do Dantas, protegendo Azelite.
Ah... por isso que tenho orgulho de ser brasileiro. E não sou só eu! Espera só até chegar a próxima copa, para vocês verem o coro que me acompanhará!
domingo, abril 27, 2008
Pra não dizer que não escrevi...
Nada demais.
Cansado, bebendo menos café. Meu estômago agradece.
Mas arrumei um vício pior!
Ler Bukowski. É isso.
Cansado, bebendo menos café. Meu estômago agradece.
Mas arrumei um vício pior!
Ler Bukowski. É isso.
segunda-feira, abril 14, 2008
Clichê
Vamos lá. Caso Isabella Nardoni...
Sim eu sei. Todos estamos de saco cheio de ver o caso na tv. Todos estão chocados com o problema. Todos estão pedindo justiça. Todos estão fazendo o que todos fazem sempre, e isso, confesso me incomoda. Mas tanta coisa me incomoda que acho que nem isso é novidade também... enfim.
O que ando pensando, e não sou só eu, é o seguinte: "hmmm... milhares de pessoas morrem assassinadas todos os dias em todos os cantos do mundo pelos motivos mais banais que existem, e muitas vezes mais sem motivo algum. Porque diabos, a mídia dá tanta atenção para este assassinato em especial?" Como já disse, um monte de gente se pergunta isso, e quando eu faço a mesma pergunta, apenas recebo meu atestado de mediocridade.
Bom, a resposta que tenho de bate pronto é a seguinte.
Se o pai matou ou não, eu não sei, e não vou ficar fantasiando sobre isso. Fato é que a menina morreu, e isso por si só já é tragico. O problema e o que chama atenção, é o fato de que o assassino o fez sem motivo algum.
Quer dizer... porque matar uma garota como ela? Que tipo de mal ela faria?
O cara queria grana? Não. Não houve sequestro.
Vingança contra o pai? Deus, existem mil e uma maneiras de se vingar de alguém!
O problema é esse. Ao não encontrar uma explicação lógica, que satisfaça nossa inquietação, fica no ar a pergunta que nos joga de encontro com o caso: "Se alguém, que nasceu pelado, careca e sem dentes, assim como eu fez isso, sem motivo algum, será que eu também poderia fazê-lo um dia?" Para nos livrarmos de encarar esse tipo de raciocínio, condenamos e xingamos o culpado, ou quem acreditamos que o seja.
Isso fere nosso contrato social, como diria Rousseau talvez, que nos mantém vivos e unidos [???] em sociedade.
Uma única ressalva! Com relação a lógica que pode nos satisfazer, Marcelo Gleiser, físico dos bons uma vez disse num jornaleco ai que não lembro bem qual foi o seguinte: "O Universo está pouco se lixando para o ordenamento lógico que damos para ele"
Sim eu sei. Todos estamos de saco cheio de ver o caso na tv. Todos estão chocados com o problema. Todos estão pedindo justiça. Todos estão fazendo o que todos fazem sempre, e isso, confesso me incomoda. Mas tanta coisa me incomoda que acho que nem isso é novidade também... enfim.
O que ando pensando, e não sou só eu, é o seguinte: "hmmm... milhares de pessoas morrem assassinadas todos os dias em todos os cantos do mundo pelos motivos mais banais que existem, e muitas vezes mais sem motivo algum. Porque diabos, a mídia dá tanta atenção para este assassinato em especial?" Como já disse, um monte de gente se pergunta isso, e quando eu faço a mesma pergunta, apenas recebo meu atestado de mediocridade.
Bom, a resposta que tenho de bate pronto é a seguinte.
Se o pai matou ou não, eu não sei, e não vou ficar fantasiando sobre isso. Fato é que a menina morreu, e isso por si só já é tragico. O problema e o que chama atenção, é o fato de que o assassino o fez sem motivo algum.
Quer dizer... porque matar uma garota como ela? Que tipo de mal ela faria?
O cara queria grana? Não. Não houve sequestro.
Vingança contra o pai? Deus, existem mil e uma maneiras de se vingar de alguém!
O problema é esse. Ao não encontrar uma explicação lógica, que satisfaça nossa inquietação, fica no ar a pergunta que nos joga de encontro com o caso: "Se alguém, que nasceu pelado, careca e sem dentes, assim como eu fez isso, sem motivo algum, será que eu também poderia fazê-lo um dia?" Para nos livrarmos de encarar esse tipo de raciocínio, condenamos e xingamos o culpado, ou quem acreditamos que o seja.
Isso fere nosso contrato social, como diria Rousseau talvez, que nos mantém vivos e unidos [???] em sociedade.
Uma única ressalva! Com relação a lógica que pode nos satisfazer, Marcelo Gleiser, físico dos bons uma vez disse num jornaleco ai que não lembro bem qual foi o seguinte: "O Universo está pouco se lixando para o ordenamento lógico que damos para ele"
sexta-feira, abril 04, 2008
Minha menina!
Nada de briga, nada de mal humor, nada de resmungos.
Hoje eu só quero agradecer.
Agradecer a senhorita Jaqueline, por ser meu rumo, meu anjo bom.
Agradecer por trazer um sentido a minha vida, e me cobrir com seu amor.
Agradecer por fazer de mim um homem melhor e estar ao meu lado.
Agradecer por me fazer acreditar em mim mesmo, e estender a mão quando eu preciso.
Agradecer por saber que ao lado dela eu serei muito feliz. [como na música! ^^]
Agradecer por ter comigo, de presente o anjo mais belo que Deus já fez.
Agradecer por me abraçar e me beijar, e dizer bem calma ao canto do ouvido que tudo vai ficar bem.
Agradecer por ser ela a mulher que eu sonhava, e pedia em sonhos.
Agradecer por ela me amar, com tanto amor que eu nem sequer sonhava que existia.
Agradecer porque sem ela, eu nem sei mais como viver.
Agradecer porque eu te amo minha menina, e sempre vou te amar, e sempre vou correr em sua direção.
Te amo com todo amor desse mundo minha guria!
Te amo!
Hoje eu só quero agradecer.
Agradecer a senhorita Jaqueline, por ser meu rumo, meu anjo bom.
Agradecer por trazer um sentido a minha vida, e me cobrir com seu amor.
Agradecer por fazer de mim um homem melhor e estar ao meu lado.
Agradecer por me fazer acreditar em mim mesmo, e estender a mão quando eu preciso.
Agradecer por saber que ao lado dela eu serei muito feliz. [como na música! ^^]
Agradecer por ter comigo, de presente o anjo mais belo que Deus já fez.
Agradecer por me abraçar e me beijar, e dizer bem calma ao canto do ouvido que tudo vai ficar bem.
Agradecer por ser ela a mulher que eu sonhava, e pedia em sonhos.
Agradecer por ela me amar, com tanto amor que eu nem sequer sonhava que existia.
Agradecer porque sem ela, eu nem sei mais como viver.
Agradecer porque eu te amo minha menina, e sempre vou te amar, e sempre vou correr em sua direção.
Te amo com todo amor desse mundo minha guria!
Te amo!
quinta-feira, março 13, 2008
Rato fora do ninho
Eu juro que tento. Não sou do tipo cretino que procura discussão, que caça confusão.
Nada... pelo contrário. Tento seguir o conselho de Don Vito Corleone até. Aguento algumas injúrias, sabendo que não ganho nada com elas. Somente pessoas de minha inteira confiança sabem o que estou pensando ou sentindo.
Mas hoje eu fui até a usp... é eu fui, atrás de saber se conseguiria encontrar uma professora lá para confirmar o dia da reunião de um grupo de estudos sobre Nietzsche, e também para saber se seria possível eu acompanhar, mesmo que por pouco tempo e como ouvinte, o curso de inglês ou alemão de lá.
Bom, resumindo, eu não encontrei a porra da professora, e nenhuma alma viva que pudesse me informar mesmo onde aconteciam as aulas. De certo modo achei até mesmo normal, pois o lugar lá é grande. Fui com a cara e a coragem, engolindo meu orgulho, mas essa primeira tentativa não vingou.
A parte que não podia deixar de faltar foi a cena clássica do casal de namorados ativamente políticos panflentando contra alguma causa qualquer. Me ofereceram um panfleto, recusei. Acredito ainda ter poder para poder fazer o que fiz. Insistiram, recusei. Perguntaram porque, eu disse que não queria. Ai o guri reclamou, e afirmou que era por isso que o nosso país era uma droga... Ai eu perguntei porque. Qual a relação que existia entre recusar um panfleto ordinário que convocava um punhado de gente chata para uma assembléia regada a cerveja, como o próprio panfleto orgulhosamente anunciava, e a situação politico-economica do país se encontravam no racíocinio dele. Perguntei ainda se uma vez evidenciada a relação, ele poderia de fato acreditar nessa mesma relação lógica aristotélica vagabunda, uma vez que o fim do século XIX trouxe consigo, graças aos estudos sobre campos eletromagnéticos, o começo do fim da matemática apoiada nos axiomas euclidianos, que ruiu por completo após os estudos de Frege, Russel, Einstein, Wittgenstein e Gödel, para ficar somente nos mais ilustres.
O casalsinho indie me olhou meio torto, sorriram meio sem graça, e falaram que a causa era política. Então eu recomendei que lessem Russel, Adam Smith, Maquiavel, o próprio Wittgenstein, e daqui a alguns anos um livro chamado "Moral como ferramenta de dominação política".
Virei as costas e fui embora, com a certeza que dessa vez meu humor não ficaria azedo.
Nada... pelo contrário. Tento seguir o conselho de Don Vito Corleone até. Aguento algumas injúrias, sabendo que não ganho nada com elas. Somente pessoas de minha inteira confiança sabem o que estou pensando ou sentindo.
Mas hoje eu fui até a usp... é eu fui, atrás de saber se conseguiria encontrar uma professora lá para confirmar o dia da reunião de um grupo de estudos sobre Nietzsche, e também para saber se seria possível eu acompanhar, mesmo que por pouco tempo e como ouvinte, o curso de inglês ou alemão de lá.
Bom, resumindo, eu não encontrei a porra da professora, e nenhuma alma viva que pudesse me informar mesmo onde aconteciam as aulas. De certo modo achei até mesmo normal, pois o lugar lá é grande. Fui com a cara e a coragem, engolindo meu orgulho, mas essa primeira tentativa não vingou.
A parte que não podia deixar de faltar foi a cena clássica do casal de namorados ativamente políticos panflentando contra alguma causa qualquer. Me ofereceram um panfleto, recusei. Acredito ainda ter poder para poder fazer o que fiz. Insistiram, recusei. Perguntaram porque, eu disse que não queria. Ai o guri reclamou, e afirmou que era por isso que o nosso país era uma droga... Ai eu perguntei porque. Qual a relação que existia entre recusar um panfleto ordinário que convocava um punhado de gente chata para uma assembléia regada a cerveja, como o próprio panfleto orgulhosamente anunciava, e a situação politico-economica do país se encontravam no racíocinio dele. Perguntei ainda se uma vez evidenciada a relação, ele poderia de fato acreditar nessa mesma relação lógica aristotélica vagabunda, uma vez que o fim do século XIX trouxe consigo, graças aos estudos sobre campos eletromagnéticos, o começo do fim da matemática apoiada nos axiomas euclidianos, que ruiu por completo após os estudos de Frege, Russel, Einstein, Wittgenstein e Gödel, para ficar somente nos mais ilustres.
O casalsinho indie me olhou meio torto, sorriram meio sem graça, e falaram que a causa era política. Então eu recomendei que lessem Russel, Adam Smith, Maquiavel, o próprio Wittgenstein, e daqui a alguns anos um livro chamado "Moral como ferramenta de dominação política".
Virei as costas e fui embora, com a certeza que dessa vez meu humor não ficaria azedo.
terça-feira, março 11, 2008
Começou!
Guerra.
Sim, concordo com o imbecil do Mainardi quando ele diz que não somos um povo com experiência bélica, o que acredito ser um erro de administração pública. Deveríamos murar nossas fronteiras com paredes gigantescas e também com cercas elétricas para que cada cretino com muamba e droga que venha do Paraguai, da Bolívia ou de outro paiseco tosco desses, morra em agonia e dor, e vá importunar o capeta no inferno.
Começo então minha briga articular contra uma revista que nem ao menos é considerada parte da "grande mídia". Ela na verdade é considerada o salvo conduto, o norte do jornalismo entre os intelectualóides mediocres da usp & genéricos. A guerra é contra a revista Caros Amigos.
Cansei de toda aquela papagaiada emploada que se lê por lá. Fico enojado quando vejo alguém escrever "estadunidense" para declarar sua intolerância contra os Estados Unidos. Não aguento mais marxismo chimfrim de boteco. Fidel é um exemplo de presidente? Fidel ama seu país? Então porque ele tem o rabo cheio de dinheiro, viaja para os quatro cantos do mundo, e goza de milhares de benefícios que a população de Cuba não possui?
E para começar a disparar, escolho o Ferréz, colunista e professor do anti curso de jornalismo da revista [anti curso!!! Haja saco para aguentar tanta empáfia!]
Um sujeito que não ve a intencionalidade do autor [seja de livros, seja de filmes] nas obras que faz, e consegue ver preconceito em "Gigolô por acidente na Europa" é no mínimo paranóico.
Sim, concordo com o imbecil do Mainardi quando ele diz que não somos um povo com experiência bélica, o que acredito ser um erro de administração pública. Deveríamos murar nossas fronteiras com paredes gigantescas e também com cercas elétricas para que cada cretino com muamba e droga que venha do Paraguai, da Bolívia ou de outro paiseco tosco desses, morra em agonia e dor, e vá importunar o capeta no inferno.
Começo então minha briga articular contra uma revista que nem ao menos é considerada parte da "grande mídia". Ela na verdade é considerada o salvo conduto, o norte do jornalismo entre os intelectualóides mediocres da usp & genéricos. A guerra é contra a revista Caros Amigos.
Cansei de toda aquela papagaiada emploada que se lê por lá. Fico enojado quando vejo alguém escrever "estadunidense" para declarar sua intolerância contra os Estados Unidos. Não aguento mais marxismo chimfrim de boteco. Fidel é um exemplo de presidente? Fidel ama seu país? Então porque ele tem o rabo cheio de dinheiro, viaja para os quatro cantos do mundo, e goza de milhares de benefícios que a população de Cuba não possui?
E para começar a disparar, escolho o Ferréz, colunista e professor do anti curso de jornalismo da revista [anti curso!!! Haja saco para aguentar tanta empáfia!]
Um sujeito que não ve a intencionalidade do autor [seja de livros, seja de filmes] nas obras que faz, e consegue ver preconceito em "Gigolô por acidente na Europa" é no mínimo paranóico.
segunda-feira, março 10, 2008
Ria se puder!
Dias atrás, e já faz mais dias do que eu gostaria, estava assistindo um programa de madrugada na tv. Sou um notívago, e produzo muito mais durante a madrugada.
No mesmo programa, foram Mv Bill e uma tal de Mallu, que é um hit na internet. A menina é nova, deve ter 16 eu acho.
No programa ela fez micagem, careta, bancou a indie envergonhada, e depois a artista que está em contato com o público. Tocou violão, gaita e cantou sozinha as músicas que ela mesma compôs em inglês.
E ela canta bem afinal. Aliás ela faz tudo isso bem, levando em conta a idade que tem.
Dizer que ela fez o sucesso dela só porque é muito rica e que nasceu e cresceu no Morumbi, e que teve aula de canto, violão, gaita e inglês patrocinados pelos pais, é mentira. Dizer que seu talento é fruto dos discos raros que ela ouvia da avó que na sua época também era abastada, soa como inveja tanto de seu talento como de sua condição social. Dizer que ela seria uma talentosa anônima não fosse os quatro mil de mesada que ela juntou do pai e dos avós em dois meses para gravar quatro demos em estúdio também é maldade.
Mas o MV Bill disse um treco que gravou... Disse que se ela fosse pobre e tivesse nascido no meio de uma favela, ela certamente não estaria exteriorizando as belas músicas que já produziu, e que por ventura produzirá. Se assim fosse, ela não teria discos rarinhos para ouvir, não teria aula de inglês, canto, violão e gaita, nem teria juntado os quatro mil.
Engenhosa a tal da Mallu é. Ela poderia ter todas as condições, mas simplesmente não querer criar. O que ficou em voga é que nada vem do nada, e que é necessário sim, dar condições para que a Mallu da favela consiga e faça o mesmo que a Mallu do Morumbi.
A piada é essa.
No mesmo programa, foram Mv Bill e uma tal de Mallu, que é um hit na internet. A menina é nova, deve ter 16 eu acho.
No programa ela fez micagem, careta, bancou a indie envergonhada, e depois a artista que está em contato com o público. Tocou violão, gaita e cantou sozinha as músicas que ela mesma compôs em inglês.
E ela canta bem afinal. Aliás ela faz tudo isso bem, levando em conta a idade que tem.
Dizer que ela fez o sucesso dela só porque é muito rica e que nasceu e cresceu no Morumbi, e que teve aula de canto, violão, gaita e inglês patrocinados pelos pais, é mentira. Dizer que seu talento é fruto dos discos raros que ela ouvia da avó que na sua época também era abastada, soa como inveja tanto de seu talento como de sua condição social. Dizer que ela seria uma talentosa anônima não fosse os quatro mil de mesada que ela juntou do pai e dos avós em dois meses para gravar quatro demos em estúdio também é maldade.
Mas o MV Bill disse um treco que gravou... Disse que se ela fosse pobre e tivesse nascido no meio de uma favela, ela certamente não estaria exteriorizando as belas músicas que já produziu, e que por ventura produzirá. Se assim fosse, ela não teria discos rarinhos para ouvir, não teria aula de inglês, canto, violão e gaita, nem teria juntado os quatro mil.
Engenhosa a tal da Mallu é. Ela poderia ter todas as condições, mas simplesmente não querer criar. O que ficou em voga é que nada vem do nada, e que é necessário sim, dar condições para que a Mallu da favela consiga e faça o mesmo que a Mallu do Morumbi.
A piada é essa.
segunda-feira, março 03, 2008
Quão oportuno...
É um discurso padrão. Educação promove o engrandecimento do ser [humano?]. Educação faz com que o ser saia de sua casca vagabunda e as vezes mal cheirosa com crostas generosas de lama e lodo para com que a cada página virada, a cada fórmula decorada, cada peça assistida, cada música compreendida ele perca mais e mais de sua grossa e espessa ignorância e nasça um novo ser.
E esse ser, culto e inteligente, esse ser capaz das maiores abstrações e elucubrações será o futuro da nação. Por isso é tão importante estudar, porque um povo ignorante não é capaz de promover revolução, promover melhorias na sociedade.
Será?
Quem foi para as ruas nas diretas já? Quem fez a revolução para melhoria do povo? Quem foram os caras pintadas? Quem foi para a rua no caso Collor?
Claro que a mídia teve papel fundamental nesse processo, mas quem estava lá, servido de ferramenta, talvez, que seja,não importa, para a mídia, eram os operários. Chão de fábrica.Gente sem estudo ou instrução. Gente que ouvia samba na esquina, não as orquestras de Wagner ou Vivaldi. Gente que jogava truco, não pôquer. Gente que bebia cerveja, não vodca russa ou uísque dezoito anos. Gente que fumava cigarro de palha, não Marllboro com piteira.
A classe média é muito boa em acender o cigarro, beber um capuccino no inverno, ler Sartre, e bancar um francês do século XVII. E essa mesma classe média produz coisa boa, tenho de admitir. Arnaldo Jabor, Loyla Brandão, Mino Carta, Nelson Rodrigues, Stphen Kanitz, Diogo Mainardi, Paulo Francis, Lya Luft, Mino Carta, e a lista é longa... infindável. É isso que a classe média da condições de ser criado.
Mas na hora de fazer acontecer, de agir, de ser... bom. Ai é o pinguço da esquina, vagabundo e desocupado quem luta por tudo isso. No final, claro, elegeremos o "mentor intelecutual" do processo, que será o camarada do século XVII.
E esse ser, culto e inteligente, esse ser capaz das maiores abstrações e elucubrações será o futuro da nação. Por isso é tão importante estudar, porque um povo ignorante não é capaz de promover revolução, promover melhorias na sociedade.
Será?
Quem foi para as ruas nas diretas já? Quem fez a revolução para melhoria do povo? Quem foram os caras pintadas? Quem foi para a rua no caso Collor?
Claro que a mídia teve papel fundamental nesse processo, mas quem estava lá, servido de ferramenta, talvez, que seja,não importa, para a mídia, eram os operários. Chão de fábrica.Gente sem estudo ou instrução. Gente que ouvia samba na esquina, não as orquestras de Wagner ou Vivaldi. Gente que jogava truco, não pôquer. Gente que bebia cerveja, não vodca russa ou uísque dezoito anos. Gente que fumava cigarro de palha, não Marllboro com piteira.
A classe média é muito boa em acender o cigarro, beber um capuccino no inverno, ler Sartre, e bancar um francês do século XVII. E essa mesma classe média produz coisa boa, tenho de admitir. Arnaldo Jabor, Loyla Brandão, Mino Carta, Nelson Rodrigues, Stphen Kanitz, Diogo Mainardi, Paulo Francis, Lya Luft, Mino Carta, e a lista é longa... infindável. É isso que a classe média da condições de ser criado.
Mas na hora de fazer acontecer, de agir, de ser... bom. Ai é o pinguço da esquina, vagabundo e desocupado quem luta por tudo isso. No final, claro, elegeremos o "mentor intelecutual" do processo, que será o camarada do século XVII.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Fidel se foi [???]
E não é que o bom velhinho saiu fora? Ele disse que precisa abrir caminho para a nova geração, como por exemplo seu irmão com mais de setenta anos... claro! E porque não?
Aliás, ele vinha me lembrando o papai noel nos últimos tempos. Velho, barba branca, barrigudo, narigudo...
Os mais jovens e sonhadores adoram. Os mais velhos e pragmáticos odeiam.
Mas o fato é que ele fez coisas que mais ninguém fez.
Boas, ou más, outros menos capazes que eu julgaram. Deixo isso para quem ainda possui uma ideologia para seguir, um sonho político para construir. Passei dessa fase.
Vi ontem no seriado "Caros Amigos" os caras brigando por causa de política... um de esquerda durango, outro direitista endinheirado.
Melhor do que deixar para outros julgarem, perguntem para os filhos deles.
Para o filho do durango e para o filho do endinheirado, quem está certo.
Quem passa fome para eleger o companheiro, ou quem trabalha [Porque temos de parar de achar que todo capitalista é bandido. Muitos apenas trabalham. Meu sogro e meu pai trabalham e muito, e quem criticar um dos dois arrumou um problema comigo].
De mais a mais... outros iguais a ele virão.
É como Nietzsche disse: "Socialismo, o budismo do século XX."
Aliás, ele vinha me lembrando o papai noel nos últimos tempos. Velho, barba branca, barrigudo, narigudo...
Os mais jovens e sonhadores adoram. Os mais velhos e pragmáticos odeiam.
Mas o fato é que ele fez coisas que mais ninguém fez.
Boas, ou más, outros menos capazes que eu julgaram. Deixo isso para quem ainda possui uma ideologia para seguir, um sonho político para construir. Passei dessa fase.
Vi ontem no seriado "Caros Amigos" os caras brigando por causa de política... um de esquerda durango, outro direitista endinheirado.
Melhor do que deixar para outros julgarem, perguntem para os filhos deles.
Para o filho do durango e para o filho do endinheirado, quem está certo.
Quem passa fome para eleger o companheiro, ou quem trabalha [Porque temos de parar de achar que todo capitalista é bandido. Muitos apenas trabalham. Meu sogro e meu pai trabalham e muito, e quem criticar um dos dois arrumou um problema comigo].
De mais a mais... outros iguais a ele virão.
É como Nietzsche disse: "Socialismo, o budismo do século XX."
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Ideologia de cú é rola
O estado me chutou. Estou desempregado por poucos momentos e descobri que não sou tão vagabundo como sempre gostei de pensar. Adoro meu trabalho. Adoro o que faço.
Mas o estado distribuiu minhas aulas para outros, e quer saber? Que se foda.
Que se foda a porra do estado, e a porra dos seus funcionários. Eu ficaria realmente feliz em ir ajudar a molecada das escolas públicas com o que sei, mas não rolou esse ano, e agora decidi que não volto mais para uma escola do estado tão cedo. Eu não saberia o que faria se eu já estivesse casado com minha guria e chegasse em casa e falasse para ela com a cara mais lavada do mundo: "Estou desempregado. Fodeu."
Fodeu? Sim, eu sei o que vocês estão pensando: "Antes ele do que eu."
E tem mais! Se eu voltar, não é para ajudar, é para encher meu rabo de dinheiro. Ideologia não paga contas. Ideologia não coloca comida em cima da mesa. Ideologia não paga conta.
Dinheiro paga.
É fácil ser socialista com o papai trabalhando na unicamp, na usp. É fácil dizer que não curte dinheiro quando tem quem o coloca as verdinhas em cima da mesa para você vestir as roupas da moda underground, comprar os livretos porcos de um bando de gente chata que todo mundo acha cool, e pagar a net para baixar músicas [porque todo socialista e comunista que se preze não compraria cd pois isso ajudaria a indústria fonográfica que representa o Império Norte Americano] de outro tanto de banda esquisita que ninguém conhece mas que quando você diz que escuta você se passa pelo mais legal da festa.
Eu adoro dinheiro, e o quero de montão.
E de mais a mais, Marx de cú é rola.
Mas o estado distribuiu minhas aulas para outros, e quer saber? Que se foda.
Que se foda a porra do estado, e a porra dos seus funcionários. Eu ficaria realmente feliz em ir ajudar a molecada das escolas públicas com o que sei, mas não rolou esse ano, e agora decidi que não volto mais para uma escola do estado tão cedo. Eu não saberia o que faria se eu já estivesse casado com minha guria e chegasse em casa e falasse para ela com a cara mais lavada do mundo: "Estou desempregado. Fodeu."
Fodeu? Sim, eu sei o que vocês estão pensando: "Antes ele do que eu."
E tem mais! Se eu voltar, não é para ajudar, é para encher meu rabo de dinheiro. Ideologia não paga contas. Ideologia não coloca comida em cima da mesa. Ideologia não paga conta.
Dinheiro paga.
É fácil ser socialista com o papai trabalhando na unicamp, na usp. É fácil dizer que não curte dinheiro quando tem quem o coloca as verdinhas em cima da mesa para você vestir as roupas da moda underground, comprar os livretos porcos de um bando de gente chata que todo mundo acha cool, e pagar a net para baixar músicas [porque todo socialista e comunista que se preze não compraria cd pois isso ajudaria a indústria fonográfica que representa o Império Norte Americano] de outro tanto de banda esquisita que ninguém conhece mas que quando você diz que escuta você se passa pelo mais legal da festa.
Eu adoro dinheiro, e o quero de montão.
E de mais a mais, Marx de cú é rola.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Acapulco, ai vou eu!!!
Adoro clichês.
Sempre que posso solto uma piada sem graça, e rio-me de montão da minha infâmia. A piada geralmente é horrível, e arranca vaias de quem está por perto. esse é um vicío que tenho de controlar, afinal, mais dia menos dia, minha namorada vai acabar passando vergonha por mim. Ou não... ou ela vai rir de mim ainda mais do que eu mesmo. Acho que é isso que mantém o rumo, o nosso rumo. Senso de humor. A capacidade de rir um do outro e também de nós mesmos, sem encanação. Quem não possui esse senso de humor talvez não aguente o tranco que a vida dá, e acaba pulando fora, e vivendo sozinha.
Minha irmã sempre foi uma pessoa sem muito senso de humor...
Mas por adorar os clichês, eu tenho que, na condição de rabugento, criticar o carnaval. Todo rabugento faz isso em fevereiro.
O país afundando, Lula se preocupando mais com Venezuela e Colômbia, uma ex-ministra racista, Gilberto Gil beijando Lulu Santos na boca, ao invés de trabalhar, e por ai vai.
É carnaval, a festa da carne.
Acapulco nos espera!
Sempre que posso solto uma piada sem graça, e rio-me de montão da minha infâmia. A piada geralmente é horrível, e arranca vaias de quem está por perto. esse é um vicío que tenho de controlar, afinal, mais dia menos dia, minha namorada vai acabar passando vergonha por mim. Ou não... ou ela vai rir de mim ainda mais do que eu mesmo. Acho que é isso que mantém o rumo, o nosso rumo. Senso de humor. A capacidade de rir um do outro e também de nós mesmos, sem encanação. Quem não possui esse senso de humor talvez não aguente o tranco que a vida dá, e acaba pulando fora, e vivendo sozinha.
Minha irmã sempre foi uma pessoa sem muito senso de humor...
Mas por adorar os clichês, eu tenho que, na condição de rabugento, criticar o carnaval. Todo rabugento faz isso em fevereiro.
O país afundando, Lula se preocupando mais com Venezuela e Colômbia, uma ex-ministra racista, Gilberto Gil beijando Lulu Santos na boca, ao invés de trabalhar, e por ai vai.
É carnaval, a festa da carne.
Acapulco nos espera!
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Sobre os dias que virão
Eu não tenho a verdade do universo na manga, esperando para pular, como a Márcia Tiburi por exemplo. Nem... longe disso.
Quem lê as coisas que eu escrevo, sabe bem. Eu sou uma imitação barata do Diogo Mainardi, que é uma imitação barata do Paulo Francis. Eu tenho uma pitada do Macaco Simão [bem pouco, não tenho o senso de humor dele nunca na vida!] e a rabugentice do Millôr. Talvez eu seja carudo como o Jabor. Pena que eu seja uma colcha de retalhos que não chega a um terço de nenhum deles.
Mas eu não queria falar disso. Foi só desabafo.
O que eu quero dizer, é que ninguém deveria fazer promessas que não são capazes de cumprir. E eu espero não ter feito uma assim para minha vó.
A senhora tem que me ver, do jeito que a senhora sempre sonhou, pois eu sou aquele que vai dar este orgulho para a senhora.
Por isso, por favor, não se vá...
Quem lê as coisas que eu escrevo, sabe bem. Eu sou uma imitação barata do Diogo Mainardi, que é uma imitação barata do Paulo Francis. Eu tenho uma pitada do Macaco Simão [bem pouco, não tenho o senso de humor dele nunca na vida!] e a rabugentice do Millôr. Talvez eu seja carudo como o Jabor. Pena que eu seja uma colcha de retalhos que não chega a um terço de nenhum deles.
Mas eu não queria falar disso. Foi só desabafo.
O que eu quero dizer, é que ninguém deveria fazer promessas que não são capazes de cumprir. E eu espero não ter feito uma assim para minha vó.
A senhora tem que me ver, do jeito que a senhora sempre sonhou, pois eu sou aquele que vai dar este orgulho para a senhora.
Por isso, por favor, não se vá...
sexta-feira, janeiro 18, 2008
E chegou mais um ano...
Cena: o moleque entrega o trabalho de conclusão de curso para dois professores: para o leitor, e para o orientador.
Professor leitor do tcc diz: esse é um trabalho de pós graduação.
Professor orientador do tcc diz: esse é um trabalho de mestrado, e se você quiser eu te oriento no seu mestrado.
O moleque: esse meu trabalho, é um trabalho porco feito as pressas, em vinte dias, depois de vocês recusarem minha proposta inicial porra!!!
Sim, eu sou o moleque, e estou sim exercitando meu ego do tamanho de um camelo. As vezes preciso disto.
Descobri que no auge da minha arrogância, eu queria montar um trabalho de livre docência. Um trabalho original, sem orientação. A parte que ainda me cutuca é a que diz, que eu poderia ter conseguido com mais tempo. Mas enfim...
Ano novo, briga velha.
Evo da um pau no cú do Brasil, e nega o gás. Sai CPMF, entra IOF. Vice presidente, ainda a beira da morte, não quer ir embora antes do Fidel. Chavez com as balburdias dele [essa foi pra você senhorita anônima!]. E por ai vai... não quero fazer o primeiro post do ano só com avacalhações.
De mais a mais, já tive minha cota de mal humor por hoje.
[Sim!!! Malditas universidades!!!]
Professor leitor do tcc diz: esse é um trabalho de pós graduação.
Professor orientador do tcc diz: esse é um trabalho de mestrado, e se você quiser eu te oriento no seu mestrado.
O moleque: esse meu trabalho, é um trabalho porco feito as pressas, em vinte dias, depois de vocês recusarem minha proposta inicial porra!!!
Sim, eu sou o moleque, e estou sim exercitando meu ego do tamanho de um camelo. As vezes preciso disto.
Descobri que no auge da minha arrogância, eu queria montar um trabalho de livre docência. Um trabalho original, sem orientação. A parte que ainda me cutuca é a que diz, que eu poderia ter conseguido com mais tempo. Mas enfim...
Ano novo, briga velha.
Evo da um pau no cú do Brasil, e nega o gás. Sai CPMF, entra IOF. Vice presidente, ainda a beira da morte, não quer ir embora antes do Fidel. Chavez com as balburdias dele [essa foi pra você senhorita anônima!]. E por ai vai... não quero fazer o primeiro post do ano só com avacalhações.
De mais a mais, já tive minha cota de mal humor por hoje.
[Sim!!! Malditas universidades!!!]
segunda-feira, dezembro 03, 2007
O dia chegou!
A exposição e defesa da seguinte tese "Moral como ferramenta de dominação a partir das duas primeiras dissertações da obra Genealogia da Moral" será feita quarta feira, dia cinco de dezembro, às oito horas e quinze minutos.
Desejem-me sorte, ou não. Vou precisar!
Desejem-me sorte, ou não. Vou precisar!
segunda-feira, novembro 26, 2007
Para Márcia, lavagem.
Acabei de entrar no blog da Marcia Tiburi. Para quem não conhece, ela é filósofa, apresentadora do programa saia justa, colunista da revista Vida Simples da Abril, escritora e também arruma tempo para publicar uns livretos porcos.
E li seu último post sobre feminismo.
A idéia básica é a seguinte: ela defende o fenimisto porque segundo alega, as mulheres estão sob o domínio do homem, como aconteceu em um país sujo de nome complicado lá das bandas do Oriente Médio, onde uma mulher foi condenada a ser estuprada quatro vezes por ter cometido uma banalidade.
Sim, sim. É um absurdo, pra dizer pouco.
O que a filósofa esquece entretanto, é que antes da mulher ser mulher, ela é um ser humano. Pregar o feminismo é retroceder no tempo, e realizar uma dicotomia que hoje já não se faz necessária.
A idéia não é proteger mulheres do estupro. É proteger seres humanos do estupro. Seja homem, mulher, criança e afins.
Todo tipo de "ismo" é uma merda, ela já devia saber. Mas não sabe.
Dentro de alguns dias eu tiro o seu link aqui do Pub 66. O café é sempre amargo. Deixemos a hipocrisia para quem gosta dela.
Porcos e lavagem. Uma combinação de sucesso!
E li seu último post sobre feminismo.
A idéia básica é a seguinte: ela defende o fenimisto porque segundo alega, as mulheres estão sob o domínio do homem, como aconteceu em um país sujo de nome complicado lá das bandas do Oriente Médio, onde uma mulher foi condenada a ser estuprada quatro vezes por ter cometido uma banalidade.
Sim, sim. É um absurdo, pra dizer pouco.
O que a filósofa esquece entretanto, é que antes da mulher ser mulher, ela é um ser humano. Pregar o feminismo é retroceder no tempo, e realizar uma dicotomia que hoje já não se faz necessária.
A idéia não é proteger mulheres do estupro. É proteger seres humanos do estupro. Seja homem, mulher, criança e afins.
Todo tipo de "ismo" é uma merda, ela já devia saber. Mas não sabe.
Dentro de alguns dias eu tiro o seu link aqui do Pub 66. O café é sempre amargo. Deixemos a hipocrisia para quem gosta dela.
Porcos e lavagem. Uma combinação de sucesso!
quinta-feira, novembro 22, 2007
Salve a seleção!
Pra frente brasil, salve a seleção!!! [sim, brasil, com "b" minúsculo mesmo]
Afinal de contas temos muito o que comemorar. Vejam bem, estamos falando do esporte bretão, do nosso orgulho, de onde somos mais patriotas. Não é qualquer esporte, qualquer evento. É pátria de chuteiras.
Sim, não estamos falando de investir em saneamento básico para quem vive em condições sub humanas. Não estamos falando de melhorar os hospitais públicos. Não estamos falando de resolver o dossiêgate, o caso dos mensaleiros, ou mesmo as atrocidades que Lula continua fazendo no governo. Não estamos falando de investir na educação pública da molecada. Parem por favor de reclamar do desemprego, nem me venham com a balela do escândalo do leite da vaca louca!
O que? Chavez e Evo cagando na boca do brasil? Renan Calheiros transformando os Três Poderes em circo? Ora isso é balela! Calem-se todos!
Nós vamos sediar a copa do mundo de futebol em 2014!!! \o/ Bravo!!! Viva!!!
A CBF disse que não vai ficar com um centavo dos cofres públicos. Maluf e Marcos Valério falaram a mesma coisa. E eu, porco direitista, manipulado pela grande mídia gopista, é claro fui obrigado a duvidar... era minha única opção. Mas como eu sou um porco direitista, que lê Adam Smith ao invés de Karl Marx, Trotski ou similares, e que estou cagando e andando para o mito do Ernesto Guevara, Simon Bolívar, Zumbi dos Palmares, Xavier Tiradentes, ou mesmo do Pancho Villa, não tenho de ser escutado. Eu não tenho consciência social.
Agora, que cessem o falatório estridente. Vamos começar o sambão doido, e colocar carnes pra assar na churrasqueira. Temos muito o que comemorar!!! \o/
Afinal de contas temos muito o que comemorar. Vejam bem, estamos falando do esporte bretão, do nosso orgulho, de onde somos mais patriotas. Não é qualquer esporte, qualquer evento. É pátria de chuteiras.
Sim, não estamos falando de investir em saneamento básico para quem vive em condições sub humanas. Não estamos falando de melhorar os hospitais públicos. Não estamos falando de resolver o dossiêgate, o caso dos mensaleiros, ou mesmo as atrocidades que Lula continua fazendo no governo. Não estamos falando de investir na educação pública da molecada. Parem por favor de reclamar do desemprego, nem me venham com a balela do escândalo do leite da vaca louca!
O que? Chavez e Evo cagando na boca do brasil? Renan Calheiros transformando os Três Poderes em circo? Ora isso é balela! Calem-se todos!
Nós vamos sediar a copa do mundo de futebol em 2014!!! \o/ Bravo!!! Viva!!!
A CBF disse que não vai ficar com um centavo dos cofres públicos. Maluf e Marcos Valério falaram a mesma coisa. E eu, porco direitista, manipulado pela grande mídia gopista, é claro fui obrigado a duvidar... era minha única opção. Mas como eu sou um porco direitista, que lê Adam Smith ao invés de Karl Marx, Trotski ou similares, e que estou cagando e andando para o mito do Ernesto Guevara, Simon Bolívar, Zumbi dos Palmares, Xavier Tiradentes, ou mesmo do Pancho Villa, não tenho de ser escutado. Eu não tenho consciência social.
Agora, que cessem o falatório estridente. Vamos começar o sambão doido, e colocar carnes pra assar na churrasqueira. Temos muito o que comemorar!!! \o/
segunda-feira, novembro 19, 2007
Para todos os meus velhos Mickeys.
O tempo passa. Sim, passa para todos. Para uns "devagar como o mar, para outros tão rápido como um trem".
Para mim passou no tempo certo.
E finalmente terminei a merda da minha monografia.
Nada disso seria possível sem as pessoas certas, que quando eu fracassei pelas primeiras vezes estavam lá, me fazendo perceber que aquilo não era o fim, e que ainda havia tempo. Ainda dava pra continuar.
E deu.
"Moral como ferramenta de dominação política, nas duas primeiras dissertações da obra 'Genealogia da Moral'"
Eis ai meu trabalho. Terminei. E ele só foi possível graças a todas as pessoas que estão comigo, ao meu lado zelando por minha saúde, por minha sanidade.
Porque é como dizia o velho Mickey, treinador do Rocky Balboa:
"Levanta seu filho da puta! Eu ainda não ouvi o gongo! Levanta porque o velho Mickey te ama!"
Para mim passou no tempo certo.
E finalmente terminei a merda da minha monografia.
Nada disso seria possível sem as pessoas certas, que quando eu fracassei pelas primeiras vezes estavam lá, me fazendo perceber que aquilo não era o fim, e que ainda havia tempo. Ainda dava pra continuar.
E deu.
"Moral como ferramenta de dominação política, nas duas primeiras dissertações da obra 'Genealogia da Moral'"
Eis ai meu trabalho. Terminei. E ele só foi possível graças a todas as pessoas que estão comigo, ao meu lado zelando por minha saúde, por minha sanidade.
Porque é como dizia o velho Mickey, treinador do Rocky Balboa:
"Levanta seu filho da puta! Eu ainda não ouvi o gongo! Levanta porque o velho Mickey te ama!"
terça-feira, outubro 09, 2007
Para além de direita e esquerda
Direitista.
Fui acusado de ser direitista devido ao meu post onde comento sobre o filme Tropa de Elite. Não falo da critica do LuizZ. Ele eu deixo. Ele sabe o que fala, e não fala pro falar.
Mas enfim... a crítica foi feita.
A pergunta que resta, pois sempre resta algo, mesmo que sem querer, é: e qual o problema?
Quer dizer... temos dois caminhos e seus ramos. Extrema esquerda, centro esquerda, esquerda moderada, esquerda azucrinada, e idem para a direita. Porque assumir qualquer postura dentro da esquerda é normal, é saudável e o inverso com a direita não?
Ah! mas a direita fez muita coisa ruim pelo país! Ela é elitista e produz desigualdade social!!!- exclama o guri cabeludo com uma camiseta vermelha, onde se tem a estampa de um barbudo de boina que ele jura ser o Guevara.
E o nosso governo de esquerda, fez o que?
Ah mas o governo de direita é pior! - o guri é insistente.
Então ficamos com o menos pior? Faremos apologia a quem nos fode menos?
Esqueçam os caminhos. Direita, esquerda.
Fiquemos com o que restar.
Fui acusado de ser direitista devido ao meu post onde comento sobre o filme Tropa de Elite. Não falo da critica do LuizZ. Ele eu deixo. Ele sabe o que fala, e não fala pro falar.
Mas enfim... a crítica foi feita.
A pergunta que resta, pois sempre resta algo, mesmo que sem querer, é: e qual o problema?
Quer dizer... temos dois caminhos e seus ramos. Extrema esquerda, centro esquerda, esquerda moderada, esquerda azucrinada, e idem para a direita. Porque assumir qualquer postura dentro da esquerda é normal, é saudável e o inverso com a direita não?
Ah! mas a direita fez muita coisa ruim pelo país! Ela é elitista e produz desigualdade social!!!- exclama o guri cabeludo com uma camiseta vermelha, onde se tem a estampa de um barbudo de boina que ele jura ser o Guevara.
E o nosso governo de esquerda, fez o que?
Ah mas o governo de direita é pior! - o guri é insistente.
Então ficamos com o menos pior? Faremos apologia a quem nos fode menos?
Esqueçam os caminhos. Direita, esquerda.
Fiquemos com o que restar.
segunda-feira, outubro 01, 2007
Obrigado senhor Anônimo
Um passo atrás, em um minuto qualquer.
Lá estou eu e um punhado de gente. Meu momento mais torto.
Cheiros e músicas. Cores e pegadas.
Um dia, e não faz tanto tempo assim, o mundo era tão incerto. Era um tempo, onde repetir palavras era tudo o que valia a pena fazer.
Em tardes onde eu sentava sozinho e ouvia bandas da década de 90, suado de tanto andar, cansado de tanto tentar.
Meu convite ao pecado... cabeça vazia oficina do diabo!
Um estilete corta sem pensar, a lâmina ainda sangra quando tocar.
Ai caiu minha ficha.
Porra!!! Até quando a vida ia ser só aquilo que eu estava fazendo? Até quando tudo seria cansaço, sarjeta, desilusão? Me cansei de ficar bêbado sem razão, de ouvir mentiras em vão. Meus sonhos ferindo egos.
E quando decidi viver feito gente, passou pouco tempo até que você chegou senhor Anônimo. Meus passos são certos, e meu horizonte firme. Te conheci no momento correto. E quando eu olho para o chão, vejo sua sombra junto a minha, sua mão segura a minha. À frente a luz do dia.
PS..: A todos que possuem blogs do Weblogger!!! Não consigo fazer coments por lá!!! Mancada!
Lá estou eu e um punhado de gente. Meu momento mais torto.
Cheiros e músicas. Cores e pegadas.
Um dia, e não faz tanto tempo assim, o mundo era tão incerto. Era um tempo, onde repetir palavras era tudo o que valia a pena fazer.
Em tardes onde eu sentava sozinho e ouvia bandas da década de 90, suado de tanto andar, cansado de tanto tentar.
Meu convite ao pecado... cabeça vazia oficina do diabo!
Um estilete corta sem pensar, a lâmina ainda sangra quando tocar.
Ai caiu minha ficha.
Porra!!! Até quando a vida ia ser só aquilo que eu estava fazendo? Até quando tudo seria cansaço, sarjeta, desilusão? Me cansei de ficar bêbado sem razão, de ouvir mentiras em vão. Meus sonhos ferindo egos.
E quando decidi viver feito gente, passou pouco tempo até que você chegou senhor Anônimo. Meus passos são certos, e meu horizonte firme. Te conheci no momento correto. E quando eu olho para o chão, vejo sua sombra junto a minha, sua mão segura a minha. À frente a luz do dia.
PS..: A todos que possuem blogs do Weblogger!!! Não consigo fazer coments por lá!!! Mancada!
sexta-feira, setembro 28, 2007
Touch me I'm Sick!!!
Minha bílis está fervendo. Comendo meus rins, mesmo sem poder.
Assisti Tropa de Elite, o filme que todos já assistiram. O filme que conta a história de um oficial do BOPE.
E naquele filme, que admito, gostei de ter assistido, aparece o contraste que todos os dias vejo, todos os dias percebo, e por fim, que tanto odeio.
É a lupa que se joga sobre o cara que se entope de droga, e reclama da sociedade. Culpa o sistema, culpa o capitalismo, pelos problemas da sociais.
Fala que os Estados Unidos são imperialistas, e desgraçados, uma nação maldita. Falam que os norte americanos [sem a frescura ridícula de chamá-los de "estadosunidenses" por favor] são culpados e miseráveis por matar gente no Iraque e no Vietnã, mas esse mesmo moleque filho da puta, não olha o próprio rabo, e não percebe que ele é tão assassino quanto o Bush.
É ele quem dá dinheiro para o traficante. É esse traficante que compra armas para se "defender" da polícia. É esse traficante que mata gente dentro de bares para fazer acerto de contas. É esse traficante que mata quem reage aos seus assaltos. É esse traficante que faz crescer as fileiras do PCC, do CV. É ele que queima gente viva dentro de pneus. E faz isso com o dinheiro desse aluno miserável que se diz consciente, revolucionário. Desse aluno que tem de cor a história do Ernesto Guevara, e que sonha em ir visitar Cuba. Que faz apologia ao MST, a melhoria da educação, a qualidade de vida, ao enobrecimento do ser humano. Que acampa na Fundação Santo André visando melhorar o ensino. Esse moleque idiota e desgraçado que vê a história de modo positivista, que não entende o básico de inferência. Esse marxista de merda que sataniza o "sistema" e o "capitalismo" e não percebe que suas garras estão embebidas com o pior tipo de veneno.
A hipocrisia.
E isso me faz lembrar uma música do Mudhoney, uma das primeiras bandas grunges de Seattle:
"Me toque, eu sou doente."
Assisti Tropa de Elite, o filme que todos já assistiram. O filme que conta a história de um oficial do BOPE.
E naquele filme, que admito, gostei de ter assistido, aparece o contraste que todos os dias vejo, todos os dias percebo, e por fim, que tanto odeio.
É a lupa que se joga sobre o cara que se entope de droga, e reclama da sociedade. Culpa o sistema, culpa o capitalismo, pelos problemas da sociais.
Fala que os Estados Unidos são imperialistas, e desgraçados, uma nação maldita. Falam que os norte americanos [sem a frescura ridícula de chamá-los de "estadosunidenses" por favor] são culpados e miseráveis por matar gente no Iraque e no Vietnã, mas esse mesmo moleque filho da puta, não olha o próprio rabo, e não percebe que ele é tão assassino quanto o Bush.
É ele quem dá dinheiro para o traficante. É esse traficante que compra armas para se "defender" da polícia. É esse traficante que mata gente dentro de bares para fazer acerto de contas. É esse traficante que mata quem reage aos seus assaltos. É esse traficante que faz crescer as fileiras do PCC, do CV. É ele que queima gente viva dentro de pneus. E faz isso com o dinheiro desse aluno miserável que se diz consciente, revolucionário. Desse aluno que tem de cor a história do Ernesto Guevara, e que sonha em ir visitar Cuba. Que faz apologia ao MST, a melhoria da educação, a qualidade de vida, ao enobrecimento do ser humano. Que acampa na Fundação Santo André visando melhorar o ensino. Esse moleque idiota e desgraçado que vê a história de modo positivista, que não entende o básico de inferência. Esse marxista de merda que sataniza o "sistema" e o "capitalismo" e não percebe que suas garras estão embebidas com o pior tipo de veneno.
A hipocrisia.
E isso me faz lembrar uma música do Mudhoney, uma das primeiras bandas grunges de Seattle:
"Me toque, eu sou doente."
sexta-feira, setembro 14, 2007
Que puxa...
Eu estou com preguiça pra ler, o Pedro de Lara morreu, o Renan Calheiros foi absolvido, os mensaleiros indiciados, o mercado brasileiro é elogiado no exterior, Dualib diz preparar sua renúncia, IBGE aponta aumento no crescimento de emprego e da renda do trabalhador, Maluf teve dois carros e um prédio penhorados, Copom não prevê reajuste da gasolina em 2007, a Casa das Rosas não é mais gratuita, minha proposta de TCC foi rejeitada, descobre-se que até os chipanzés roubam [para impressionar as fêmeas do bando]... enfim.
O que está acontecendo com o mundo?!?!?
O que está acontecendo com o mundo?!?!?
quarta-feira, setembro 05, 2007
Ausência
Ando atarefado com algumas coisas. Devido a isso eu não estou atualizando o blog como quero. Mas mesmo assim, ele não parece tão frequentado portanto isso não se faz um problema para muitas pessoas.
E mesmo assim sempre vou na contramão. Sempre me desloco, mas saibam, nunca é em vão.
Dia 28/08/2007 foi um dia especial pra mim! Ele foi marcado na história desse país como um dia onde o STF julgou os mensaleiros.
Mas o motivo pelo qual sempre me lembrarei desse dia não se deve a isso. Mesmo porque não espero que os indiciados sejam punidos.
Meu motivo é muito mais meu.
Dia vinte e oito de agosto eu passei a tarde junto com um certo senhor anônimo. Fazia um frio tremendo, e ficamos abraçados. Comemos uns lanches, comemos uns chocolates pequeninos, falamos sobre um monte de coisas, e eu cantei para o senhor anônimo. Cantei mal e porcamente. Estava nervoso. E acabei tentando emular a voz do vocal do Miramoicana [coisa que não faço... mas estando nervoso passa. rs]
E nas palavras do senhor anônimo "a tarde foi perfeita!"
E sim, eu consegui prestar atenção na aula.
E mesmo assim sempre vou na contramão. Sempre me desloco, mas saibam, nunca é em vão.
Dia 28/08/2007 foi um dia especial pra mim! Ele foi marcado na história desse país como um dia onde o STF julgou os mensaleiros.
Mas o motivo pelo qual sempre me lembrarei desse dia não se deve a isso. Mesmo porque não espero que os indiciados sejam punidos.
Meu motivo é muito mais meu.
Dia vinte e oito de agosto eu passei a tarde junto com um certo senhor anônimo. Fazia um frio tremendo, e ficamos abraçados. Comemos uns lanches, comemos uns chocolates pequeninos, falamos sobre um monte de coisas, e eu cantei para o senhor anônimo. Cantei mal e porcamente. Estava nervoso. E acabei tentando emular a voz do vocal do Miramoicana [coisa que não faço... mas estando nervoso passa. rs]
E nas palavras do senhor anônimo "a tarde foi perfeita!"
E sim, eu consegui prestar atenção na aula.
segunda-feira, agosto 27, 2007
Caros Amigos
Não. O post não é para nenhum amigo meu.
É sobre a revista esquerdista. Sobre a Veja do PT. Com a diferença que a dos amigos, declara claramente ser esquerdista. Na entrevista com Lázaro Ramos, um dos entrevistadores diz claramente "nós que somos de esquerda e blá-blá-blá e patati-patatá."
Óbviamente, que uma revista com esse cunho político faz sucesso entre os nerds e intelectualóides uspianos, entre afins e genéricos. Engraçado notar, que uma revista, ou um sujeito, "um cidadão respeitável que ganha quatro mil cruzeiros por mês" se dizer de esquerda é considerado ótimo. Você é visto com bons olhos pelos supracitados.
Se declare de direita, e veja o que acontece, se sobreviver à achincalhação. Ler Caros Amigos, Carta Capital te faz cult. Ler Veja e Época te faz um insensível ganancioso; um capitalista de merda, fruto da classe média dominante. Te faz um midiático safado. Um membro da máfia não declarada chamada "Azelite branca."
O que ainda não foi percebido, é que direita e esquerda são a mesma face da mesma moeda [como certa vez o LuízZ citou aqui mesmo nesse blog]. O principal aliado do PT é o PSDB. Seu telhado de vidro é todo escudo que o PT precisa.
Tanto direita quanto esquerda tem seus próprios jargões, seus discursos clichês. A mídia direitista usa um discurso curto, seco e carregado de ironia chata e sem sal feito os caras do Casseta & Planeta. Podem consultar qualquer artigo do Diogo Mainardi, seu expoente máximo talvez.
Já o discurso de esquerda é todo rebuscado, carregado de citações ao cretino do Marx, buscando passar seriedade. Palavras como mídia golpista, jornalhões e apologia a um monte de gente que quase ninguém conhece são sempre a ordem do dia. [afinal que tipo de indie/cult é você, se você não conhece ninguém do underground político?!?!?]. Como exemplo cito Mino Carta.
E para finalizar, digo que toda política é moralista. Apenas invertem a ordem dos valores. E enquanto houver moral, nada de bom virá desse ninho.
É sobre a revista esquerdista. Sobre a Veja do PT. Com a diferença que a dos amigos, declara claramente ser esquerdista. Na entrevista com Lázaro Ramos, um dos entrevistadores diz claramente "nós que somos de esquerda e blá-blá-blá e patati-patatá."
Óbviamente, que uma revista com esse cunho político faz sucesso entre os nerds e intelectualóides uspianos, entre afins e genéricos. Engraçado notar, que uma revista, ou um sujeito, "um cidadão respeitável que ganha quatro mil cruzeiros por mês" se dizer de esquerda é considerado ótimo. Você é visto com bons olhos pelos supracitados.
Se declare de direita, e veja o que acontece, se sobreviver à achincalhação. Ler Caros Amigos, Carta Capital te faz cult. Ler Veja e Época te faz um insensível ganancioso; um capitalista de merda, fruto da classe média dominante. Te faz um midiático safado. Um membro da máfia não declarada chamada "Azelite branca."
O que ainda não foi percebido, é que direita e esquerda são a mesma face da mesma moeda [como certa vez o LuízZ citou aqui mesmo nesse blog]. O principal aliado do PT é o PSDB. Seu telhado de vidro é todo escudo que o PT precisa.
Tanto direita quanto esquerda tem seus próprios jargões, seus discursos clichês. A mídia direitista usa um discurso curto, seco e carregado de ironia chata e sem sal feito os caras do Casseta & Planeta. Podem consultar qualquer artigo do Diogo Mainardi, seu expoente máximo talvez.
Já o discurso de esquerda é todo rebuscado, carregado de citações ao cretino do Marx, buscando passar seriedade. Palavras como mídia golpista, jornalhões e apologia a um monte de gente que quase ninguém conhece são sempre a ordem do dia. [afinal que tipo de indie/cult é você, se você não conhece ninguém do underground político?!?!?]. Como exemplo cito Mino Carta.
E para finalizar, digo que toda política é moralista. Apenas invertem a ordem dos valores. E enquanto houver moral, nada de bom virá desse ninho.
sexta-feira, agosto 24, 2007
Bisbilhotice
Lula está nervoso.
Nervoso com as vaias, com o descontentamento que seu governo traz. Os riscos da democracia...
[Maquiavel é sempre útil!]
Dessa vez ele se queixa da imprensa. [azelite]
Diz que a imprensa divulga o que não deve. Quando Marco Aurélio Garcia fez seus gestos canalhescos no Palácio do Planalto após dois dias da tragédia do vôo da Tam a imprensa divulgou o fato.
Óbvio.
Um psicopata sem o mínimo de consciência como ele tem de ser revelado. Não é o que pensa Lula. A isso ele chama de "bisbilhotice da impensa". É invasão de privacidade. A imprensa passou uma imagem errada do ministro.
Ora... o que seria então o gesto? Qual a outra definição para o ato?
Infelicidade... Assim Lula afirma. Marco havia sido pego em um momento infeliz. Assim com Marta, Palocci, Angela... Enfim, toda sua equipe.
Cansei de xingar esse povo...
Nervoso com as vaias, com o descontentamento que seu governo traz. Os riscos da democracia...
[Maquiavel é sempre útil!]
Dessa vez ele se queixa da imprensa. [azelite]
Diz que a imprensa divulga o que não deve. Quando Marco Aurélio Garcia fez seus gestos canalhescos no Palácio do Planalto após dois dias da tragédia do vôo da Tam a imprensa divulgou o fato.
Óbvio.
Um psicopata sem o mínimo de consciência como ele tem de ser revelado. Não é o que pensa Lula. A isso ele chama de "bisbilhotice da impensa". É invasão de privacidade. A imprensa passou uma imagem errada do ministro.
Ora... o que seria então o gesto? Qual a outra definição para o ato?
Infelicidade... Assim Lula afirma. Marco havia sido pego em um momento infeliz. Assim com Marta, Palocci, Angela... Enfim, toda sua equipe.
Cansei de xingar esse povo...
terça-feira, agosto 21, 2007
Tendencias e paradas
imoAndo muito nietzscheno. Lendo Nietzsche demais.
Estudei lógica e linguagem por anos. Wittgenstein, Russel, Peano, Platão, Frege... Enfim, um monte de matemático e filósofo alemão chato.
Esvaziei o mundo de significado. Esse foi o primeiro passo. Li então umas resenhas e artigos sobre E. Husserl. Descobri um pouco mais sobre recortes do mundo. Sobre costrução da realidade subjetiva. Antes porém havia lido Sartre. Meu mundo então se torna um recorte e um recorte totalmente espalhado onde via-se o todo fragmentado. Ou seja, as partes.
[Um estilete sem o cabo.]
Kant me ensina sobre moral, Descartes sobre como ter controle.
Jogo tudo isso fora então. Veio a "crise dos 3 anos" comum no curso de filosofia. Curso... começo meio e fim. Então eu dis-cursei.
Sai do curso, sai do caminho.
Tornei-me um niilista.
Ai chegou Nietzsche. Me reergui.
Então chegaram pessoas em minha vida, que conversam comigo sem estarem mortas. Essas eu protejo.
Essas estão comigo. Entre elas a pessoa que "será como eu sou e digo mais, você vai ser muito feliz."
Estudei lógica e linguagem por anos. Wittgenstein, Russel, Peano, Platão, Frege... Enfim, um monte de matemático e filósofo alemão chato.
Esvaziei o mundo de significado. Esse foi o primeiro passo. Li então umas resenhas e artigos sobre E. Husserl. Descobri um pouco mais sobre recortes do mundo. Sobre costrução da realidade subjetiva. Antes porém havia lido Sartre. Meu mundo então se torna um recorte e um recorte totalmente espalhado onde via-se o todo fragmentado. Ou seja, as partes.
[Um estilete sem o cabo.]
Kant me ensina sobre moral, Descartes sobre como ter controle.
Jogo tudo isso fora então. Veio a "crise dos 3 anos" comum no curso de filosofia. Curso... começo meio e fim. Então eu dis-cursei.
Sai do curso, sai do caminho.
Tornei-me um niilista.
Ai chegou Nietzsche. Me reergui.
Então chegaram pessoas em minha vida, que conversam comigo sem estarem mortas. Essas eu protejo.
Essas estão comigo. Entre elas a pessoa que "será como eu sou e digo mais, você vai ser muito feliz."
sexta-feira, agosto 17, 2007
Sobre alguns dias [ou: como poucas palavras podem me deixar realmente triste...]
Palavras não são somente palavras.
Palavras, eu já disse, são pensamentos cantados. Palavras revelam a vontade.
MINHAS PALAVRAS pelo menos são assim.
Quando digo que quero fazer algo, não estou brincando. Não jogo xadrez com pessoas. Não faço lances em falso. A vida é feito uma luta.
Não faça de conta que vai socar. Soque.
Não faça de conta que vai chutar. Chute.
Então quando eu digo que quero alguém, é porque eu quero esse alguém.
Se eu digo que estou me doando a alguém, é porque estou me doando a esse alguém.
E nada muda esse fato.
Sou muitas coisas nessa vida. Bruto, aloprado, danado, ensandecido...
Mas, sou também o Raffa. E o Raffa é mais do que somente isso.
O Raffa é o que é. E todo ele quer ser feliz, e trazer felicidade a alguém. Um único alguém.
Porque tem dias que são tão profundos que é até difícil respirar
Palavras, eu já disse, são pensamentos cantados. Palavras revelam a vontade.
MINHAS PALAVRAS pelo menos são assim.
Quando digo que quero fazer algo, não estou brincando. Não jogo xadrez com pessoas. Não faço lances em falso. A vida é feito uma luta.
Não faça de conta que vai socar. Soque.
Não faça de conta que vai chutar. Chute.
Então quando eu digo que quero alguém, é porque eu quero esse alguém.
Se eu digo que estou me doando a alguém, é porque estou me doando a esse alguém.
E nada muda esse fato.
Sou muitas coisas nessa vida. Bruto, aloprado, danado, ensandecido...
Mas, sou também o Raffa. E o Raffa é mais do que somente isso.
O Raffa é o que é. E todo ele quer ser feliz, e trazer felicidade a alguém. Um único alguém.
Porque tem dias que são tão profundos que é até difícil respirar
sexta-feira, agosto 10, 2007
Sobre a felicidade [ou: falando sobre as pessoas que são sinceras através de seu oposto]
Algumas línguas ferem-se. Prendem-se entre os dentes, e isto as torna miseráveis.
As palavras são desenhos cantados do pensamento. A voz o instrumento que serve de porta voz ao intelecto.
Morda sua língua, suprima então o pensamento, e terá sua dose de indigestão.
Terá idéias rodando entre a cabeça, pairando, pedindo para serem goraadas, para saírem.
Logo após, sentir-se-á cheio e cansado. Empanzinado.
Comeu demais, não evacuou. Começará o re-sentir.
É necessário... Cuidado então com as linguas presas. Cuidado então com as bocas que deixam apenas escapar o mel. Estas bocas, retém a sujeira, possuem cabeças cheias de veneno.
E esse veneno arrumará um jeito de sair.
Nascerá então a traição!
As palavras são desenhos cantados do pensamento. A voz o instrumento que serve de porta voz ao intelecto.
Morda sua língua, suprima então o pensamento, e terá sua dose de indigestão.
Terá idéias rodando entre a cabeça, pairando, pedindo para serem goraadas, para saírem.
Logo após, sentir-se-á cheio e cansado. Empanzinado.
Comeu demais, não evacuou. Começará o re-sentir.
É necessário... Cuidado então com as linguas presas. Cuidado então com as bocas que deixam apenas escapar o mel. Estas bocas, retém a sujeira, possuem cabeças cheias de veneno.
E esse veneno arrumará um jeito de sair.
Nascerá então a traição!
quinta-feira, agosto 09, 2007
Ecce...
Minhas fontes, minhas perturbações.
Meus desejos mais sublimes!
O retorno dionisíaco. A arte novamente.
Sobre condições ainda inefáveis, imperscrutáveis um beijo aconteceu.
Meu espírito se foi ao sétimo céu, mas ainda assim mantive-me em mim.
Será sempre eu. Será sempre ela.
"Será sempre como eu sou e digo mais, você vai ser muito feliz."
Nunca uma necessidade, nunca um "eu devo". Sempre um "eu quero."
Sempre um "nós queremos."
Meus desejos mais sublimes!
O retorno dionisíaco. A arte novamente.
Sobre condições ainda inefáveis, imperscrutáveis um beijo aconteceu.
Meu espírito se foi ao sétimo céu, mas ainda assim mantive-me em mim.
Será sempre eu. Será sempre ela.
"Será sempre como eu sou e digo mais, você vai ser muito feliz."
Nunca uma necessidade, nunca um "eu devo". Sempre um "eu quero."
Sempre um "nós queremos."
quarta-feira, agosto 08, 2007
Aquém de bem e mal por opção
Quantos tem a empáfia de se dar ao luxo de serem o que são?
Quantos tem a coragem de abraçarem o luxo de se sentirem mal?
Quantos tem a sinceridade de separar o que faz bem e o que não faz?
Pois é fato. Sou humano, demasiado humano. Não desejo para mim nada além disso.
A lei de granito: "torna-te quem tu és."
E sendo humano, sou acometido de todas as consequências de se-lo. Fico triste, fico com raiva. Sinto ódio, sinto dor. Sou niilista, e esse desejo do nada, eu enxergo não como o fim, mas um começo. Temos de pensar sempre com o martelo. Porque a vida começa sempre com quem teve a audácia e a coragem de se sentir mal. A vida começa após o flerte com o nada.
Mas... a melhor parte de ser humano, é saber que posso ser tudo isso, mas que isso não me impede de outras coisas. Saber que sou Vontade de Potência.
Sim. Estou apaixonado. Tremendamente apaixonado. Amavelmente apaixonado. Felizmente apaixonado. Enormemente apaixonado. Perdidamente apaixonado. [ecos dos poetas e filósofos pré-socráticos.]
Mas ainda sou uma dinamite. A diferença é que agora tenho mais critérios ao explodir.
Quantos tem a coragem de abraçarem o luxo de se sentirem mal?
Quantos tem a sinceridade de separar o que faz bem e o que não faz?
Pois é fato. Sou humano, demasiado humano. Não desejo para mim nada além disso.
A lei de granito: "torna-te quem tu és."
E sendo humano, sou acometido de todas as consequências de se-lo. Fico triste, fico com raiva. Sinto ódio, sinto dor. Sou niilista, e esse desejo do nada, eu enxergo não como o fim, mas um começo. Temos de pensar sempre com o martelo. Porque a vida começa sempre com quem teve a audácia e a coragem de se sentir mal. A vida começa após o flerte com o nada.
Mas... a melhor parte de ser humano, é saber que posso ser tudo isso, mas que isso não me impede de outras coisas. Saber que sou Vontade de Potência.
Sim. Estou apaixonado. Tremendamente apaixonado. Amavelmente apaixonado. Felizmente apaixonado. Enormemente apaixonado. Perdidamente apaixonado. [ecos dos poetas e filósofos pré-socráticos.]
Mas ainda sou uma dinamite. A diferença é que agora tenho mais critérios ao explodir.
segunda-feira, agosto 06, 2007
O dia em que o brasil [com b minúsculo mesmo] devia ter parado.
"Gente, olha o que aconteceu e todo mundo viajando normalmente. São seres humanos que morreram." - Rosa 30 anos, mulher de Paulo Solano Batista, familiar de uma das vítimas da tragédia da TAM.
Seu marido fazia um protesto contra os vôos. Queria que os vôos parassem. Ela chorava.
Wittgenstein em seu livro Tractattus Lógicu-Philosophico:
O mundo é tudo o que é fato. Fatos são todas as relações possíves de objetos.
Você é um objeto no mundo. Um objeto que fala, pensa, e nomeia.
Então não venha me dizer que não dá pra parar, que temos compromisso e eles nos obrigam a por exemplo voar de um lado para outro.
O mundo é fato, que são descritos por objetos, inclusive nós. E nossa relação com outros objetos, somos nós quem decidimos.
Paramos quando decidimos. Fazemos o que bem queremos.
E se puderem ler esse post porco ouvindo "O dia que a Terra parou" do Raul Seixas, melhor.
Seu marido fazia um protesto contra os vôos. Queria que os vôos parassem. Ela chorava.
Wittgenstein em seu livro Tractattus Lógicu-Philosophico:
O mundo é tudo o que é fato. Fatos são todas as relações possíves de objetos.
Você é um objeto no mundo. Um objeto que fala, pensa, e nomeia.
Então não venha me dizer que não dá pra parar, que temos compromisso e eles nos obrigam a por exemplo voar de um lado para outro.
O mundo é fato, que são descritos por objetos, inclusive nós. E nossa relação com outros objetos, somos nós quem decidimos.
Paramos quando decidimos. Fazemos o que bem queremos.
E se puderem ler esse post porco ouvindo "O dia que a Terra parou" do Raul Seixas, melhor.
sábado, agosto 04, 2007
Não dá!!!
Estou há algum tempo falando pouco de política aqui no Pub 66, e há uma razão para isso. Há meses a crise aérea me põe pra pensar, como todo mundo. E então houve a tragédia, onde morreram pessoas as centenas, e todos os veículos de informação pontuaram sobre. Já me chamaram de Nietzschano, e não o fizeram por mal. Minha dialética se fundamenta em mostrar fatos. Nunca fiz outra coisa que não fosse isso. Abrir a carne e mostrar os vermes que estão escondidos lá.
Mas dessa vez... seria indelicadeza demais, [embora eu seja um tanto quanto insensível] servir um café amargo sobre essa tragédia.
Ela já é amarga por si só.
Mas eu preciso desabafar. Preciso usar esse fato para desabafar. Peço desculpas as famílias, mas tenho.
Marillena Chauí [filósofa uspiana do governo] afirma que a crise aérea foi uma invenção da mídia e das elites golpistas, assim como o mensalão. Lula mais uma vez não sabia de nada. Ele nunca sabe. Sua declaração para acalmar a todos, foi dizer que quando ele entra num avião, ele coloca tudo nas mãos de Deus [letra maiúscula, olha meu bom humor]. Ao ser vaiado, atribui as vaias a crianças, que querem brincar de fazer democracia. Feito criança birrenta, diz que se é pra brigar, todos sabem que ele é quem coloca mais pessoas na rua.
Lula é um eterno candidato. Um eterno fanfarrão, bêbado, infantil e mimado, por declarações como a da Chauí.
E de boa... Quero que os dois morram. E falo sério.
Mas dessa vez... seria indelicadeza demais, [embora eu seja um tanto quanto insensível] servir um café amargo sobre essa tragédia.
Ela já é amarga por si só.
Mas eu preciso desabafar. Preciso usar esse fato para desabafar. Peço desculpas as famílias, mas tenho.
Marillena Chauí [filósofa uspiana do governo] afirma que a crise aérea foi uma invenção da mídia e das elites golpistas, assim como o mensalão. Lula mais uma vez não sabia de nada. Ele nunca sabe. Sua declaração para acalmar a todos, foi dizer que quando ele entra num avião, ele coloca tudo nas mãos de Deus [letra maiúscula, olha meu bom humor]. Ao ser vaiado, atribui as vaias a crianças, que querem brincar de fazer democracia. Feito criança birrenta, diz que se é pra brigar, todos sabem que ele é quem coloca mais pessoas na rua.
Lula é um eterno candidato. Um eterno fanfarrão, bêbado, infantil e mimado, por declarações como a da Chauí.
E de boa... Quero que os dois morram. E falo sério.
quinta-feira, agosto 02, 2007
Miscelânia de aforismas Raffaelianos sobre si. [b-part]
"A solidão cobra um preço alto, e aquele que a busca deve estar pronto a pagar. Uma vez conquistada não é possível negá-la."
"Sou covarde. Minha caminhada eu parei no meio. Fato."
"Todas as pessoas demonstram traços de caráter que podem ser invertidos. Trate de encontrar uma que você não queira inverter."
"A fé é algo tão tangível quanto um par de asas. Cabe a você usá-la como bem entende."
"Afirmei que o amor é inefável, e ainda afirmo. Isso porém não limita ninguém a senti-lo."
"Atenção ao mínimo do discurso. Pontos finais matam o pensamento. Vírgulas, fazem a separação de corpos. Exclamações, demonstram o espírito. Interrogações revelam o interesse. Reticências comportam o infinito entre si."
"Algumas pessoas se vão. Mas suas virtudes podem ser encontradas em pessoas raras. E isso é um recado para alguém."
"Cada palavra não dita potencializa a iminência de um conflito. Aquele que busca a solidão, deverá se acostumar com isso."
"Eu reneguei minha solidão. E ainda não sei porque. Mas posso para que o fiz. Dizer em nome de quem o fiz."
Esse é o Raffa sem escudos. Sem bebida. Sem café. Sem raiva. Sem ódio. Sem vingança.
Um raffa mais leve, para usar melhor sua fé.
"Sou covarde. Minha caminhada eu parei no meio. Fato."
"Todas as pessoas demonstram traços de caráter que podem ser invertidos. Trate de encontrar uma que você não queira inverter."
"A fé é algo tão tangível quanto um par de asas. Cabe a você usá-la como bem entende."
"Afirmei que o amor é inefável, e ainda afirmo. Isso porém não limita ninguém a senti-lo."
"Atenção ao mínimo do discurso. Pontos finais matam o pensamento. Vírgulas, fazem a separação de corpos. Exclamações, demonstram o espírito. Interrogações revelam o interesse. Reticências comportam o infinito entre si."
"Algumas pessoas se vão. Mas suas virtudes podem ser encontradas em pessoas raras. E isso é um recado para alguém."
"Cada palavra não dita potencializa a iminência de um conflito. Aquele que busca a solidão, deverá se acostumar com isso."
"Eu reneguei minha solidão. E ainda não sei porque. Mas posso para que o fiz. Dizer em nome de quem o fiz."
Esse é o Raffa sem escudos. Sem bebida. Sem café. Sem raiva. Sem ódio. Sem vingança.
Um raffa mais leve, para usar melhor sua fé.
domingo, julho 29, 2007
Papéis
Papéis são importantes.
Todos eles. Cada um tem algo contido. E é algo geralmente insubstituível.
Algo que faz falta. Algo com valor. E por ter valor, outras pessoas não deveria mexer.
Palavras... letras... ou números. No meu caso falo de papéis com números.
Um papel com oito números.
Um papel que não deveria sumir. Um papel que deveria estar ali, porque é importante pra mim.
Agora eu to emputecido da vida. São exatamente 01:06. Amanhã eu acordo as 05:20 e estou com a velha insônia de volta. Um copo bem servido de café, ignorando o Podereso Chefão na tv.
Tudo porque sumiram com um papel.
Tudo porque eu não sou tão auto suficiente como pensei que era.
Tudo porque de repente apareceu alguém que não estava escrito. Alguém com quem eu não contava, quando planejava minha vida.
Preciso da mais café. Preciso ouvir os conselhos de Don Vito Corleone.
E principalmente...
EU PRECISO DO TELEFONE DELA!!!
Todos eles. Cada um tem algo contido. E é algo geralmente insubstituível.
Algo que faz falta. Algo com valor. E por ter valor, outras pessoas não deveria mexer.
Palavras... letras... ou números. No meu caso falo de papéis com números.
Um papel com oito números.
Um papel que não deveria sumir. Um papel que deveria estar ali, porque é importante pra mim.
Agora eu to emputecido da vida. São exatamente 01:06. Amanhã eu acordo as 05:20 e estou com a velha insônia de volta. Um copo bem servido de café, ignorando o Podereso Chefão na tv.
Tudo porque sumiram com um papel.
Tudo porque eu não sou tão auto suficiente como pensei que era.
Tudo porque de repente apareceu alguém que não estava escrito. Alguém com quem eu não contava, quando planejava minha vida.
Preciso da mais café. Preciso ouvir os conselhos de Don Vito Corleone.
E principalmente...
EU PRECISO DO TELEFONE DELA!!!
sábado, julho 28, 2007
Ziguezague liberador
"De acordo com reportagem publicada na edição deste sábado da Folha de são paulo, o fiscal Agnaldo Molina Esteves fez três ziguezagues com o carro na pista e não visualizou nenhuma poça ou lâmina d'água. Seu relato fez a pista do aeroporto ser liberada minutos depois." - do site do jornal a Folha de são paulo.
É necessário falar algo mais?
É necessário falar algo mais?
quarta-feira, julho 25, 2007
Jabor e Mainardi
Jabor. Mainardi
Tai dois caras que eu admiro. Vi o Jabor falando sobre um depoimento da aeronáutica sobre o caso do avião que explodiu. Vi também o podcast do Diogo Mainardi sobre o mesmo assunto.
Jabor fala que não é hora de buscar culpados. O que passou, passou, e o povo não tem de querer derrubar, mas sim construir. Está na hora de dar as mãos e levantar o país, juntando o povo e o governo.
Mainardi fala sobre o silêncio. O silêncio de Lula. Este nada disse sobre o caso, nem sobre suas vaias. Típico. Está deixando o povo esquecer. O povo é burro sempre esquece. Maquiavel está certo. [Nietzsche, Maquiavel, Heráclito, Diógenes o Cão, Sun-Tzu, Napoleão... É. Minhas leituras são no mínimo déspotas.] Mainardi continua dizendo que se o presidente acha que está tudo bem no aeroporto, ele que vá pousar com o aerolula lá [trocadilho sem intenção] com as mesmas condições do fatídico vôo. E no aerolula ele pode colocar o Palocci, Marcos Valério, Mino Carta, Ângela Guadagnim, Renan Calheiros, Marta Suplicy, seu filho Lulinha...
Precisamos de culpados. Para puni-los. Matá-los. Arrancar suas tripas, por serem tão desgraçados com a população.
E nesse pouso do aerolula, eu descolo um lugar para o Jabor.
Tai dois caras que eu admiro. Vi o Jabor falando sobre um depoimento da aeronáutica sobre o caso do avião que explodiu. Vi também o podcast do Diogo Mainardi sobre o mesmo assunto.
Jabor fala que não é hora de buscar culpados. O que passou, passou, e o povo não tem de querer derrubar, mas sim construir. Está na hora de dar as mãos e levantar o país, juntando o povo e o governo.
Mainardi fala sobre o silêncio. O silêncio de Lula. Este nada disse sobre o caso, nem sobre suas vaias. Típico. Está deixando o povo esquecer. O povo é burro sempre esquece. Maquiavel está certo. [Nietzsche, Maquiavel, Heráclito, Diógenes o Cão, Sun-Tzu, Napoleão... É. Minhas leituras são no mínimo déspotas.] Mainardi continua dizendo que se o presidente acha que está tudo bem no aeroporto, ele que vá pousar com o aerolula lá [trocadilho sem intenção] com as mesmas condições do fatídico vôo. E no aerolula ele pode colocar o Palocci, Marcos Valério, Mino Carta, Ângela Guadagnim, Renan Calheiros, Marta Suplicy, seu filho Lulinha...
Precisamos de culpados. Para puni-los. Matá-los. Arrancar suas tripas, por serem tão desgraçados com a população.
E nesse pouso do aerolula, eu descolo um lugar para o Jabor.
terça-feira, julho 24, 2007
"Máximas e aforismas Raffalenianos sobre si"
"Todos os dias eu me olho no espelho. Custo a acreditar que o que vejo lá sou eu. Ainda existe algo de cristão nos olhos que eu vejo. Existe a vontade de ser aceito."
"Toda lógica morre em si, e para si. A sua limitação é também sua força. E com a lógica descubro coisas que não gostaria. Maldita a hora em que abri meu primeiro livro."
"Egoísmo. Meu ego é só meu. Se eu não alimentá-lo não quero que ninguém mais o faça."
"Sobre ser sozinho, digo: isso não me aflige tanto quanto no passado. É necessário respirar o ar das altas montanhas, e não quero ninguém ao meu lado roubando esse ar."
"Quanto ao amor, nada posso dizer. Ele é inefável por definição."
"Dialética nefasta, sempre diz de onde veio cada palavra, e para onde vai a próxima. Nesse meio vive o filósofo. É lá que estou."
"A coragem de ser filósofo reside em um fato talvez único. O fato de que cada passo para dentro da filosofia, é um passo mais longe daquilo que te faz humano."
"Bondade e caridade, felicidade e solidariedade. Tais coisas se reservam a outros. Aos filósofos, [e também a mim] a verdade."
"Vivo dizendo coisas sobre mim. Geralmente não sou ouvido. Porque se fosse, eu teria menos amigos. Teria menos pessoas para me ouvir. Mas tudo bem. Agradeço a essa surdez seletiva."
"Toda lógica morre em si, e para si. A sua limitação é também sua força. E com a lógica descubro coisas que não gostaria. Maldita a hora em que abri meu primeiro livro."
"Egoísmo. Meu ego é só meu. Se eu não alimentá-lo não quero que ninguém mais o faça."
"Sobre ser sozinho, digo: isso não me aflige tanto quanto no passado. É necessário respirar o ar das altas montanhas, e não quero ninguém ao meu lado roubando esse ar."
"Quanto ao amor, nada posso dizer. Ele é inefável por definição."
"Dialética nefasta, sempre diz de onde veio cada palavra, e para onde vai a próxima. Nesse meio vive o filósofo. É lá que estou."
"A coragem de ser filósofo reside em um fato talvez único. O fato de que cada passo para dentro da filosofia, é um passo mais longe daquilo que te faz humano."
"Bondade e caridade, felicidade e solidariedade. Tais coisas se reservam a outros. Aos filósofos, [e também a mim] a verdade."
"Vivo dizendo coisas sobre mim. Geralmente não sou ouvido. Porque se fosse, eu teria menos amigos. Teria menos pessoas para me ouvir. Mas tudo bem. Agradeço a essa surdez seletiva."
segunda-feira, julho 23, 2007
Tempo ruim
Aqui estou eu. Outro dia sem dormir, outra briga, outra confusão sem porque.
Estive parado, bebendo cerveja, sozinho na porta do meu querido bar. Mas todos sabem que nesse mundo nada é perfeito e agora eu tenho que voltar a me preocupar. No outro dia eu bem que queria passar um dia que fosse como se fosse normal. A vida bem que podia me ser complacente, e me falar gentilmente, mas não. Ela sempre prefere latir:
"- Seu boçal, retardado mental. Seu nome é dito pelos mais imbecis. Você se tornou o mais canalha, e tem o dom de fazer o lugar esvaziar. Não há porque ser cheio de si."
Na verdade fico pensando no quanto é ruim ser como sou. Bebo demais, falo demais, resmungo demais, brigo demais. Sendo como sou o que é que eu recebo?
Não sei dizer quem eu espero, nem em quem acredito, e querendo ter mais que mitos o que é que se recebe? A vontade é de destruir. E não dá pra ser diferente, com tanta gente me olhando esquisito. Não dá pra ser diferente, e o que eu tenho feito, não dá pra chamar de bonito.
Quanto as certezas que tanto pedi, veio-me poucas. Sei que nada será como costuma ser, e que a estrada me deu as costas. Na minha mão a cerveja já esquentou. O vento não sopra a meu favor, e do meu lado a raiva que sempre vai me consumir.
Estive parado, bebendo cerveja, sozinho na porta do meu querido bar. Mas todos sabem que nesse mundo nada é perfeito e agora eu tenho que voltar a me preocupar. No outro dia eu bem que queria passar um dia que fosse como se fosse normal. A vida bem que podia me ser complacente, e me falar gentilmente, mas não. Ela sempre prefere latir:
"- Seu boçal, retardado mental. Seu nome é dito pelos mais imbecis. Você se tornou o mais canalha, e tem o dom de fazer o lugar esvaziar. Não há porque ser cheio de si."
Na verdade fico pensando no quanto é ruim ser como sou. Bebo demais, falo demais, resmungo demais, brigo demais. Sendo como sou o que é que eu recebo?
Não sei dizer quem eu espero, nem em quem acredito, e querendo ter mais que mitos o que é que se recebe? A vontade é de destruir. E não dá pra ser diferente, com tanta gente me olhando esquisito. Não dá pra ser diferente, e o que eu tenho feito, não dá pra chamar de bonito.
Quanto as certezas que tanto pedi, veio-me poucas. Sei que nada será como costuma ser, e que a estrada me deu as costas. Na minha mão a cerveja já esquentou. O vento não sopra a meu favor, e do meu lado a raiva que sempre vai me consumir.
quinta-feira, julho 19, 2007
Pan pra que?
Vamos lá. Vamos parar para pensar.
Fome e miséria no país. Amazônia indo pro buraco.
Crise aérea [nem cito o fato da terrível treagédia, que tenho razões para crer que poderia ter sido de certa forma evitada com uma pista de pouso como as inglesas, com quatro quilômetros, o dobro das nossas]. CPI dos bingos. PCC. Comando vermelho. Favelas. Desemprego. Infraestrutura rodoviária horrível. Pedágios superfaturados. CPI dos correios. Corrupção a flor da pele. Senadores psicopatas. Previdência social aos cacos. Racismo em voga nas universidades com suas cotas. Valérioduto. Dossiêgate. Martaxa rindo da gente. Angela dançando no plenário. Absolvição em massa dos corruptos. Ensino péssimo. Hospitais falidos. Outros presidentes [Evo e Hugo] rindo da nossa cara. E por ai vai. Poderia passar uma vida ou duas escrevendo os problemas desse país imundo.
E com tudo isso, gasta-se absurdos para reformar estádios? Vá se foder!
A única coisa para que o Pan serviu foi para que o povo do Rio pudesse vaiar o cuzão do Lula, que percebeu que não se pode comprar afeto.
Fome e miséria no país. Amazônia indo pro buraco.
Crise aérea [nem cito o fato da terrível treagédia, que tenho razões para crer que poderia ter sido de certa forma evitada com uma pista de pouso como as inglesas, com quatro quilômetros, o dobro das nossas]. CPI dos bingos. PCC. Comando vermelho. Favelas. Desemprego. Infraestrutura rodoviária horrível. Pedágios superfaturados. CPI dos correios. Corrupção a flor da pele. Senadores psicopatas. Previdência social aos cacos. Racismo em voga nas universidades com suas cotas. Valérioduto. Dossiêgate. Martaxa rindo da gente. Angela dançando no plenário. Absolvição em massa dos corruptos. Ensino péssimo. Hospitais falidos. Outros presidentes [Evo e Hugo] rindo da nossa cara. E por ai vai. Poderia passar uma vida ou duas escrevendo os problemas desse país imundo.
E com tudo isso, gasta-se absurdos para reformar estádios? Vá se foder!
A única coisa para que o Pan serviu foi para que o povo do Rio pudesse vaiar o cuzão do Lula, que percebeu que não se pode comprar afeto.
quarta-feira, julho 18, 2007
Querer ser.
Nada será como devia ser, nada vai ser fácil.
Já não sei o que espera por mim, e minha arrogância se volta contra seu dono.
Toda expectativa é frustrante. Todo apego, raíz do sofrimento. Em meus dedos porosos o suor.
Em meus dias a droga da minha vida.
Em cada esquina algo não vivido. Nas sarjetas os sonhos que ousei sonhar. [mas a ressalva cai bem. Quem não é assim? Vai saber.]
Nesses dias eu fico mais emputecido. Mas isso é normal.
O anormal é que estou de certa forma mais triste. Isso me incomoda.
Toda a certeza que tenho é que o vento não parece estar ao meu favor. A estrada anda fugindo de meus pés.
A cerveja na minha mão está esquentando, e não há ninguém ao meu lado.
As nuvens estão fechando. Inferno... parece que vai chover.
É inverno, e droga! Me sinto fraco, fruto de meu querer ser mais humano...
Já não sei o que espera por mim, e minha arrogância se volta contra seu dono.
Toda expectativa é frustrante. Todo apego, raíz do sofrimento. Em meus dedos porosos o suor.
Em meus dias a droga da minha vida.
Em cada esquina algo não vivido. Nas sarjetas os sonhos que ousei sonhar. [mas a ressalva cai bem. Quem não é assim? Vai saber.]
Nesses dias eu fico mais emputecido. Mas isso é normal.
O anormal é que estou de certa forma mais triste. Isso me incomoda.
Toda a certeza que tenho é que o vento não parece estar ao meu favor. A estrada anda fugindo de meus pés.
A cerveja na minha mão está esquentando, e não há ninguém ao meu lado.
As nuvens estão fechando. Inferno... parece que vai chover.
É inverno, e droga! Me sinto fraco, fruto de meu querer ser mais humano...
terça-feira, julho 17, 2007
Um dia feito quase dez anos atrás.
Um erro muito frequente é confundir metáforas.
Outro erro muito frequente é procurar metáforas onde elas não existem.
Mas de erro em erro a galinha enche o papo.
Lembro de quando eu tinha 16 [como na música] e algumas coisas eram muito diferentes do que são. O que me incomoda hoje é o que não mudou.
E percebo que tudo está diferente, mas lá dentro, onde às vezes eu tenho medo de olhar, aquele quebra cabeça sujo está do mesmo jeito.
Cada peça está em um lugar que não deveria estar.
Algumas coisas devem se tornar ferramentas, mas eu tenho que ser quase lúdico, quando tento falar de mim.
Parte é medo. Parte é preguiça. Parte é porque tem tantos pedaços soltos e estragados que fica difícil lembrar de todos.
E quando eu digo que eu sangro, que luto, que procuro a exaustão e a dor, o erro acima dito se repete.
Não procure pelo lado bom, supondo que ele existe. Às vezes um charuto é só um charuto.
Outro erro muito frequente é procurar metáforas onde elas não existem.
Mas de erro em erro a galinha enche o papo.
Lembro de quando eu tinha 16 [como na música] e algumas coisas eram muito diferentes do que são. O que me incomoda hoje é o que não mudou.
E percebo que tudo está diferente, mas lá dentro, onde às vezes eu tenho medo de olhar, aquele quebra cabeça sujo está do mesmo jeito.
Cada peça está em um lugar que não deveria estar.
Algumas coisas devem se tornar ferramentas, mas eu tenho que ser quase lúdico, quando tento falar de mim.
Parte é medo. Parte é preguiça. Parte é porque tem tantos pedaços soltos e estragados que fica difícil lembrar de todos.
E quando eu digo que eu sangro, que luto, que procuro a exaustão e a dor, o erro acima dito se repete.
Não procure pelo lado bom, supondo que ele existe. Às vezes um charuto é só um charuto.
segunda-feira, julho 09, 2007
Não ser.
Não posso me negar o mundo. Não posso me negar a vida.
Na verdade posso, mas não quero. No fim de tudo não passo de um mimado. Narciso talvez... Uma certa moça que lê Clarice e gosta da capa do livro do Deleuze sabe um pouco sobre isso. Pouco, mas sabe, e isso por si só já é algo raro.
Fato é que sexta eu quase joguei a televisão no chão. Vi um trecho de uma novela com minha mãe e como ela está novamente boa, posso voltar a ser o mal humorado de sempre. Aquilo não tem nada a ver com minha vida. Nada a ver com minha realidade. Tudo é superficial.
Nada lá fede. Nada lá sangra. Nada lá soa.
Todos choram. Todos riem. Todos são felizes.
Felizes demais.
Ninguém é sozinho. Ninguém pensa em nada além do que todos pensam. Fulano ama beltrano que ama cicrano. Mas no fim, sempre dá certo.
Isso não é minha vida. Sou comum. E nada sai do que é comum. Não sofro demais, não sou feliz demais. Em compensação não sou de plástico. Não sou artificial.
Eu vivo sangrando. Eu vivo fedendo. Eu vivo suado.
Porque estou vivo. Porque eu sou o não ser.
Porque eu sou a contradição.
Na verdade posso, mas não quero. No fim de tudo não passo de um mimado. Narciso talvez... Uma certa moça que lê Clarice e gosta da capa do livro do Deleuze sabe um pouco sobre isso. Pouco, mas sabe, e isso por si só já é algo raro.
Fato é que sexta eu quase joguei a televisão no chão. Vi um trecho de uma novela com minha mãe e como ela está novamente boa, posso voltar a ser o mal humorado de sempre. Aquilo não tem nada a ver com minha vida. Nada a ver com minha realidade. Tudo é superficial.
Nada lá fede. Nada lá sangra. Nada lá soa.
Todos choram. Todos riem. Todos são felizes.
Felizes demais.
Ninguém é sozinho. Ninguém pensa em nada além do que todos pensam. Fulano ama beltrano que ama cicrano. Mas no fim, sempre dá certo.
Isso não é minha vida. Sou comum. E nada sai do que é comum. Não sofro demais, não sou feliz demais. Em compensação não sou de plástico. Não sou artificial.
Eu vivo sangrando. Eu vivo fedendo. Eu vivo suado.
Porque estou vivo. Porque eu sou o não ser.
Porque eu sou a contradição.
quinta-feira, julho 05, 2007
Ela voltou.
Ela voltou.
Brigou comigo, reclamou que eu deixei o quintal mal lavado e que a casa está mal arrumada. Disse que eu pratico kung fu demais, que eu leio demais, que eu escrevo demais e que eu fico tempo demais no computador. [O que me faz pensar... se eu realmente faço tudo isso demais como ela fala, quantas horas tem meu dia?]
Reclamou do meu café, que a louça precisava ser lavada, que o fogão estava imundo, que minha cachorra estava fazendo bagunça demais.
Brigou porque meu quarto estava mal arrumado. Porque tinha muitos livros pelo chão, muita revista perto da televisão, muitas apostilas em cima da cama, muito jornal velho guardado.
Meus cd's espalhados pela estante, minha correspondência ragada, minhas dívidas a serem pagas. Minha coberta jogada no sofá, a luz da sala acesa sem ninguém, a televisão falando sozinha. A roupa espalhada pelos cantos da casa. Eu sem carta de motorista. Deu pra sacar para quem eu puxei?
Ela não morreu. Está se recuperando, mas está curada.
E no meio de tudo isso ela arrumou tempo para se preocupar comigo e me perguntar se eu tinha passado de semestre...
Brigou comigo, reclamou que eu deixei o quintal mal lavado e que a casa está mal arrumada. Disse que eu pratico kung fu demais, que eu leio demais, que eu escrevo demais e que eu fico tempo demais no computador. [O que me faz pensar... se eu realmente faço tudo isso demais como ela fala, quantas horas tem meu dia?]
Reclamou do meu café, que a louça precisava ser lavada, que o fogão estava imundo, que minha cachorra estava fazendo bagunça demais.
Brigou porque meu quarto estava mal arrumado. Porque tinha muitos livros pelo chão, muita revista perto da televisão, muitas apostilas em cima da cama, muito jornal velho guardado.
Meus cd's espalhados pela estante, minha correspondência ragada, minhas dívidas a serem pagas. Minha coberta jogada no sofá, a luz da sala acesa sem ninguém, a televisão falando sozinha. A roupa espalhada pelos cantos da casa. Eu sem carta de motorista. Deu pra sacar para quem eu puxei?
Ela não morreu. Está se recuperando, mas está curada.
E no meio de tudo isso ela arrumou tempo para se preocupar comigo e me perguntar se eu tinha passado de semestre...
quarta-feira, julho 04, 2007
Obrigado a todos
Acho que minha mãe morreu. Não tinha pulso, não tinha temperatura, não tinha batimento. E voltou. Não sei como, nem importa.
Então ela tem alta.
Eu to mal ainda. Ela tem que verificar o que tem e o problema no pulão permanece. Ninguém sabe o que é.
Foda.
Volta e meia a febre volta baixa. Um espectro que está me matando.
Meu primeiro professor de filosofia do colégio, hoje meu colega de trabalho vem conversar comigo e me lembra de algo.
"As coisas são o que são, e assim serão e permanecerão até o decreto do tempo."
Essa é do Parmênides eu acho. Sou péssimo em filosofia antiga.
Vamos ver o que acontece. Eu estou fazendo tudo que posso. Brigando com quem quiser para levar minha casa nas costas.
E o que tiver que ser, será. Assim é o decreto do tempo.
E meu obrigado a todos que estão me ajudando. Pessoas que nunca vi pessoalmente, mas parece que isso não faz diferença.
Então ela tem alta.
Eu to mal ainda. Ela tem que verificar o que tem e o problema no pulão permanece. Ninguém sabe o que é.
Foda.
Volta e meia a febre volta baixa. Um espectro que está me matando.
Meu primeiro professor de filosofia do colégio, hoje meu colega de trabalho vem conversar comigo e me lembra de algo.
"As coisas são o que são, e assim serão e permanecerão até o decreto do tempo."
Essa é do Parmênides eu acho. Sou péssimo em filosofia antiga.
Vamos ver o que acontece. Eu estou fazendo tudo que posso. Brigando com quem quiser para levar minha casa nas costas.
E o que tiver que ser, será. Assim é o decreto do tempo.
E meu obrigado a todos que estão me ajudando. Pessoas que nunca vi pessoalmente, mas parece que isso não faz diferença.
segunda-feira, julho 02, 2007
Domingo.
12:20 pm.
36. 37. 38. 39. 40. 41. 41,5.
Não dá mais mãe. A gente vai pro hospital. É muita febre. Não importa se você quer ou não.
Ela vomita. Ela tá tremendo muito. Não falava coisa com coisa. Trânsito. Meu pai nervoso. Pouca grana. Eu com medo. Ela tem sede e não tem fome. Uma médica bacana. O enfermeiro é brincalhão.
Minha mãe começa a chorar. Primeira dose de remédio na veia. A febre cede. Cede pouco. Ela reclama de dor na barriga. Muita dor. Ela chora mais. Começa a tomar soro. Ligo pra casa ninguém atende. Minha irmã some. Meu pai tá tranquilo. A febre para de ceder. Outra dose de remédio. Ela dorme. Ela acorda. Outra dose de remédio. A febre cede. Finalmente.
Mas não vai dar. Vamos ter que levá-la para outro hospital. Meu medo aumenta.
17:50 pm.
Pedem transferência. Minha mãe dorme. Eu com fome. Meu pai preocupado. Eu começo a ler o Estadão. Termino de ler o Estadão.
20:57 pm.
Aprovam a transferência. Minha mãe tá sem febre mas ainda tem dor. Muita dor. Fico preocupado. Com medo.
21:10 pm.
A ambulância chega. Uma enfermeira atenciosa. Um motorista idiota que não fala. No caminho eu estranho a paisagem. Pra onde estamos indo? Fico puto. Muito puto. Olho para ele de um jeito que eu sei, ele vai ter medo. Acerto. E ele tem medo. Parece que muito medo. Pela primeira vez fala comigo. Não me olha nos olhos. Ele gageja. Pede desculpas por ter errado o caminho. Foi sem querer, ele diz. Não respondo.
22:00 pm.
Chegamos no hospital. Minha mãe volta a ter febre. 41,5. Meu medo aumenta. Meu pai já está lá. Chegou antes da ambulância. A papelada já está pronta. Ela vai ser internada mesmo. Não vai sari do hospital tão cedo. A médica avalia. Parece ser pulmão. Fruto de anos de cigarro. Não se sabe o que minha mãe tem. Não se sabe quando vai melhorar.
Mas de uma coisa eu sei. Eu to com medo.
Muito medo. Como nunca senti em toda minha vida.
23:50 pm.
Voltamos pra casa. Ela fica. Então eu choro.
36. 37. 38. 39. 40. 41. 41,5.
Não dá mais mãe. A gente vai pro hospital. É muita febre. Não importa se você quer ou não.
Ela vomita. Ela tá tremendo muito. Não falava coisa com coisa. Trânsito. Meu pai nervoso. Pouca grana. Eu com medo. Ela tem sede e não tem fome. Uma médica bacana. O enfermeiro é brincalhão.
Minha mãe começa a chorar. Primeira dose de remédio na veia. A febre cede. Cede pouco. Ela reclama de dor na barriga. Muita dor. Ela chora mais. Começa a tomar soro. Ligo pra casa ninguém atende. Minha irmã some. Meu pai tá tranquilo. A febre para de ceder. Outra dose de remédio. Ela dorme. Ela acorda. Outra dose de remédio. A febre cede. Finalmente.
Mas não vai dar. Vamos ter que levá-la para outro hospital. Meu medo aumenta.
17:50 pm.
Pedem transferência. Minha mãe dorme. Eu com fome. Meu pai preocupado. Eu começo a ler o Estadão. Termino de ler o Estadão.
20:57 pm.
Aprovam a transferência. Minha mãe tá sem febre mas ainda tem dor. Muita dor. Fico preocupado. Com medo.
21:10 pm.
A ambulância chega. Uma enfermeira atenciosa. Um motorista idiota que não fala. No caminho eu estranho a paisagem. Pra onde estamos indo? Fico puto. Muito puto. Olho para ele de um jeito que eu sei, ele vai ter medo. Acerto. E ele tem medo. Parece que muito medo. Pela primeira vez fala comigo. Não me olha nos olhos. Ele gageja. Pede desculpas por ter errado o caminho. Foi sem querer, ele diz. Não respondo.
22:00 pm.
Chegamos no hospital. Minha mãe volta a ter febre. 41,5. Meu medo aumenta. Meu pai já está lá. Chegou antes da ambulância. A papelada já está pronta. Ela vai ser internada mesmo. Não vai sari do hospital tão cedo. A médica avalia. Parece ser pulmão. Fruto de anos de cigarro. Não se sabe o que minha mãe tem. Não se sabe quando vai melhorar.
Mas de uma coisa eu sei. Eu to com medo.
Muito medo. Como nunca senti em toda minha vida.
23:50 pm.
Voltamos pra casa. Ela fica. Então eu choro.
sábado, junho 30, 2007
Ei amigo!
Ei amigo! Traga o absinto.
E por favor, hoje, nada de idiotice. Nada de me parar. Nada.
Tudo o que eu espero de você, é que você mantenha o copo cheio.
Quanto a mim o copo e o guardanapo de papel. Nele ficará tudo aquilo que eu preciso.
No fundo do copo a vontade de te destruir.
No papel a vontade de te ter.
Meu problema sempre foi um só. Eu sempre me preocupo de menos e tenho péssimo gosto pra mulheres.
Faço o que não deveria fazer. Bebo o que não deveria beber. Digo o que não deveria dizer.
Sou o sócio fundador do Clube dos Panacas. Não me aguento mais, odeio quem fala demais.
Cada um que saiba de si, e quem não aguenta que vá para outro lugar.
Quanto a você caro amigo... bom... minha vida é minha, e a sua que se foda.
Só mantenha a porra do copo cheio, cale a sua maldita boca e de o fora daqui.
E por favor, hoje, nada de idiotice. Nada de me parar. Nada.
Tudo o que eu espero de você, é que você mantenha o copo cheio.
Quanto a mim o copo e o guardanapo de papel. Nele ficará tudo aquilo que eu preciso.
No fundo do copo a vontade de te destruir.
No papel a vontade de te ter.
Meu problema sempre foi um só. Eu sempre me preocupo de menos e tenho péssimo gosto pra mulheres.
Faço o que não deveria fazer. Bebo o que não deveria beber. Digo o que não deveria dizer.
Sou o sócio fundador do Clube dos Panacas. Não me aguento mais, odeio quem fala demais.
Cada um que saiba de si, e quem não aguenta que vá para outro lugar.
Quanto a você caro amigo... bom... minha vida é minha, e a sua que se foda.
Só mantenha a porra do copo cheio, cale a sua maldita boca e de o fora daqui.
sexta-feira, junho 29, 2007
Caridade de cú é rola.
Tudo o que me espera é meu reflexo. Quero ter algo pra ver no espelho. Algo que eu goste de ver.
Não quero compaixão. Não quero piedade. Não quero favor.
Aquele homem a quem você da comida, é também o homem que não possui mais a vontade. A vontade de ser algo melhor do que é.
A cada grão, a cada migalha morre alguém que poderia ter feito algo de descente nesta vida. A vontade de ser aquilo que ele poderia ter sido, vai morro abaixo a cada ato humanitário que recebe.
Por isso odeio Ongs. Pelo fato de que elas de fato só fazem aquilo que não deveriam fazer. Elas fazem aquilo que o estado deveria fazer. Aquilo que o cidadão deveria fazer. [Hobbes mais uma vez se faz presente...]
Ong é centro de caridade. E caridade é o mal supremo. Caridade é aquilo que atrofia a vontade do homem. Caridade é aquele que carrega quem não quer caminhar.
Quer ajudar? Empurra o cara penhasco abaixo. Se ele morrer, é sinal que não merecia viver.
Se ele viver, ele sairá ainda mais forte, e realmente pronto para viver.
Não quero compaixão. Não quero piedade. Não quero favor.
Aquele homem a quem você da comida, é também o homem que não possui mais a vontade. A vontade de ser algo melhor do que é.
A cada grão, a cada migalha morre alguém que poderia ter feito algo de descente nesta vida. A vontade de ser aquilo que ele poderia ter sido, vai morro abaixo a cada ato humanitário que recebe.
Por isso odeio Ongs. Pelo fato de que elas de fato só fazem aquilo que não deveriam fazer. Elas fazem aquilo que o estado deveria fazer. Aquilo que o cidadão deveria fazer. [Hobbes mais uma vez se faz presente...]
Ong é centro de caridade. E caridade é o mal supremo. Caridade é aquilo que atrofia a vontade do homem. Caridade é aquele que carrega quem não quer caminhar.
Quer ajudar? Empurra o cara penhasco abaixo. Se ele morrer, é sinal que não merecia viver.
Se ele viver, ele sairá ainda mais forte, e realmente pronto para viver.
quinta-feira, junho 28, 2007
Liberdade
A porta bateu atrás de mim. Agora que estou sozinho mais uma vez.
Finalmente voltei a ser o que sempre fui. Finalmente as coisas estão no lugar novamente. A doença é assim.
Diria Nietzsche [que começo a ficar cansado de citar] que apaixonado é quando o homem tem maior chance de ver as coisas exatamente como elas não são. E eu não posso me dar ao luxo de estar errado. Não sou obcecado por lógica, linguagem e pelos estudos morais, para de repente, do dia pra noite começar a me equivocar.
Sim, foi um pesadelo, onde eu começava a ver as coisas como elas não são.
Alegria, felicidade, leveza, pureza. Tudo isso é reservado para algumas pessoas. Para aqueles que buscam isso. Eu busco coisas diferentes. É no nada que vive a liberdade.
E eu quero ser livre.
A solidão canta com ares selvagens. Ares da montanha. Encaro o diabo nos olhos, e o domino.
Então entendo porque sempre fui expulso do inferno.
O demônio temia que eu dominasse aquele maldito lugar.
Finalmente voltei a ser o que sempre fui. Finalmente as coisas estão no lugar novamente. A doença é assim.
Diria Nietzsche [que começo a ficar cansado de citar] que apaixonado é quando o homem tem maior chance de ver as coisas exatamente como elas não são. E eu não posso me dar ao luxo de estar errado. Não sou obcecado por lógica, linguagem e pelos estudos morais, para de repente, do dia pra noite começar a me equivocar.
Sim, foi um pesadelo, onde eu começava a ver as coisas como elas não são.
Alegria, felicidade, leveza, pureza. Tudo isso é reservado para algumas pessoas. Para aqueles que buscam isso. Eu busco coisas diferentes. É no nada que vive a liberdade.
E eu quero ser livre.
A solidão canta com ares selvagens. Ares da montanha. Encaro o diabo nos olhos, e o domino.
Então entendo porque sempre fui expulso do inferno.
O demônio temia que eu dominasse aquele maldito lugar.
quarta-feira, junho 27, 2007
De dentro do buraco que eu fiz.
Ela ainda está lá, e está porque quem ela veio procurar não está lá. E esse alguém, é claro não sou eu.
Prendo um elástico no braço. A circulação para. Preparo a seringa, e pego a veia certa. A agulha fura a carne, e despeja dentro do meu corpo o primeiro passo.
Agora posso sentir melhor. Coloquei em mim mesmo um remédio que eu mesmo criei, e com esse remédio eu posso sentir tudo muito melhor. Toda a alegria, toda certeza, toda felicidade, toda bondade.
Toda dor.
Agora eu pego uma faca enferrujada e corto meu estômago. Faço um buraco enorme. Enfio a mão dentro da ferida e arranco você de dentro de mim. Arranco e jogo fora. Jogo bem longe.
Agora dói uma dor dos diabos. Uma dor do inferno.
Então eu faço o que qualquer outro homem faria. Chamo uns amigos, e vou para o bar beber, rir e jogar bilhar até o outro dia chegar.
Prendo um elástico no braço. A circulação para. Preparo a seringa, e pego a veia certa. A agulha fura a carne, e despeja dentro do meu corpo o primeiro passo.
Agora posso sentir melhor. Coloquei em mim mesmo um remédio que eu mesmo criei, e com esse remédio eu posso sentir tudo muito melhor. Toda a alegria, toda certeza, toda felicidade, toda bondade.
Toda dor.
Agora eu pego uma faca enferrujada e corto meu estômago. Faço um buraco enorme. Enfio a mão dentro da ferida e arranco você de dentro de mim. Arranco e jogo fora. Jogo bem longe.
Agora dói uma dor dos diabos. Uma dor do inferno.
Então eu faço o que qualquer outro homem faria. Chamo uns amigos, e vou para o bar beber, rir e jogar bilhar até o outro dia chegar.
segunda-feira, junho 25, 2007
Brasiville!!! Chainssaw massacre!!!
Caos, anarquia e tiroteio!!!
Puta merda mas que farra do caralho!!! Putaria como essa ninguém viu!!!
Brasiville!!! Chainssaw massacre!!!
Brasiville!!! Chainssaw massacre!!!
O últimato foi dado pela enésima vez [isto é tão contraditório, que até para escrever é feio]. Mais uma vez o presidente decreta que a crise deve acabar [como se isso precisasse ser dito...]
Lula afirmou também que é preciso formar novos controladores de vôo para substituir aqueles que irão se aposentar ou que "queiram fazer movimento sem levar em conta a respeitabilidade que tem que ter com o povo brasileiro".
Ora... se isso não foi um ataque direto ao controlador de tráfego aéreo Carlos Trifilio, eu como todos os meus camisões de flanela.
O presidente afirma ainda que fez "muitas greves na minha vida, e eu consigo perceber quando tem má-fé, quando tem má vontade, quando tem disposição".
Como todos sabemos, Lula é um exemplo quando o assunto é avaliar moralmente uma situação ou mesmo uma única pessoa. Vide o exemplo de todos os seus indicados para os ministérios no primeiro mandato.
Brasiville!!! Chainssaw massacre!!!
Brasiville!!! Chainssaw massacre!!!
Puta merda mas que farra do caralho!!! Putaria como essa ninguém viu!!!
Brasiville!!! Chainssaw massacre!!!
Brasiville!!! Chainssaw massacre!!!
O últimato foi dado pela enésima vez [isto é tão contraditório, que até para escrever é feio]. Mais uma vez o presidente decreta que a crise deve acabar [como se isso precisasse ser dito...]
Lula afirmou também que é preciso formar novos controladores de vôo para substituir aqueles que irão se aposentar ou que "queiram fazer movimento sem levar em conta a respeitabilidade que tem que ter com o povo brasileiro".
Ora... se isso não foi um ataque direto ao controlador de tráfego aéreo Carlos Trifilio, eu como todos os meus camisões de flanela.
O presidente afirma ainda que fez "muitas greves na minha vida, e eu consigo perceber quando tem má-fé, quando tem má vontade, quando tem disposição".
Como todos sabemos, Lula é um exemplo quando o assunto é avaliar moralmente uma situação ou mesmo uma única pessoa. Vide o exemplo de todos os seus indicados para os ministérios no primeiro mandato.
Brasiville!!! Chainssaw massacre!!!
Brasiville!!! Chainssaw massacre!!!
domingo, junho 24, 2007
50 dias...
Queima. Mata. Empilha. Destrói.
Invadiram a usp, e porque não?
Ta tudo danado do lado de lá. Tanto quanto do lado de cá. Um bando de adolescentes estão lá, relembrando o gosto da nostalgia precoce.
O gosto da raiva por não serem da década de 70. Agora... filho de peixe, cabrito é.
Estão lá orgulhando os pais. Aliás... o último uspiano com quem conversei não sabia porque estavam lá... [enfim]
O importante é que dessa vez eu dou o braço a torcer.
Queima. Mata. Empilha. Destrói.
Eles fizeram o que eu não consegui fazer. Botar a faculdade deles com o rabo entre as pernas.
Invadiram a usp, e porque não?
Ta tudo danado do lado de lá. Tanto quanto do lado de cá. Um bando de adolescentes estão lá, relembrando o gosto da nostalgia precoce.
O gosto da raiva por não serem da década de 70. Agora... filho de peixe, cabrito é.
Estão lá orgulhando os pais. Aliás... o último uspiano com quem conversei não sabia porque estavam lá... [enfim]
O importante é que dessa vez eu dou o braço a torcer.
Queima. Mata. Empilha. Destrói.
Eles fizeram o que eu não consegui fazer. Botar a faculdade deles com o rabo entre as pernas.
sábado, junho 23, 2007
Uma noite para um condenado.
Ah... eu tenho tanto a lhe dizer... mas a noite acaba sempre antes da nossa vontade de beber, sempre antes da minha vontade de te ter.
Aquele lugar cheirava a decadência, e é assim que a gente parece gostar. Em todo canto eu não saberia dizer o que vejo, e sabendo dizer, talvez gostaria de não ver.
Em cima da mesa estão as latas vazias, o copo onde acabei com aquele uísque vagabundo. Você ainda me ofereceu um pouco do que estava bebendo, e eu não sei recusar nada que tenha álcool.
Gritos. Distorção. Cerveja. Suor. Decadência.
Em pouco menos de uma hora já estavam todos bêbados, caídos pelo chão. Tudo isso faz parte da minha vida. De certa forma é rotina. Entenda então por favor, que ninguém espera nada de mim. Ninguém conserta aquilo que nasce com defeito. Mesmo que eu quisesse acabar com minha raiva, nada mudaria de lugar.
Ai o lugar trouxe alguém até mim...
Eu tinha tudo pra ser aquilo que eu queria.
Até você chegar.
Aquele lugar cheirava a decadência, e é assim que a gente parece gostar. Em todo canto eu não saberia dizer o que vejo, e sabendo dizer, talvez gostaria de não ver.
Em cima da mesa estão as latas vazias, o copo onde acabei com aquele uísque vagabundo. Você ainda me ofereceu um pouco do que estava bebendo, e eu não sei recusar nada que tenha álcool.
Gritos. Distorção. Cerveja. Suor. Decadência.
Em pouco menos de uma hora já estavam todos bêbados, caídos pelo chão. Tudo isso faz parte da minha vida. De certa forma é rotina. Entenda então por favor, que ninguém espera nada de mim. Ninguém conserta aquilo que nasce com defeito. Mesmo que eu quisesse acabar com minha raiva, nada mudaria de lugar.
Ai o lugar trouxe alguém até mim...
Eu tinha tudo pra ser aquilo que eu queria.
Até você chegar.
sexta-feira, junho 22, 2007
Vencer é a palavra
[cenário: uma cozinha. em cena um homem com barba e brinco de ouro.]
- Hei, hei, yo, ho!!! Tragam a ânfora de vinho! O que eu tenho feito não é bonito, mas é assim que eu vivo, e vou fazendo pensando em viver! [entra uma garota de seis anos]
- Oi pai!
- Já chegou filha?
- Hoje na escola eu briguei com a professora?
- Hei, hei, yo, ho! Mas porque?
- Porque a professora queria me dar uma nota 4,5. Ai eu falei e gritei, briguei e xinguei, até que ela me deu a nota que eu queria de verdade.
- Seu velho avô Nobrum ficaria feliz! Qual a nota que você ficou?
- 9,5!!!
[cantam juntos pai e filha]
"- Nosso pouco tempo que resta, deverá ser gasto com alegria sem fim, destilado com um pouco de gim. Nessa vida tudo que você conseguir será bem vindo e nada deve te impedir de continuar conseguindo!!! Hei, hei, yo, ho!!! Tragam a ânfora de vinho! O que eu tenho feito não é bonito, mas é assim que eu vivo, e vou fazendo pensando em viver!"
Porque vencer é a palavra, e perto dela amizade não significa nada.
- Hei, hei, yo, ho!!! Tragam a ânfora de vinho! O que eu tenho feito não é bonito, mas é assim que eu vivo, e vou fazendo pensando em viver! [entra uma garota de seis anos]
- Oi pai!
- Já chegou filha?
- Hoje na escola eu briguei com a professora?
- Hei, hei, yo, ho! Mas porque?
- Porque a professora queria me dar uma nota 4,5. Ai eu falei e gritei, briguei e xinguei, até que ela me deu a nota que eu queria de verdade.
- Seu velho avô Nobrum ficaria feliz! Qual a nota que você ficou?
- 9,5!!!
[cantam juntos pai e filha]
"- Nosso pouco tempo que resta, deverá ser gasto com alegria sem fim, destilado com um pouco de gim. Nessa vida tudo que você conseguir será bem vindo e nada deve te impedir de continuar conseguindo!!! Hei, hei, yo, ho!!! Tragam a ânfora de vinho! O que eu tenho feito não é bonito, mas é assim que eu vivo, e vou fazendo pensando em viver!"
Porque vencer é a palavra, e perto dela amizade não significa nada.
quinta-feira, junho 21, 2007
Jesus está voltando, mas a ditadura vem ai! Olê, olê, olá!!!
Minha monografia, para me formar nessa faculdade que não aguento mais frequentar, se chamará: "A Moral Cristã como ferramenta de dominação política".
Espero também que este seja meu primeiro livro publicado. O filósofo onde busco referência e apoio, é Nietzsche [nada mais óbvio vindo de mim...] e a obra "Para a Genealogia da Moral".
Um amigo meu, me advertiu recentemente para que eu mudasse o nome do livro, que mudasse minha linha de pesquisa, e se possível até de curso. Explico. Ele é paranóico e conspiracionista, e afirma que estamos a beira de uma nova ditadura militar. E como todos sabem, militares são todos morais e cristãos enrustidos. [Entretanto esta minha afirmação pode gerar controvérsia].
Sim ele é paranóico... ou assim eu supunha até saber que o Comando da FAB (Força Aérea Brasileira) determinou a prisão do controlador de tráfego aéreo Carlos Trifilio, de São Paulo, por dizer a imprensa que tinha controladores gagos em sua equipe, que muitos eram incapazes de realizar as funções e que ele mesmo não tinha competência para o cargo que havia assumido.
Ele foi portanto preso e punido por um único motivo: falar a verdade.
Agora eu começo a pensar melhor no conselho do meu amigo...
Espero também que este seja meu primeiro livro publicado. O filósofo onde busco referência e apoio, é Nietzsche [nada mais óbvio vindo de mim...] e a obra "Para a Genealogia da Moral".
Um amigo meu, me advertiu recentemente para que eu mudasse o nome do livro, que mudasse minha linha de pesquisa, e se possível até de curso. Explico. Ele é paranóico e conspiracionista, e afirma que estamos a beira de uma nova ditadura militar. E como todos sabem, militares são todos morais e cristãos enrustidos. [Entretanto esta minha afirmação pode gerar controvérsia].
Sim ele é paranóico... ou assim eu supunha até saber que o Comando da FAB (Força Aérea Brasileira) determinou a prisão do controlador de tráfego aéreo Carlos Trifilio, de São Paulo, por dizer a imprensa que tinha controladores gagos em sua equipe, que muitos eram incapazes de realizar as funções e que ele mesmo não tinha competência para o cargo que havia assumido.
Ele foi portanto preso e punido por um único motivo: falar a verdade.
Agora eu começo a pensar melhor no conselho do meu amigo...
quarta-feira, junho 20, 2007
Brasil, o velho Vapor do Lula-Bebum.
Somos amigos no bar, somos amigos em paz....
Dona Marta-dois-Maridos, mulher despudorada, brinca, e a alegria não tem fim.
"Relaxa e Goza!!!", é a ordem do dia!
Mas eu estou bêbado, e bêbado, todos sabem, não goza... [e agora José?]
Então, lançava-se a falar o velho Torneiro Lula-Bebum, pedindo uma hora a menos na semana e aquela boa garrafa de rum.
Passava o dia falando, mas nunca lhe deram atenção. Fazia piada da falta que o dedo lhe faz.
O Açougueiro Geraldo-Pinga-em-Mim, que trabalhava pouco demais, dizia com os olhos abertos: "sempre que brincar de médico, tenha uma licensa na mão." Mesmo que falsa, o cuidado nunca é em vão!
Já o Capitão Serra-Dente-Trincado, promete passar alguns anos no leme com prática além do comum. Alguns dias depois, entrega o leme para o Capataz, que decreta o fim da paz.
No meio da confusão, o cachorro do perneta Willie-Doido, Palloci-Hippie-Sujo, rouba minha cerveja, e ri da minha cara então.
Traga-me o marcador de gado, que eu mostro pra essa raça desgraçada, como faço pra botar jeito nessa porra de navio. E andem, já pra prancha, porque essa é só mais uma história que deixa o ódio sem esperança e que não acaba aqui.
Dona Marta-dois-Maridos, mulher despudorada, brinca, e a alegria não tem fim.
"Relaxa e Goza!!!", é a ordem do dia!
Mas eu estou bêbado, e bêbado, todos sabem, não goza... [e agora José?]
Então, lançava-se a falar o velho Torneiro Lula-Bebum, pedindo uma hora a menos na semana e aquela boa garrafa de rum.
Passava o dia falando, mas nunca lhe deram atenção. Fazia piada da falta que o dedo lhe faz.
O Açougueiro Geraldo-Pinga-em-Mim, que trabalhava pouco demais, dizia com os olhos abertos: "sempre que brincar de médico, tenha uma licensa na mão." Mesmo que falsa, o cuidado nunca é em vão!
Já o Capitão Serra-Dente-Trincado, promete passar alguns anos no leme com prática além do comum. Alguns dias depois, entrega o leme para o Capataz, que decreta o fim da paz.
No meio da confusão, o cachorro do perneta Willie-Doido, Palloci-Hippie-Sujo, rouba minha cerveja, e ri da minha cara então.
Traga-me o marcador de gado, que eu mostro pra essa raça desgraçada, como faço pra botar jeito nessa porra de navio. E andem, já pra prancha, porque essa é só mais uma história que deixa o ódio sem esperança e que não acaba aqui.
segunda-feira, junho 18, 2007
raffa e o eterno retorno
BWAH-HA-HA-HA!!!
O último bar tinha fechado e eu não tinha mais pra onde ir.
Meu copo está vazio, minha vontade ainda fica nessa porra de cidade.
Toda noite sempre tem alguém pra me dizer que meu mal humor está acabando com tudo. E quando eu olho minha garrafa está no fim.
"[...] me traga logo o seu melhor uisque, porque esse seu amigo aqui só tem mais meia hora, até que o diabo descubra que morri e venha me levar embora."
" [...] meus vinte melhores amigos, estão num maço de cigarros."
Eu ia indo pra casa, quando percebi que ainda tinha mais uma cambada embriagada me chamando pra cair. E no meio daquela espelunca caindo aos pedaços apareceu alguém que não deveria aparecer até que eu chegasse ao outro lado e olhasse para cima.
E agora, como eu me torno aquele cara que eu sempre quis ser? [ecos de Nietzsche...]
-hic-
O último bar tinha fechado e eu não tinha mais pra onde ir.
Meu copo está vazio, minha vontade ainda fica nessa porra de cidade.
Toda noite sempre tem alguém pra me dizer que meu mal humor está acabando com tudo. E quando eu olho minha garrafa está no fim.
"[...] me traga logo o seu melhor uisque, porque esse seu amigo aqui só tem mais meia hora, até que o diabo descubra que morri e venha me levar embora."
" [...] meus vinte melhores amigos, estão num maço de cigarros."
Eu ia indo pra casa, quando percebi que ainda tinha mais uma cambada embriagada me chamando pra cair. E no meio daquela espelunca caindo aos pedaços apareceu alguém que não deveria aparecer até que eu chegasse ao outro lado e olhasse para cima.
E agora, como eu me torno aquele cara que eu sempre quis ser? [ecos de Nietzsche...]
-hic-
sexta-feira, maio 11, 2007
O fim
É o fim
Querido amigo
É o fim
Meu único amigo, o fim
Dói te libertar
Mas você nunca iria me acompanhar
O fim do riso e das leves mentiras
O fim das noites em que tentamos morrer
É o fim.
Por enquanto o fim...
O pub 66 fechou.
Querido amigo
É o fim
Meu único amigo, o fim
Dói te libertar
Mas você nunca iria me acompanhar
O fim do riso e das leves mentiras
O fim das noites em que tentamos morrer
É o fim.
Por enquanto o fim...
O pub 66 fechou.
terça-feira, maio 08, 2007
As flores que plantei...
Eu havia jurado pra mim mesmo que não faria o que estou fazendo agora. Lembro que havia dito pra mim mesmo que isso seria uma barreira que não seria ultrapassada por mim.
Mas eu não me prendo a promessas. O efêmero, é o que é. E portanto serei também o que eu sou no instante agora.
Desta vez entretanto ao contrário de tantas outras vezes, eu creio ter um bom motivo para minha quebra de promessa.
Como eu já comentei por aqui, sou professor do ensino público, e eu havia prometido a mim mesmo, que jamais relataria os ocorrido em sala durante o meu dia a dia. Primeiro porque eu pensava que tais fatos seriam sacais. E segundo porque isso seria uma violação da vida dos alunos. O que eles fazem na escola devem ficar lá. É uma parte da vida deles, e eles fazem com ela o que bem entendem.
Entretanto eu confesso. Fiquei surpreso, nesse um ano e meio de experiência no ensino público.
Tive uma aluna, Marina Castilho (também conhecida como Marina Alalá) que se modificou demais enquanto minha aluna. Sua base já era ótima, e ela elevou tudo isso a uma potência incrível! Há também a Camila (Ska) que aplica tudo o que aprendeu comigo em sala de aula na vida. Mesmo que as vezes inconscientemente, o que é ainda melhor.
Este ano, cinquenta alunos me procuraram para montarmos uma oficina de filosofia, fora do horário de aula, e sem vinculo algum com escola. A iniciativa, partiu de um aluno chamado Kauê Zabuto. Parece que eles gostaram mesmo de filosofia... isto supera todas as minhas expectativas.
Agora, o motivo por eu expor estes fatos, foi uma aluna minha, e desta eu não revelo o nome, que perdeu o pai assassinado.
Ela me procurou, e me disse que, quando recebeu a notícia, a primeira coisa que pensou foi em minhas aulas. Tentou usar o que eu ensino a eles, para amenizar tamanha dor.
Quer dizer... pensou em minhas aulas!
Porra!!!
Em meio a tanta idiotice, eu devo mesmo estar fazendo alguma coisa de certo nessa vida. E os meus alunos são aqueles que me mostram isso, quando estou deprimido, ou insatisfeito com a vida. Obrigado, a todos vocês.
São eles, as flores que eu planto no deserto pelo qual atravesso...
Mas eu não me prendo a promessas. O efêmero, é o que é. E portanto serei também o que eu sou no instante agora.
Desta vez entretanto ao contrário de tantas outras vezes, eu creio ter um bom motivo para minha quebra de promessa.
Como eu já comentei por aqui, sou professor do ensino público, e eu havia prometido a mim mesmo, que jamais relataria os ocorrido em sala durante o meu dia a dia. Primeiro porque eu pensava que tais fatos seriam sacais. E segundo porque isso seria uma violação da vida dos alunos. O que eles fazem na escola devem ficar lá. É uma parte da vida deles, e eles fazem com ela o que bem entendem.
Entretanto eu confesso. Fiquei surpreso, nesse um ano e meio de experiência no ensino público.
Tive uma aluna, Marina Castilho (também conhecida como Marina Alalá) que se modificou demais enquanto minha aluna. Sua base já era ótima, e ela elevou tudo isso a uma potência incrível! Há também a Camila (Ska) que aplica tudo o que aprendeu comigo em sala de aula na vida. Mesmo que as vezes inconscientemente, o que é ainda melhor.
Este ano, cinquenta alunos me procuraram para montarmos uma oficina de filosofia, fora do horário de aula, e sem vinculo algum com escola. A iniciativa, partiu de um aluno chamado Kauê Zabuto. Parece que eles gostaram mesmo de filosofia... isto supera todas as minhas expectativas.
Agora, o motivo por eu expor estes fatos, foi uma aluna minha, e desta eu não revelo o nome, que perdeu o pai assassinado.
Ela me procurou, e me disse que, quando recebeu a notícia, a primeira coisa que pensou foi em minhas aulas. Tentou usar o que eu ensino a eles, para amenizar tamanha dor.
Quer dizer... pensou em minhas aulas!
Porra!!!
Em meio a tanta idiotice, eu devo mesmo estar fazendo alguma coisa de certo nessa vida. E os meus alunos são aqueles que me mostram isso, quando estou deprimido, ou insatisfeito com a vida. Obrigado, a todos vocês.
São eles, as flores que eu planto no deserto pelo qual atravesso...
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