terça-feira, agosto 17, 2010

in hiding

eu confesso que já não sei direito sobre o que escrever.
tanta coisa me afeta, tão pouco me desperta o interesse. não me importo com a moça que será apedrejada, com a mulher que os cachorros roeram os ossos, com o rabo do soldado que explodiram, com o avião que caiu, com dilma subindo, serra caindo, marina mal parando em pé.
não me interesso por quase nada a ponto de despreender meu tempo para pensar a sério sobre o fato. o niilismo me pegou sem querer na esquina. minha vida regada a feijão e arroz, com lentilha aos domingos me parece mais atraente.
não sei ao certo o que acontece.
de repente parece tão patético escrever sobre tudo isso. de repente parece tão sem sentido.
estou pensando "em voz alta" mas tvz eu deva excluir este blog.
minhas convicções hoje se aferem sobre a lógica ser um outro nome para a moral. ambas são no íntimo a mesma coisa.
tenho minha dissertação de mestrado construída, e de acordo com o coordenador da universidade federal de são paulo, uma boa dissertação (embora feita na graduação).
preciso reconstruir interesses.
...
acho que é isso

6 comentários:

Marco Rodriguéz disse...

É cara, a reconstrução é dose!

Anônimo disse...

Gostoso!

Beat* disse...

Uma vez me disseram que, com o tempo, os paradigmas mudam.

Agora concordo plenamente, e tenho sentido isso na pele.

É uma questão de sobrevivência ter que se adequar às novas situações.

Meu filho passou três dias internado por conta de uma meningite e eu só conseguia pensar em vê-lo bem, em casa, sem tantas injeções e enfermeiras em volta, e que, se algo pior acontecesse, eu nunca mais iria pensar em nada...

Tudo voltou ao normal, o moleque está bem, e a vida segue. Por conta de ser eu mesmo peguei duas DP's na facu por faltas: Filosofia Geral e Gestão Escolar (lembra do trabalho em grupo que eu não apresentei porque fiquei enchendo a cara no bar?).

Voltei praquele lugar que, com certeza, nem eu e nem você vamos esquecer tão cedo. Revi pessoas de que sinto muita falta, e outras que preferia nem ter visto.

Agora, como é módulo, estou com a turma do segundo ano (a turma anterior à da Catri), e além de Filosofia Geral estou sendo obrigado a ver Linguagem com o marida da Regina, o Ricardo Rosseti.

Paul Ricouer...

Mas, ontem, no bar, quando o Dom apareceu, e depois o Mauro, e logo o resto do que sobrou das pessoas que gosto e ainda frequentam aquele lugar vieram se juntar a nós e ficamos todos bêbados, a fagulha acendeu novamente!

Não adianta cara, os paradigmas mudam, mas nós, no fundo, no fundo, continuamos os mesmos.

O Beatnik agora é pai, o Andolini esposo, o Maureco tá na Umbanda, o Cruj mergulhou no espiritismo, o Mineiro tá por aí, o irmão Paulo passou num consurso e se mudou pra Praia Grande, tá trampando na Sabesp, teu filho Vareta agora tá fazendo Educação Física,a Metodista continua uma grande merda, nem sombra dos bons tempos do velho Gabrielle, do Marcelo e da Lelita...

Enfim, os paradigmas mudam, mas eu, continuo o velho cachaceiro de sempre. E você também, não se engane! ]

Beat* disse...

Ah, logo logo voltarei com as rimas safadas. Vou escrever de novo. E porque?
Porque eu quero porra!
Se ninguém ler, que se foda.

Se alguém ler, que se foda também.

teresa disse...

nossa, eu entendo perfeitamente!

Lucky disse...

Ei, Rafinha perdi o numero do seu cel., e gostaria muito de voltar a falar com você, sinto falta das nossas conversas, já faz um bom tempo, mas ainda te considero um grande amigo. Espero que esteja muito bem e sinto saudade.
bjs Lucky malkavian.