quarta-feira, dezembro 10, 2008

Nostalgia precoce?

Hoje é dia dez de Dezembro de 2008.
Tudo o que eu devia ter feito na faculdade eu fiz. Trabalhos, provas. A merda toda.
Estou aguardando para saber como me sai. Minhas notas e tudo o mais. Uma vez com tudo em ordem, eu deixo de ser um estudante de filosofia. Fico sendo apenas um filósofo desempregado.
Lembro de um filme, "Dragão: A História de Bruce Lee" [sim, eu adoro filmes de artes marciais!] onde sua futura mulher Linda pergunta o que ele espera sendo um filósofo [Bruce Lee era formado em filosofia além de ser uma máquina de bater].
Ele responde: "Vou filosofar sobre estar desempregado." Perfeito. O cara era um gênio.
E agora, comigo aguardando os resultados, eu me pego assim, nostalgico. Me lembrando do guri de dezessete anos que pela primeira vez pisou numa universidade, sem saber a bosta que era. O guri cheio de sonhos adolescentes em alta definição. [Porque "viver não faz falta quando o sonho é em alta definição" - Astromato, banda paulista.]
O grunge, o punk. Mudança de curso. Administração em Comércio Exterior, para filosofia. Alegrias, sorrisos, choro, frustrações, mais alegrias, rolamentos na grama, futebol viking, rolinho porrada, brigas, porres, confusão, ser espancado pelo PT, ajudar a fundar o C.A., participar da história do curso, passar um pouco de fome, mais sorrisos, mais alegrias, amigos que chegam, amigos que vão, ser monitor, um TCC que vale uma dissertação de mestrado, gritos animalescos, ver gente mijando de frente para quarenta garotas e garotos, discussões políticas, palestrar, ser um beat... e ainda um grunge. Tudo isso dentro das grades que nos cercam. Se for falar tudo o que houve do lado de fora dessas grades... nem rola.
E no saldo geral, ainda sou o mesmo grunge que se entope de ouvir Pearl Jam.
Ando meio sentimental, e como não me importo, torno a agradecer as todos os que me fizeram chegar onde estou, vendo os horizontes que enxergo.
E sim, eu te amo minha guria. Só você que tem a cura pro meu vicío de insistir em tudo o que eu ainda não vi. Quanto aos espelhos, deixa pra lá, cansei de ver um mundo doente. Hoje eu não quero chorar.
Vou pegar na sua mão e então nós vamos voar por ai.

2 comentários:

Marco Rodrigues disse...

Esta é a vida...cheio de percas, danos, alegrias, tristeza e tudo mais...
Mas esperoque você avançe muito, mas muito mesmo, você é um cara de futuro!

Lila Rose disse...

Quando terminei a faculdade já estava empregada, mas bateu uma nostalgia bem parecida com a tua: a gente fica feliz de ter se livrado das provas, professores, a maldita monografia nasce!! Mas, imediatamente depois, percebemos que também não teremos mais a parte boa... a faculdade nos toma uma das melhores épocas da vida, né??

Bisous.