Não. O post não é para nenhum amigo meu.
É sobre a revista esquerdista. Sobre a Veja do PT. Com a diferença que a dos amigos, declara claramente ser esquerdista. Na entrevista com Lázaro Ramos, um dos entrevistadores diz claramente "nós que somos de esquerda e blá-blá-blá e patati-patatá."
Óbviamente, que uma revista com esse cunho político faz sucesso entre os nerds e intelectualóides uspianos, entre afins e genéricos. Engraçado notar, que uma revista, ou um sujeito, "um cidadão respeitável que ganha quatro mil cruzeiros por mês" se dizer de esquerda é considerado ótimo. Você é visto com bons olhos pelos supracitados.
Se declare de direita, e veja o que acontece, se sobreviver à achincalhação. Ler Caros Amigos, Carta Capital te faz cult. Ler Veja e Época te faz um insensível ganancioso; um capitalista de merda, fruto da classe média dominante. Te faz um midiático safado. Um membro da máfia não declarada chamada "Azelite branca."
O que ainda não foi percebido, é que direita e esquerda são a mesma face da mesma moeda [como certa vez o LuízZ citou aqui mesmo nesse blog]. O principal aliado do PT é o PSDB. Seu telhado de vidro é todo escudo que o PT precisa.
Tanto direita quanto esquerda tem seus próprios jargões, seus discursos clichês. A mídia direitista usa um discurso curto, seco e carregado de ironia chata e sem sal feito os caras do Casseta & Planeta. Podem consultar qualquer artigo do Diogo Mainardi, seu expoente máximo talvez.
Já o discurso de esquerda é todo rebuscado, carregado de citações ao cretino do Marx, buscando passar seriedade. Palavras como mídia golpista, jornalhões e apologia a um monte de gente que quase ninguém conhece são sempre a ordem do dia. [afinal que tipo de indie/cult é você, se você não conhece ninguém do underground político?!?!?]. Como exemplo cito Mino Carta.
E para finalizar, digo que toda política é moralista. Apenas invertem a ordem dos valores. E enquanto houver moral, nada de bom virá desse ninho.
segunda-feira, agosto 27, 2007
sexta-feira, agosto 24, 2007
Bisbilhotice
Lula está nervoso.
Nervoso com as vaias, com o descontentamento que seu governo traz. Os riscos da democracia...
[Maquiavel é sempre útil!]
Dessa vez ele se queixa da imprensa. [azelite]
Diz que a imprensa divulga o que não deve. Quando Marco Aurélio Garcia fez seus gestos canalhescos no Palácio do Planalto após dois dias da tragédia do vôo da Tam a imprensa divulgou o fato.
Óbvio.
Um psicopata sem o mínimo de consciência como ele tem de ser revelado. Não é o que pensa Lula. A isso ele chama de "bisbilhotice da impensa". É invasão de privacidade. A imprensa passou uma imagem errada do ministro.
Ora... o que seria então o gesto? Qual a outra definição para o ato?
Infelicidade... Assim Lula afirma. Marco havia sido pego em um momento infeliz. Assim com Marta, Palocci, Angela... Enfim, toda sua equipe.
Cansei de xingar esse povo...
Nervoso com as vaias, com o descontentamento que seu governo traz. Os riscos da democracia...
[Maquiavel é sempre útil!]
Dessa vez ele se queixa da imprensa. [azelite]
Diz que a imprensa divulga o que não deve. Quando Marco Aurélio Garcia fez seus gestos canalhescos no Palácio do Planalto após dois dias da tragédia do vôo da Tam a imprensa divulgou o fato.
Óbvio.
Um psicopata sem o mínimo de consciência como ele tem de ser revelado. Não é o que pensa Lula. A isso ele chama de "bisbilhotice da impensa". É invasão de privacidade. A imprensa passou uma imagem errada do ministro.
Ora... o que seria então o gesto? Qual a outra definição para o ato?
Infelicidade... Assim Lula afirma. Marco havia sido pego em um momento infeliz. Assim com Marta, Palocci, Angela... Enfim, toda sua equipe.
Cansei de xingar esse povo...
terça-feira, agosto 21, 2007
Tendencias e paradas
imoAndo muito nietzscheno. Lendo Nietzsche demais.
Estudei lógica e linguagem por anos. Wittgenstein, Russel, Peano, Platão, Frege... Enfim, um monte de matemático e filósofo alemão chato.
Esvaziei o mundo de significado. Esse foi o primeiro passo. Li então umas resenhas e artigos sobre E. Husserl. Descobri um pouco mais sobre recortes do mundo. Sobre costrução da realidade subjetiva. Antes porém havia lido Sartre. Meu mundo então se torna um recorte e um recorte totalmente espalhado onde via-se o todo fragmentado. Ou seja, as partes.
[Um estilete sem o cabo.]
Kant me ensina sobre moral, Descartes sobre como ter controle.
Jogo tudo isso fora então. Veio a "crise dos 3 anos" comum no curso de filosofia. Curso... começo meio e fim. Então eu dis-cursei.
Sai do curso, sai do caminho.
Tornei-me um niilista.
Ai chegou Nietzsche. Me reergui.
Então chegaram pessoas em minha vida, que conversam comigo sem estarem mortas. Essas eu protejo.
Essas estão comigo. Entre elas a pessoa que "será como eu sou e digo mais, você vai ser muito feliz."
Estudei lógica e linguagem por anos. Wittgenstein, Russel, Peano, Platão, Frege... Enfim, um monte de matemático e filósofo alemão chato.
Esvaziei o mundo de significado. Esse foi o primeiro passo. Li então umas resenhas e artigos sobre E. Husserl. Descobri um pouco mais sobre recortes do mundo. Sobre costrução da realidade subjetiva. Antes porém havia lido Sartre. Meu mundo então se torna um recorte e um recorte totalmente espalhado onde via-se o todo fragmentado. Ou seja, as partes.
[Um estilete sem o cabo.]
Kant me ensina sobre moral, Descartes sobre como ter controle.
Jogo tudo isso fora então. Veio a "crise dos 3 anos" comum no curso de filosofia. Curso... começo meio e fim. Então eu dis-cursei.
Sai do curso, sai do caminho.
Tornei-me um niilista.
Ai chegou Nietzsche. Me reergui.
Então chegaram pessoas em minha vida, que conversam comigo sem estarem mortas. Essas eu protejo.
Essas estão comigo. Entre elas a pessoa que "será como eu sou e digo mais, você vai ser muito feliz."
sexta-feira, agosto 17, 2007
Sobre alguns dias [ou: como poucas palavras podem me deixar realmente triste...]
Palavras não são somente palavras.
Palavras, eu já disse, são pensamentos cantados. Palavras revelam a vontade.
MINHAS PALAVRAS pelo menos são assim.
Quando digo que quero fazer algo, não estou brincando. Não jogo xadrez com pessoas. Não faço lances em falso. A vida é feito uma luta.
Não faça de conta que vai socar. Soque.
Não faça de conta que vai chutar. Chute.
Então quando eu digo que quero alguém, é porque eu quero esse alguém.
Se eu digo que estou me doando a alguém, é porque estou me doando a esse alguém.
E nada muda esse fato.
Sou muitas coisas nessa vida. Bruto, aloprado, danado, ensandecido...
Mas, sou também o Raffa. E o Raffa é mais do que somente isso.
O Raffa é o que é. E todo ele quer ser feliz, e trazer felicidade a alguém. Um único alguém.
Porque tem dias que são tão profundos que é até difícil respirar
Palavras, eu já disse, são pensamentos cantados. Palavras revelam a vontade.
MINHAS PALAVRAS pelo menos são assim.
Quando digo que quero fazer algo, não estou brincando. Não jogo xadrez com pessoas. Não faço lances em falso. A vida é feito uma luta.
Não faça de conta que vai socar. Soque.
Não faça de conta que vai chutar. Chute.
Então quando eu digo que quero alguém, é porque eu quero esse alguém.
Se eu digo que estou me doando a alguém, é porque estou me doando a esse alguém.
E nada muda esse fato.
Sou muitas coisas nessa vida. Bruto, aloprado, danado, ensandecido...
Mas, sou também o Raffa. E o Raffa é mais do que somente isso.
O Raffa é o que é. E todo ele quer ser feliz, e trazer felicidade a alguém. Um único alguém.
Porque tem dias que são tão profundos que é até difícil respirar
sexta-feira, agosto 10, 2007
Sobre a felicidade [ou: falando sobre as pessoas que são sinceras através de seu oposto]
Algumas línguas ferem-se. Prendem-se entre os dentes, e isto as torna miseráveis.
As palavras são desenhos cantados do pensamento. A voz o instrumento que serve de porta voz ao intelecto.
Morda sua língua, suprima então o pensamento, e terá sua dose de indigestão.
Terá idéias rodando entre a cabeça, pairando, pedindo para serem goraadas, para saírem.
Logo após, sentir-se-á cheio e cansado. Empanzinado.
Comeu demais, não evacuou. Começará o re-sentir.
É necessário... Cuidado então com as linguas presas. Cuidado então com as bocas que deixam apenas escapar o mel. Estas bocas, retém a sujeira, possuem cabeças cheias de veneno.
E esse veneno arrumará um jeito de sair.
Nascerá então a traição!
As palavras são desenhos cantados do pensamento. A voz o instrumento que serve de porta voz ao intelecto.
Morda sua língua, suprima então o pensamento, e terá sua dose de indigestão.
Terá idéias rodando entre a cabeça, pairando, pedindo para serem goraadas, para saírem.
Logo após, sentir-se-á cheio e cansado. Empanzinado.
Comeu demais, não evacuou. Começará o re-sentir.
É necessário... Cuidado então com as linguas presas. Cuidado então com as bocas que deixam apenas escapar o mel. Estas bocas, retém a sujeira, possuem cabeças cheias de veneno.
E esse veneno arrumará um jeito de sair.
Nascerá então a traição!
quinta-feira, agosto 09, 2007
Ecce...
Minhas fontes, minhas perturbações.
Meus desejos mais sublimes!
O retorno dionisíaco. A arte novamente.
Sobre condições ainda inefáveis, imperscrutáveis um beijo aconteceu.
Meu espírito se foi ao sétimo céu, mas ainda assim mantive-me em mim.
Será sempre eu. Será sempre ela.
"Será sempre como eu sou e digo mais, você vai ser muito feliz."
Nunca uma necessidade, nunca um "eu devo". Sempre um "eu quero."
Sempre um "nós queremos."
Meus desejos mais sublimes!
O retorno dionisíaco. A arte novamente.
Sobre condições ainda inefáveis, imperscrutáveis um beijo aconteceu.
Meu espírito se foi ao sétimo céu, mas ainda assim mantive-me em mim.
Será sempre eu. Será sempre ela.
"Será sempre como eu sou e digo mais, você vai ser muito feliz."
Nunca uma necessidade, nunca um "eu devo". Sempre um "eu quero."
Sempre um "nós queremos."
quarta-feira, agosto 08, 2007
Aquém de bem e mal por opção
Quantos tem a empáfia de se dar ao luxo de serem o que são?
Quantos tem a coragem de abraçarem o luxo de se sentirem mal?
Quantos tem a sinceridade de separar o que faz bem e o que não faz?
Pois é fato. Sou humano, demasiado humano. Não desejo para mim nada além disso.
A lei de granito: "torna-te quem tu és."
E sendo humano, sou acometido de todas as consequências de se-lo. Fico triste, fico com raiva. Sinto ódio, sinto dor. Sou niilista, e esse desejo do nada, eu enxergo não como o fim, mas um começo. Temos de pensar sempre com o martelo. Porque a vida começa sempre com quem teve a audácia e a coragem de se sentir mal. A vida começa após o flerte com o nada.
Mas... a melhor parte de ser humano, é saber que posso ser tudo isso, mas que isso não me impede de outras coisas. Saber que sou Vontade de Potência.
Sim. Estou apaixonado. Tremendamente apaixonado. Amavelmente apaixonado. Felizmente apaixonado. Enormemente apaixonado. Perdidamente apaixonado. [ecos dos poetas e filósofos pré-socráticos.]
Mas ainda sou uma dinamite. A diferença é que agora tenho mais critérios ao explodir.
Quantos tem a coragem de abraçarem o luxo de se sentirem mal?
Quantos tem a sinceridade de separar o que faz bem e o que não faz?
Pois é fato. Sou humano, demasiado humano. Não desejo para mim nada além disso.
A lei de granito: "torna-te quem tu és."
E sendo humano, sou acometido de todas as consequências de se-lo. Fico triste, fico com raiva. Sinto ódio, sinto dor. Sou niilista, e esse desejo do nada, eu enxergo não como o fim, mas um começo. Temos de pensar sempre com o martelo. Porque a vida começa sempre com quem teve a audácia e a coragem de se sentir mal. A vida começa após o flerte com o nada.
Mas... a melhor parte de ser humano, é saber que posso ser tudo isso, mas que isso não me impede de outras coisas. Saber que sou Vontade de Potência.
Sim. Estou apaixonado. Tremendamente apaixonado. Amavelmente apaixonado. Felizmente apaixonado. Enormemente apaixonado. Perdidamente apaixonado. [ecos dos poetas e filósofos pré-socráticos.]
Mas ainda sou uma dinamite. A diferença é que agora tenho mais critérios ao explodir.
segunda-feira, agosto 06, 2007
O dia em que o brasil [com b minúsculo mesmo] devia ter parado.
"Gente, olha o que aconteceu e todo mundo viajando normalmente. São seres humanos que morreram." - Rosa 30 anos, mulher de Paulo Solano Batista, familiar de uma das vítimas da tragédia da TAM.
Seu marido fazia um protesto contra os vôos. Queria que os vôos parassem. Ela chorava.
Wittgenstein em seu livro Tractattus Lógicu-Philosophico:
O mundo é tudo o que é fato. Fatos são todas as relações possíves de objetos.
Você é um objeto no mundo. Um objeto que fala, pensa, e nomeia.
Então não venha me dizer que não dá pra parar, que temos compromisso e eles nos obrigam a por exemplo voar de um lado para outro.
O mundo é fato, que são descritos por objetos, inclusive nós. E nossa relação com outros objetos, somos nós quem decidimos.
Paramos quando decidimos. Fazemos o que bem queremos.
E se puderem ler esse post porco ouvindo "O dia que a Terra parou" do Raul Seixas, melhor.
Seu marido fazia um protesto contra os vôos. Queria que os vôos parassem. Ela chorava.
Wittgenstein em seu livro Tractattus Lógicu-Philosophico:
O mundo é tudo o que é fato. Fatos são todas as relações possíves de objetos.
Você é um objeto no mundo. Um objeto que fala, pensa, e nomeia.
Então não venha me dizer que não dá pra parar, que temos compromisso e eles nos obrigam a por exemplo voar de um lado para outro.
O mundo é fato, que são descritos por objetos, inclusive nós. E nossa relação com outros objetos, somos nós quem decidimos.
Paramos quando decidimos. Fazemos o que bem queremos.
E se puderem ler esse post porco ouvindo "O dia que a Terra parou" do Raul Seixas, melhor.
sábado, agosto 04, 2007
Não dá!!!
Estou há algum tempo falando pouco de política aqui no Pub 66, e há uma razão para isso. Há meses a crise aérea me põe pra pensar, como todo mundo. E então houve a tragédia, onde morreram pessoas as centenas, e todos os veículos de informação pontuaram sobre. Já me chamaram de Nietzschano, e não o fizeram por mal. Minha dialética se fundamenta em mostrar fatos. Nunca fiz outra coisa que não fosse isso. Abrir a carne e mostrar os vermes que estão escondidos lá.
Mas dessa vez... seria indelicadeza demais, [embora eu seja um tanto quanto insensível] servir um café amargo sobre essa tragédia.
Ela já é amarga por si só.
Mas eu preciso desabafar. Preciso usar esse fato para desabafar. Peço desculpas as famílias, mas tenho.
Marillena Chauí [filósofa uspiana do governo] afirma que a crise aérea foi uma invenção da mídia e das elites golpistas, assim como o mensalão. Lula mais uma vez não sabia de nada. Ele nunca sabe. Sua declaração para acalmar a todos, foi dizer que quando ele entra num avião, ele coloca tudo nas mãos de Deus [letra maiúscula, olha meu bom humor]. Ao ser vaiado, atribui as vaias a crianças, que querem brincar de fazer democracia. Feito criança birrenta, diz que se é pra brigar, todos sabem que ele é quem coloca mais pessoas na rua.
Lula é um eterno candidato. Um eterno fanfarrão, bêbado, infantil e mimado, por declarações como a da Chauí.
E de boa... Quero que os dois morram. E falo sério.
Mas dessa vez... seria indelicadeza demais, [embora eu seja um tanto quanto insensível] servir um café amargo sobre essa tragédia.
Ela já é amarga por si só.
Mas eu preciso desabafar. Preciso usar esse fato para desabafar. Peço desculpas as famílias, mas tenho.
Marillena Chauí [filósofa uspiana do governo] afirma que a crise aérea foi uma invenção da mídia e das elites golpistas, assim como o mensalão. Lula mais uma vez não sabia de nada. Ele nunca sabe. Sua declaração para acalmar a todos, foi dizer que quando ele entra num avião, ele coloca tudo nas mãos de Deus [letra maiúscula, olha meu bom humor]. Ao ser vaiado, atribui as vaias a crianças, que querem brincar de fazer democracia. Feito criança birrenta, diz que se é pra brigar, todos sabem que ele é quem coloca mais pessoas na rua.
Lula é um eterno candidato. Um eterno fanfarrão, bêbado, infantil e mimado, por declarações como a da Chauí.
E de boa... Quero que os dois morram. E falo sério.
quinta-feira, agosto 02, 2007
Miscelânia de aforismas Raffaelianos sobre si. [b-part]
"A solidão cobra um preço alto, e aquele que a busca deve estar pronto a pagar. Uma vez conquistada não é possível negá-la."
"Sou covarde. Minha caminhada eu parei no meio. Fato."
"Todas as pessoas demonstram traços de caráter que podem ser invertidos. Trate de encontrar uma que você não queira inverter."
"A fé é algo tão tangível quanto um par de asas. Cabe a você usá-la como bem entende."
"Afirmei que o amor é inefável, e ainda afirmo. Isso porém não limita ninguém a senti-lo."
"Atenção ao mínimo do discurso. Pontos finais matam o pensamento. Vírgulas, fazem a separação de corpos. Exclamações, demonstram o espírito. Interrogações revelam o interesse. Reticências comportam o infinito entre si."
"Algumas pessoas se vão. Mas suas virtudes podem ser encontradas em pessoas raras. E isso é um recado para alguém."
"Cada palavra não dita potencializa a iminência de um conflito. Aquele que busca a solidão, deverá se acostumar com isso."
"Eu reneguei minha solidão. E ainda não sei porque. Mas posso para que o fiz. Dizer em nome de quem o fiz."
Esse é o Raffa sem escudos. Sem bebida. Sem café. Sem raiva. Sem ódio. Sem vingança.
Um raffa mais leve, para usar melhor sua fé.
"Sou covarde. Minha caminhada eu parei no meio. Fato."
"Todas as pessoas demonstram traços de caráter que podem ser invertidos. Trate de encontrar uma que você não queira inverter."
"A fé é algo tão tangível quanto um par de asas. Cabe a você usá-la como bem entende."
"Afirmei que o amor é inefável, e ainda afirmo. Isso porém não limita ninguém a senti-lo."
"Atenção ao mínimo do discurso. Pontos finais matam o pensamento. Vírgulas, fazem a separação de corpos. Exclamações, demonstram o espírito. Interrogações revelam o interesse. Reticências comportam o infinito entre si."
"Algumas pessoas se vão. Mas suas virtudes podem ser encontradas em pessoas raras. E isso é um recado para alguém."
"Cada palavra não dita potencializa a iminência de um conflito. Aquele que busca a solidão, deverá se acostumar com isso."
"Eu reneguei minha solidão. E ainda não sei porque. Mas posso para que o fiz. Dizer em nome de quem o fiz."
Esse é o Raffa sem escudos. Sem bebida. Sem café. Sem raiva. Sem ódio. Sem vingança.
Um raffa mais leve, para usar melhor sua fé.
domingo, julho 29, 2007
Papéis
Papéis são importantes.
Todos eles. Cada um tem algo contido. E é algo geralmente insubstituível.
Algo que faz falta. Algo com valor. E por ter valor, outras pessoas não deveria mexer.
Palavras... letras... ou números. No meu caso falo de papéis com números.
Um papel com oito números.
Um papel que não deveria sumir. Um papel que deveria estar ali, porque é importante pra mim.
Agora eu to emputecido da vida. São exatamente 01:06. Amanhã eu acordo as 05:20 e estou com a velha insônia de volta. Um copo bem servido de café, ignorando o Podereso Chefão na tv.
Tudo porque sumiram com um papel.
Tudo porque eu não sou tão auto suficiente como pensei que era.
Tudo porque de repente apareceu alguém que não estava escrito. Alguém com quem eu não contava, quando planejava minha vida.
Preciso da mais café. Preciso ouvir os conselhos de Don Vito Corleone.
E principalmente...
EU PRECISO DO TELEFONE DELA!!!
Todos eles. Cada um tem algo contido. E é algo geralmente insubstituível.
Algo que faz falta. Algo com valor. E por ter valor, outras pessoas não deveria mexer.
Palavras... letras... ou números. No meu caso falo de papéis com números.
Um papel com oito números.
Um papel que não deveria sumir. Um papel que deveria estar ali, porque é importante pra mim.
Agora eu to emputecido da vida. São exatamente 01:06. Amanhã eu acordo as 05:20 e estou com a velha insônia de volta. Um copo bem servido de café, ignorando o Podereso Chefão na tv.
Tudo porque sumiram com um papel.
Tudo porque eu não sou tão auto suficiente como pensei que era.
Tudo porque de repente apareceu alguém que não estava escrito. Alguém com quem eu não contava, quando planejava minha vida.
Preciso da mais café. Preciso ouvir os conselhos de Don Vito Corleone.
E principalmente...
EU PRECISO DO TELEFONE DELA!!!
sábado, julho 28, 2007
Ziguezague liberador
"De acordo com reportagem publicada na edição deste sábado da Folha de são paulo, o fiscal Agnaldo Molina Esteves fez três ziguezagues com o carro na pista e não visualizou nenhuma poça ou lâmina d'água. Seu relato fez a pista do aeroporto ser liberada minutos depois." - do site do jornal a Folha de são paulo.
É necessário falar algo mais?
É necessário falar algo mais?
quarta-feira, julho 25, 2007
Jabor e Mainardi
Jabor. Mainardi
Tai dois caras que eu admiro. Vi o Jabor falando sobre um depoimento da aeronáutica sobre o caso do avião que explodiu. Vi também o podcast do Diogo Mainardi sobre o mesmo assunto.
Jabor fala que não é hora de buscar culpados. O que passou, passou, e o povo não tem de querer derrubar, mas sim construir. Está na hora de dar as mãos e levantar o país, juntando o povo e o governo.
Mainardi fala sobre o silêncio. O silêncio de Lula. Este nada disse sobre o caso, nem sobre suas vaias. Típico. Está deixando o povo esquecer. O povo é burro sempre esquece. Maquiavel está certo. [Nietzsche, Maquiavel, Heráclito, Diógenes o Cão, Sun-Tzu, Napoleão... É. Minhas leituras são no mínimo déspotas.] Mainardi continua dizendo que se o presidente acha que está tudo bem no aeroporto, ele que vá pousar com o aerolula lá [trocadilho sem intenção] com as mesmas condições do fatídico vôo. E no aerolula ele pode colocar o Palocci, Marcos Valério, Mino Carta, Ângela Guadagnim, Renan Calheiros, Marta Suplicy, seu filho Lulinha...
Precisamos de culpados. Para puni-los. Matá-los. Arrancar suas tripas, por serem tão desgraçados com a população.
E nesse pouso do aerolula, eu descolo um lugar para o Jabor.
Tai dois caras que eu admiro. Vi o Jabor falando sobre um depoimento da aeronáutica sobre o caso do avião que explodiu. Vi também o podcast do Diogo Mainardi sobre o mesmo assunto.
Jabor fala que não é hora de buscar culpados. O que passou, passou, e o povo não tem de querer derrubar, mas sim construir. Está na hora de dar as mãos e levantar o país, juntando o povo e o governo.
Mainardi fala sobre o silêncio. O silêncio de Lula. Este nada disse sobre o caso, nem sobre suas vaias. Típico. Está deixando o povo esquecer. O povo é burro sempre esquece. Maquiavel está certo. [Nietzsche, Maquiavel, Heráclito, Diógenes o Cão, Sun-Tzu, Napoleão... É. Minhas leituras são no mínimo déspotas.] Mainardi continua dizendo que se o presidente acha que está tudo bem no aeroporto, ele que vá pousar com o aerolula lá [trocadilho sem intenção] com as mesmas condições do fatídico vôo. E no aerolula ele pode colocar o Palocci, Marcos Valério, Mino Carta, Ângela Guadagnim, Renan Calheiros, Marta Suplicy, seu filho Lulinha...
Precisamos de culpados. Para puni-los. Matá-los. Arrancar suas tripas, por serem tão desgraçados com a população.
E nesse pouso do aerolula, eu descolo um lugar para o Jabor.
terça-feira, julho 24, 2007
"Máximas e aforismas Raffalenianos sobre si"
"Todos os dias eu me olho no espelho. Custo a acreditar que o que vejo lá sou eu. Ainda existe algo de cristão nos olhos que eu vejo. Existe a vontade de ser aceito."
"Toda lógica morre em si, e para si. A sua limitação é também sua força. E com a lógica descubro coisas que não gostaria. Maldita a hora em que abri meu primeiro livro."
"Egoísmo. Meu ego é só meu. Se eu não alimentá-lo não quero que ninguém mais o faça."
"Sobre ser sozinho, digo: isso não me aflige tanto quanto no passado. É necessário respirar o ar das altas montanhas, e não quero ninguém ao meu lado roubando esse ar."
"Quanto ao amor, nada posso dizer. Ele é inefável por definição."
"Dialética nefasta, sempre diz de onde veio cada palavra, e para onde vai a próxima. Nesse meio vive o filósofo. É lá que estou."
"A coragem de ser filósofo reside em um fato talvez único. O fato de que cada passo para dentro da filosofia, é um passo mais longe daquilo que te faz humano."
"Bondade e caridade, felicidade e solidariedade. Tais coisas se reservam a outros. Aos filósofos, [e também a mim] a verdade."
"Vivo dizendo coisas sobre mim. Geralmente não sou ouvido. Porque se fosse, eu teria menos amigos. Teria menos pessoas para me ouvir. Mas tudo bem. Agradeço a essa surdez seletiva."
"Toda lógica morre em si, e para si. A sua limitação é também sua força. E com a lógica descubro coisas que não gostaria. Maldita a hora em que abri meu primeiro livro."
"Egoísmo. Meu ego é só meu. Se eu não alimentá-lo não quero que ninguém mais o faça."
"Sobre ser sozinho, digo: isso não me aflige tanto quanto no passado. É necessário respirar o ar das altas montanhas, e não quero ninguém ao meu lado roubando esse ar."
"Quanto ao amor, nada posso dizer. Ele é inefável por definição."
"Dialética nefasta, sempre diz de onde veio cada palavra, e para onde vai a próxima. Nesse meio vive o filósofo. É lá que estou."
"A coragem de ser filósofo reside em um fato talvez único. O fato de que cada passo para dentro da filosofia, é um passo mais longe daquilo que te faz humano."
"Bondade e caridade, felicidade e solidariedade. Tais coisas se reservam a outros. Aos filósofos, [e também a mim] a verdade."
"Vivo dizendo coisas sobre mim. Geralmente não sou ouvido. Porque se fosse, eu teria menos amigos. Teria menos pessoas para me ouvir. Mas tudo bem. Agradeço a essa surdez seletiva."
segunda-feira, julho 23, 2007
Tempo ruim
Aqui estou eu. Outro dia sem dormir, outra briga, outra confusão sem porque.
Estive parado, bebendo cerveja, sozinho na porta do meu querido bar. Mas todos sabem que nesse mundo nada é perfeito e agora eu tenho que voltar a me preocupar. No outro dia eu bem que queria passar um dia que fosse como se fosse normal. A vida bem que podia me ser complacente, e me falar gentilmente, mas não. Ela sempre prefere latir:
"- Seu boçal, retardado mental. Seu nome é dito pelos mais imbecis. Você se tornou o mais canalha, e tem o dom de fazer o lugar esvaziar. Não há porque ser cheio de si."
Na verdade fico pensando no quanto é ruim ser como sou. Bebo demais, falo demais, resmungo demais, brigo demais. Sendo como sou o que é que eu recebo?
Não sei dizer quem eu espero, nem em quem acredito, e querendo ter mais que mitos o que é que se recebe? A vontade é de destruir. E não dá pra ser diferente, com tanta gente me olhando esquisito. Não dá pra ser diferente, e o que eu tenho feito, não dá pra chamar de bonito.
Quanto as certezas que tanto pedi, veio-me poucas. Sei que nada será como costuma ser, e que a estrada me deu as costas. Na minha mão a cerveja já esquentou. O vento não sopra a meu favor, e do meu lado a raiva que sempre vai me consumir.
Estive parado, bebendo cerveja, sozinho na porta do meu querido bar. Mas todos sabem que nesse mundo nada é perfeito e agora eu tenho que voltar a me preocupar. No outro dia eu bem que queria passar um dia que fosse como se fosse normal. A vida bem que podia me ser complacente, e me falar gentilmente, mas não. Ela sempre prefere latir:
"- Seu boçal, retardado mental. Seu nome é dito pelos mais imbecis. Você se tornou o mais canalha, e tem o dom de fazer o lugar esvaziar. Não há porque ser cheio de si."
Na verdade fico pensando no quanto é ruim ser como sou. Bebo demais, falo demais, resmungo demais, brigo demais. Sendo como sou o que é que eu recebo?
Não sei dizer quem eu espero, nem em quem acredito, e querendo ter mais que mitos o que é que se recebe? A vontade é de destruir. E não dá pra ser diferente, com tanta gente me olhando esquisito. Não dá pra ser diferente, e o que eu tenho feito, não dá pra chamar de bonito.
Quanto as certezas que tanto pedi, veio-me poucas. Sei que nada será como costuma ser, e que a estrada me deu as costas. Na minha mão a cerveja já esquentou. O vento não sopra a meu favor, e do meu lado a raiva que sempre vai me consumir.
quinta-feira, julho 19, 2007
Pan pra que?
Vamos lá. Vamos parar para pensar.
Fome e miséria no país. Amazônia indo pro buraco.
Crise aérea [nem cito o fato da terrível treagédia, que tenho razões para crer que poderia ter sido de certa forma evitada com uma pista de pouso como as inglesas, com quatro quilômetros, o dobro das nossas]. CPI dos bingos. PCC. Comando vermelho. Favelas. Desemprego. Infraestrutura rodoviária horrível. Pedágios superfaturados. CPI dos correios. Corrupção a flor da pele. Senadores psicopatas. Previdência social aos cacos. Racismo em voga nas universidades com suas cotas. Valérioduto. Dossiêgate. Martaxa rindo da gente. Angela dançando no plenário. Absolvição em massa dos corruptos. Ensino péssimo. Hospitais falidos. Outros presidentes [Evo e Hugo] rindo da nossa cara. E por ai vai. Poderia passar uma vida ou duas escrevendo os problemas desse país imundo.
E com tudo isso, gasta-se absurdos para reformar estádios? Vá se foder!
A única coisa para que o Pan serviu foi para que o povo do Rio pudesse vaiar o cuzão do Lula, que percebeu que não se pode comprar afeto.
Fome e miséria no país. Amazônia indo pro buraco.
Crise aérea [nem cito o fato da terrível treagédia, que tenho razões para crer que poderia ter sido de certa forma evitada com uma pista de pouso como as inglesas, com quatro quilômetros, o dobro das nossas]. CPI dos bingos. PCC. Comando vermelho. Favelas. Desemprego. Infraestrutura rodoviária horrível. Pedágios superfaturados. CPI dos correios. Corrupção a flor da pele. Senadores psicopatas. Previdência social aos cacos. Racismo em voga nas universidades com suas cotas. Valérioduto. Dossiêgate. Martaxa rindo da gente. Angela dançando no plenário. Absolvição em massa dos corruptos. Ensino péssimo. Hospitais falidos. Outros presidentes [Evo e Hugo] rindo da nossa cara. E por ai vai. Poderia passar uma vida ou duas escrevendo os problemas desse país imundo.
E com tudo isso, gasta-se absurdos para reformar estádios? Vá se foder!
A única coisa para que o Pan serviu foi para que o povo do Rio pudesse vaiar o cuzão do Lula, que percebeu que não se pode comprar afeto.
quarta-feira, julho 18, 2007
Querer ser.
Nada será como devia ser, nada vai ser fácil.
Já não sei o que espera por mim, e minha arrogância se volta contra seu dono.
Toda expectativa é frustrante. Todo apego, raíz do sofrimento. Em meus dedos porosos o suor.
Em meus dias a droga da minha vida.
Em cada esquina algo não vivido. Nas sarjetas os sonhos que ousei sonhar. [mas a ressalva cai bem. Quem não é assim? Vai saber.]
Nesses dias eu fico mais emputecido. Mas isso é normal.
O anormal é que estou de certa forma mais triste. Isso me incomoda.
Toda a certeza que tenho é que o vento não parece estar ao meu favor. A estrada anda fugindo de meus pés.
A cerveja na minha mão está esquentando, e não há ninguém ao meu lado.
As nuvens estão fechando. Inferno... parece que vai chover.
É inverno, e droga! Me sinto fraco, fruto de meu querer ser mais humano...
Já não sei o que espera por mim, e minha arrogância se volta contra seu dono.
Toda expectativa é frustrante. Todo apego, raíz do sofrimento. Em meus dedos porosos o suor.
Em meus dias a droga da minha vida.
Em cada esquina algo não vivido. Nas sarjetas os sonhos que ousei sonhar. [mas a ressalva cai bem. Quem não é assim? Vai saber.]
Nesses dias eu fico mais emputecido. Mas isso é normal.
O anormal é que estou de certa forma mais triste. Isso me incomoda.
Toda a certeza que tenho é que o vento não parece estar ao meu favor. A estrada anda fugindo de meus pés.
A cerveja na minha mão está esquentando, e não há ninguém ao meu lado.
As nuvens estão fechando. Inferno... parece que vai chover.
É inverno, e droga! Me sinto fraco, fruto de meu querer ser mais humano...
terça-feira, julho 17, 2007
Um dia feito quase dez anos atrás.
Um erro muito frequente é confundir metáforas.
Outro erro muito frequente é procurar metáforas onde elas não existem.
Mas de erro em erro a galinha enche o papo.
Lembro de quando eu tinha 16 [como na música] e algumas coisas eram muito diferentes do que são. O que me incomoda hoje é o que não mudou.
E percebo que tudo está diferente, mas lá dentro, onde às vezes eu tenho medo de olhar, aquele quebra cabeça sujo está do mesmo jeito.
Cada peça está em um lugar que não deveria estar.
Algumas coisas devem se tornar ferramentas, mas eu tenho que ser quase lúdico, quando tento falar de mim.
Parte é medo. Parte é preguiça. Parte é porque tem tantos pedaços soltos e estragados que fica difícil lembrar de todos.
E quando eu digo que eu sangro, que luto, que procuro a exaustão e a dor, o erro acima dito se repete.
Não procure pelo lado bom, supondo que ele existe. Às vezes um charuto é só um charuto.
Outro erro muito frequente é procurar metáforas onde elas não existem.
Mas de erro em erro a galinha enche o papo.
Lembro de quando eu tinha 16 [como na música] e algumas coisas eram muito diferentes do que são. O que me incomoda hoje é o que não mudou.
E percebo que tudo está diferente, mas lá dentro, onde às vezes eu tenho medo de olhar, aquele quebra cabeça sujo está do mesmo jeito.
Cada peça está em um lugar que não deveria estar.
Algumas coisas devem se tornar ferramentas, mas eu tenho que ser quase lúdico, quando tento falar de mim.
Parte é medo. Parte é preguiça. Parte é porque tem tantos pedaços soltos e estragados que fica difícil lembrar de todos.
E quando eu digo que eu sangro, que luto, que procuro a exaustão e a dor, o erro acima dito se repete.
Não procure pelo lado bom, supondo que ele existe. Às vezes um charuto é só um charuto.
segunda-feira, julho 09, 2007
Não ser.
Não posso me negar o mundo. Não posso me negar a vida.
Na verdade posso, mas não quero. No fim de tudo não passo de um mimado. Narciso talvez... Uma certa moça que lê Clarice e gosta da capa do livro do Deleuze sabe um pouco sobre isso. Pouco, mas sabe, e isso por si só já é algo raro.
Fato é que sexta eu quase joguei a televisão no chão. Vi um trecho de uma novela com minha mãe e como ela está novamente boa, posso voltar a ser o mal humorado de sempre. Aquilo não tem nada a ver com minha vida. Nada a ver com minha realidade. Tudo é superficial.
Nada lá fede. Nada lá sangra. Nada lá soa.
Todos choram. Todos riem. Todos são felizes.
Felizes demais.
Ninguém é sozinho. Ninguém pensa em nada além do que todos pensam. Fulano ama beltrano que ama cicrano. Mas no fim, sempre dá certo.
Isso não é minha vida. Sou comum. E nada sai do que é comum. Não sofro demais, não sou feliz demais. Em compensação não sou de plástico. Não sou artificial.
Eu vivo sangrando. Eu vivo fedendo. Eu vivo suado.
Porque estou vivo. Porque eu sou o não ser.
Porque eu sou a contradição.
Na verdade posso, mas não quero. No fim de tudo não passo de um mimado. Narciso talvez... Uma certa moça que lê Clarice e gosta da capa do livro do Deleuze sabe um pouco sobre isso. Pouco, mas sabe, e isso por si só já é algo raro.
Fato é que sexta eu quase joguei a televisão no chão. Vi um trecho de uma novela com minha mãe e como ela está novamente boa, posso voltar a ser o mal humorado de sempre. Aquilo não tem nada a ver com minha vida. Nada a ver com minha realidade. Tudo é superficial.
Nada lá fede. Nada lá sangra. Nada lá soa.
Todos choram. Todos riem. Todos são felizes.
Felizes demais.
Ninguém é sozinho. Ninguém pensa em nada além do que todos pensam. Fulano ama beltrano que ama cicrano. Mas no fim, sempre dá certo.
Isso não é minha vida. Sou comum. E nada sai do que é comum. Não sofro demais, não sou feliz demais. Em compensação não sou de plástico. Não sou artificial.
Eu vivo sangrando. Eu vivo fedendo. Eu vivo suado.
Porque estou vivo. Porque eu sou o não ser.
Porque eu sou a contradição.
quinta-feira, julho 05, 2007
Ela voltou.
Ela voltou.
Brigou comigo, reclamou que eu deixei o quintal mal lavado e que a casa está mal arrumada. Disse que eu pratico kung fu demais, que eu leio demais, que eu escrevo demais e que eu fico tempo demais no computador. [O que me faz pensar... se eu realmente faço tudo isso demais como ela fala, quantas horas tem meu dia?]
Reclamou do meu café, que a louça precisava ser lavada, que o fogão estava imundo, que minha cachorra estava fazendo bagunça demais.
Brigou porque meu quarto estava mal arrumado. Porque tinha muitos livros pelo chão, muita revista perto da televisão, muitas apostilas em cima da cama, muito jornal velho guardado.
Meus cd's espalhados pela estante, minha correspondência ragada, minhas dívidas a serem pagas. Minha coberta jogada no sofá, a luz da sala acesa sem ninguém, a televisão falando sozinha. A roupa espalhada pelos cantos da casa. Eu sem carta de motorista. Deu pra sacar para quem eu puxei?
Ela não morreu. Está se recuperando, mas está curada.
E no meio de tudo isso ela arrumou tempo para se preocupar comigo e me perguntar se eu tinha passado de semestre...
Brigou comigo, reclamou que eu deixei o quintal mal lavado e que a casa está mal arrumada. Disse que eu pratico kung fu demais, que eu leio demais, que eu escrevo demais e que eu fico tempo demais no computador. [O que me faz pensar... se eu realmente faço tudo isso demais como ela fala, quantas horas tem meu dia?]
Reclamou do meu café, que a louça precisava ser lavada, que o fogão estava imundo, que minha cachorra estava fazendo bagunça demais.
Brigou porque meu quarto estava mal arrumado. Porque tinha muitos livros pelo chão, muita revista perto da televisão, muitas apostilas em cima da cama, muito jornal velho guardado.
Meus cd's espalhados pela estante, minha correspondência ragada, minhas dívidas a serem pagas. Minha coberta jogada no sofá, a luz da sala acesa sem ninguém, a televisão falando sozinha. A roupa espalhada pelos cantos da casa. Eu sem carta de motorista. Deu pra sacar para quem eu puxei?
Ela não morreu. Está se recuperando, mas está curada.
E no meio de tudo isso ela arrumou tempo para se preocupar comigo e me perguntar se eu tinha passado de semestre...
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