Eu estava deitado no sofá, assistindo televisão. Não me lembro o que. Não era importante. Por volta das dez e meia eu ouço barulho no portão. Minha prima entra gritando porta adentro. Minha mãe desce as escadas, já chorando. Eu fiquei sem saber como reagir.
- A tia morreu... - diz minha prima - A tia morreu.
Deus... e agora...?
Sem ter mais o que fazer, chorei.
Nada parecia ser real. Eu me sentia como éter de um sonho macabro. Mas era verdade. Uma das pessoas que mais amei nesse mundo, que mais me quis bem, tinha ido.
A pessoa mais doce, mais fabulosa que eu já tinha conhecido até então. Um exemplo de bondade, de amor.
Eu aprendi a mentir com metáforas. Descobri o segredo das palavras e o que está por trás delas. Vivi sentimentos e sensações... Mas não consigo até hoje entender porque ela não está aqui.
Eu era pedra, e a luz dela me fez estrela.
A respiração que não vinha, páginas de um passado amassado, de dias que eu queria ter passado sendo mimado em seus braços. E todo carinho transformado em mais que distância... Não parece justo...
E sempre que paro e penso, e sinto e repenso eu vejo... ela parece estar aqui. Cuidando de mim dentro de seu abraço. Vivendo outra vida através de meus passos.
Nessa semana eu passei lá uma vez mais, como faço todos os anos, e conversei com ela. Por fim deixei um retrato meu mostrando o quanto eu mudei.
Fui embora, e ela continuou dormindo mais próxima de Deus...
Obrigado Dona Maria Antônia de Lima..
sábado, fevereiro 21, 2009
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Wittgenstein e a Novela - part II
E onde eu quero chegar?
Bom a linguagem não consegue alcançar nada de absoluto. Beleza.
O que seria bom absoluto não pode ser pensado. Só o bom relativo. Relativo a quem avalia. Isso justifica pensar que um tenista pode jogar péssimamente para seu padrão e muito bem para seu próprio padrão. Nada de anormal.
Temos um ato e dois julgamentos sobre o mesmo ato, e se ambos tem valores diferentes é sinal que o objeto em si, não possui valor algum, é antes disso o ser que o valoriza, e isso podemos pensar. Pensar assim, é o que Wittgenstein diz que é o ato de pensar.
Pois bem... diga agora, o que é melhor - ou o que seria "mais bom" -
Sonho de Uma Noite de Verão - William Shakespeare
Irmãos Karamázov - Fiódor Dostoiévisky
Guerra e Paz - Leon Tolstói
Lost - Seriado Cult
Big Brother Brasil 9 - Reality Show apelativo
Novela das Oito - Programa da TV Globo
[tempo para pensar...]
Sim... são todos iguais. Todos valem a mesma coisa. E fim de papo.
Bom a linguagem não consegue alcançar nada de absoluto. Beleza.
O que seria bom absoluto não pode ser pensado. Só o bom relativo. Relativo a quem avalia. Isso justifica pensar que um tenista pode jogar péssimamente para seu padrão e muito bem para seu próprio padrão. Nada de anormal.
Temos um ato e dois julgamentos sobre o mesmo ato, e se ambos tem valores diferentes é sinal que o objeto em si, não possui valor algum, é antes disso o ser que o valoriza, e isso podemos pensar. Pensar assim, é o que Wittgenstein diz que é o ato de pensar.
Pois bem... diga agora, o que é melhor - ou o que seria "mais bom" -
Sonho de Uma Noite de Verão - William Shakespeare
Irmãos Karamázov - Fiódor Dostoiévisky
Guerra e Paz - Leon Tolstói
Lost - Seriado Cult
Big Brother Brasil 9 - Reality Show apelativo
Novela das Oito - Programa da TV Globo
[tempo para pensar...]
Sim... são todos iguais. Todos valem a mesma coisa. E fim de papo.
sábado, janeiro 24, 2009
Wittgenstein e a novela - part I
Esse post vai ser grande. Quem não curte pode parar por aqui.
Pois bem. Wittgenstein em sua obra Tractatus Lógico Philosophico, nos diz algumas coisas sobre o pensamento. Uma delas é afirmar que o pensamento pensa algo. Não somente isso, mas quando dizemos que pensamos algo, é necessário dizer como se pensa esse algo. Wittgenstein então da um outro passo e nos mostra que o que regula o pensamento é a lógica.
Não podemos pensar ilogicamente, assim como não podemos dar coordenadas de locais que não existam. Ao dizer isso, Wittgenstein traça supostamente o limite do pensamento, daquilo que pode ser pensado. Qual limite? A própria lógica. Não podemos pensar nada que não seja lógico. Um contra senso tem lógica. O ilógico de fato, não pode ser pensado.
Quanto as leis da lógica que regulam nosso pensamento, cabe dizer que essas são as leis formalizadas por Aristóteles, que já aparecem em diálogos platonicos como Teeteto ou Górgias. Até mesmo Hípias Menor talvez. Falo do silogismo.
É o silogismo que regula o pensamento. A realidade é pensada de forma que seja possível compreender. O que torna a realidade possível de ser compreendida é a lógica.
Entretanto como já foi dito, pensamos algo. Esse algo, de acordo com Wittgenstein, mantém relação com outro algo. Não podemos pensar um objeto isolado no mundo. Sempre o pensamos dentro de um campo espacial, e dentro de coordenadas que o tempo nos oferece, para ficar em relações mais simples.
Pensamos algo que esteje dentro do tempo e do espaço. Que mantenha relações com o tempo e com o espaço. Faça um teste e tente pensar algo fora destes campos. Não dá. Portanto o pensamento pensa coisas que se relacionam com outras. Objetos absolutos que não precisem de relações são impossíveis de serem pensados.
Uma das coisas que sofrem com esse conceito, é o conceito de "Bom", "Mal", "Bem", "Mau". Se essas coisas são relativas, forma-se um problema, afinal como se pode condenar uma ação se a pessoa que a cometeu a considera algo bom?
Se esses conceitos são relativos, matar ou roubar são ações que não podem ser repreendidas, afinal quem determina o que seria repreensível ou não seria um ideal a ser alcançado. Se o ideal não é, a pessoa que não o fez é condenada com sansões físicas ou psicológicas.
Do outro lado, se esses conceitos são absolutos, não precisam de um referencial. Sendo assim não podem ser pensados.
E ai fode.
No próximo post eu mostro onde quero chegar...
Pois bem. Wittgenstein em sua obra Tractatus Lógico Philosophico, nos diz algumas coisas sobre o pensamento. Uma delas é afirmar que o pensamento pensa algo. Não somente isso, mas quando dizemos que pensamos algo, é necessário dizer como se pensa esse algo. Wittgenstein então da um outro passo e nos mostra que o que regula o pensamento é a lógica.
Não podemos pensar ilogicamente, assim como não podemos dar coordenadas de locais que não existam. Ao dizer isso, Wittgenstein traça supostamente o limite do pensamento, daquilo que pode ser pensado. Qual limite? A própria lógica. Não podemos pensar nada que não seja lógico. Um contra senso tem lógica. O ilógico de fato, não pode ser pensado.
Quanto as leis da lógica que regulam nosso pensamento, cabe dizer que essas são as leis formalizadas por Aristóteles, que já aparecem em diálogos platonicos como Teeteto ou Górgias. Até mesmo Hípias Menor talvez. Falo do silogismo.
É o silogismo que regula o pensamento. A realidade é pensada de forma que seja possível compreender. O que torna a realidade possível de ser compreendida é a lógica.
Entretanto como já foi dito, pensamos algo. Esse algo, de acordo com Wittgenstein, mantém relação com outro algo. Não podemos pensar um objeto isolado no mundo. Sempre o pensamos dentro de um campo espacial, e dentro de coordenadas que o tempo nos oferece, para ficar em relações mais simples.
Pensamos algo que esteje dentro do tempo e do espaço. Que mantenha relações com o tempo e com o espaço. Faça um teste e tente pensar algo fora destes campos. Não dá. Portanto o pensamento pensa coisas que se relacionam com outras. Objetos absolutos que não precisem de relações são impossíveis de serem pensados.
Uma das coisas que sofrem com esse conceito, é o conceito de "Bom", "Mal", "Bem", "Mau". Se essas coisas são relativas, forma-se um problema, afinal como se pode condenar uma ação se a pessoa que a cometeu a considera algo bom?
Se esses conceitos são relativos, matar ou roubar são ações que não podem ser repreendidas, afinal quem determina o que seria repreensível ou não seria um ideal a ser alcançado. Se o ideal não é, a pessoa que não o fez é condenada com sansões físicas ou psicológicas.
Do outro lado, se esses conceitos são absolutos, não precisam de um referencial. Sendo assim não podem ser pensados.
E ai fode.
No próximo post eu mostro onde quero chegar...
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Shakespeare para gurizada!
Nasce o filho de um rei sábio e amado. Seu filho, uma imatura e irresponsável.
O irmão do rei é então corroído pelo ciúme e pela inveja. O reino agora, pertencerá ao pirralho. Ainda enciumado, o tio do futuro rei planeja o assassínio de seu irmão e de seu sobrinho, juntamente com seus três comparsas.
Durante a execução do plano, o rei perece, e graças a misteriosa força do destino o principe escapa de seu destino e foge, acreditando que a consequência de seus atos culminaram na morte de seu pai. O traídor atinge seu intento, e transforma o reino em ruínas.
No exílio o garoto faz novas amizades, e cresce um jovem em débito com o passado. Então, uma antiga paixão sua aparece e o faz relembrar de suas responsabilidades. Corroborando com a jovem, o antigo conselheiro do rei falecido aparece para lhe dizer que os ensinamentos de um rei ainda vive dentro do príncipe. O espírito de seu pai aparece nos céus e lhe encoraja.
O príncipe retorna, juntamente com seus novos amigos e sua antiga paixão para seu reíno destruído, enfrenta seu tio traidor, descobre a verdade sobre a morte de seu pai e se sagra rei por fim.
Resumo de uma tragi-comédia shakespereana? Não.
Isto é Rei Leão, ou Shakespeare para a garotada.
O irmão do rei é então corroído pelo ciúme e pela inveja. O reino agora, pertencerá ao pirralho. Ainda enciumado, o tio do futuro rei planeja o assassínio de seu irmão e de seu sobrinho, juntamente com seus três comparsas.
Durante a execução do plano, o rei perece, e graças a misteriosa força do destino o principe escapa de seu destino e foge, acreditando que a consequência de seus atos culminaram na morte de seu pai. O traídor atinge seu intento, e transforma o reino em ruínas.
No exílio o garoto faz novas amizades, e cresce um jovem em débito com o passado. Então, uma antiga paixão sua aparece e o faz relembrar de suas responsabilidades. Corroborando com a jovem, o antigo conselheiro do rei falecido aparece para lhe dizer que os ensinamentos de um rei ainda vive dentro do príncipe. O espírito de seu pai aparece nos céus e lhe encoraja.
O príncipe retorna, juntamente com seus novos amigos e sua antiga paixão para seu reíno destruído, enfrenta seu tio traidor, descobre a verdade sobre a morte de seu pai e se sagra rei por fim.
Resumo de uma tragi-comédia shakespereana? Não.
Isto é Rei Leão, ou Shakespeare para a garotada.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
O homem e a bota.
Junto com o ano que se inicia aqui no Brasil, vem o verão. Junto com o verão, vem a programação de verão na televisão. Seriados, programas especiais, filmes... a coisa toda. E há anos, tenho mais um motivo para resmungar sozinho quando chega Janeiro. Sim, não é surpresa para ninguém, outro Big Brother se inicia. Outra leva de porcos no cio foi reunida de livre e espôntanea vontade para ser humilhada e ridicularizada.
Que George Orwell está comendo as próprias tripas, eu já disse ano passado ou retrasado. Mas não tenho como não escrever sobre isso. O assunto nunca se esgota na minha mente. Fica girando e gritando. Amarga a garganta como um vômito que para ali. E quando eu me lembro que não tenho possibilidade de explodir aquela maldita casa com cinco quilos de pura dinamite, fico triste. Quando eu me lembro que explodir aquela maldita casa não via diminuir a desgraça diária que consome o mundo a tristeza vira melancolia. Eu simplesmente não tenho saco para eliminar tudo que é podre no reino da Dinamarca. Hoje em dia, desde sempre, "o próprio sonho não passa de uma sobra", como diria o princípe do mesmo reino.
Quanto ao que virá, "se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota prensando um rosto humano para sempre." (George Orwell).
Que George Orwell está comendo as próprias tripas, eu já disse ano passado ou retrasado. Mas não tenho como não escrever sobre isso. O assunto nunca se esgota na minha mente. Fica girando e gritando. Amarga a garganta como um vômito que para ali. E quando eu me lembro que não tenho possibilidade de explodir aquela maldita casa com cinco quilos de pura dinamite, fico triste. Quando eu me lembro que explodir aquela maldita casa não via diminuir a desgraça diária que consome o mundo a tristeza vira melancolia. Eu simplesmente não tenho saco para eliminar tudo que é podre no reino da Dinamarca. Hoje em dia, desde sempre, "o próprio sonho não passa de uma sobra", como diria o princípe do mesmo reino.
Quanto ao que virá, "se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota prensando um rosto humano para sempre." (George Orwell).
sábado, janeiro 10, 2009
Meu candidato fora de temporada!
Não sou de fazer apologia a ninguém. Na verdade me saio melhor atacando sem o menor escúpulos a tudo e a todos. Geralmente o lado que eu demonstro apoio é o derrotado por razões óbvias.
Mas mesmo nesse cenário vagabundo e mequetrefe que é a política brasileira, destaco um fulano que merece meu voto.
O cara é conhecido por sua atuação no Partido Verde (do qual é membro-fundador). Defende a profissionalização da prostiução e a descriminalização da maconha.
Como esquerdista histórico, já mandou tanto o PT quanto o PVas favas. Não tem receio de abandonar suas diretrizes políticas. E como se não bastasse participou não só da luta armada contra o Regime Militar, como juntamente com o MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), foi um dos sequestradores do embaixador norte-americano Charles Elbrick às vésperas do 7 de setembro de 1969. A idéia do sequestro era pedir a liberdade de alguns presos políticos, o que deu resultados. A única mancha que consto em seu currículo foi ele não ter metido um balaço na testa do tal do Charles. Ninguém é perfeito...
O cara é Fernando Gabeira. E se esse país soubesse o que é bom, o colocaria no lugar do nove dedos.
Mas mesmo nesse cenário vagabundo e mequetrefe que é a política brasileira, destaco um fulano que merece meu voto.
O cara é conhecido por sua atuação no Partido Verde (do qual é membro-fundador). Defende a profissionalização da prostiução e a descriminalização da maconha.
Como esquerdista histórico, já mandou tanto o PT quanto o PVas favas. Não tem receio de abandonar suas diretrizes políticas. E como se não bastasse participou não só da luta armada contra o Regime Militar, como juntamente com o MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), foi um dos sequestradores do embaixador norte-americano Charles Elbrick às vésperas do 7 de setembro de 1969. A idéia do sequestro era pedir a liberdade de alguns presos políticos, o que deu resultados. A única mancha que consto em seu currículo foi ele não ter metido um balaço na testa do tal do Charles. Ninguém é perfeito...
O cara é Fernando Gabeira. E se esse país soubesse o que é bom, o colocaria no lugar do nove dedos.
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Porque eu acredito na educação deste país.
Tenho uma cachorra, a Grampola. Mestiça pastor alemão com dalmata. Ela é toda preta com uma mancha branca no peito. É uma fanfarrona. E faz muita bagunça. Muita mesmo. Por isso tenho de lavar o quintal todos os dias, caso contrário o ar fica intragável.
Então eu lavo o quintal. Todo ele. A Grampola pulando em mim com as patas molhadas e nós dois ficamos cheirando a cachorro molhado.
Ao fim da limpeza do quintal, abro a caixa de correspondência. É um costume meu. Uma carta endereçada a mim da editora Saraiva. "Ilmo Professor Rafael". Começou mal... não sou professor faz tempo. Abro a carta. É a propaganda de um livro escrito para os estudantes do ensino médio sobre filosofia. Legal. Filosofia para o ensino médio é sempre uma questão interessante.
O livro fala dos "grandes temas da filosofia (ciência, moral, politica e estética)" e "uma reflexão sobre as principais contribuições dos grandes filósofos". Conta ainda com um manual para o professor com respostas as atividades propostas e sugestões para avaliações, uma vez que um professor jamais teria capacidade para responder estas questões ou bolar uma avaliação interessante.
O livro foi desenvolvido especialmente para a rede pública e foi escrito por Gilberto Cotrim que "é, como PROFESSOR DE HISTÓRIA, um filósofo das questões educacionais".
Tem como não ser rabugento?
Então eu lavo o quintal. Todo ele. A Grampola pulando em mim com as patas molhadas e nós dois ficamos cheirando a cachorro molhado.
Ao fim da limpeza do quintal, abro a caixa de correspondência. É um costume meu. Uma carta endereçada a mim da editora Saraiva. "Ilmo Professor Rafael". Começou mal... não sou professor faz tempo. Abro a carta. É a propaganda de um livro escrito para os estudantes do ensino médio sobre filosofia. Legal. Filosofia para o ensino médio é sempre uma questão interessante.
O livro fala dos "grandes temas da filosofia (ciência, moral, politica e estética)" e "uma reflexão sobre as principais contribuições dos grandes filósofos". Conta ainda com um manual para o professor com respostas as atividades propostas e sugestões para avaliações, uma vez que um professor jamais teria capacidade para responder estas questões ou bolar uma avaliação interessante.
O livro foi desenvolvido especialmente para a rede pública e foi escrito por Gilberto Cotrim que "é, como PROFESSOR DE HISTÓRIA, um filósofo das questões educacionais".
Tem como não ser rabugento?
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Porque eu to cagando e andando para Santa Catarina
Acabou mais um ano. Estamos todos mais velhos, mais próximos de morrer, mais distantes do nascimento.
Passou as festas de Natal e ano novo, como muitos fogos de artifício, peru e tudo aquilo que já conhecemos bem. Agora é hora de outra festa.
Aliás o Brasil é um país em festa contínua. Marcamos a vida por festas. Vivemos nos intervalos.
Primeiro o carnaval, que aliás já é manchete em alguns sites e jornais. Logo após a Páscoa, que também virou um carnaval. Nesse meio tempo, se inicia os torneios de futebol regionais. Creio que trinta, quarenta mil pessoas pulando, gritando e sorrindo é festa demais pro meu rabo.
Após a Páscoa, vem as férias de meio de ano, que nos preparam para encarar mais um Natal e ano novo. Parece pouco porque na verdade é. Para sanar isso, temos centenas de micaretas fazendo carnaval fora de época espalhados pelo país.
Ai o mesmo filho da puta que torra milhões organizando o carnaval e a virada de ano na Paulista, vem me pedir dinheiro para ajudar os desabrigados do Rio Grande do Sul e as crianças do Criança Esperança, e eu tenho que ficar quieto. O mesmo bastardo que torra mais outros milhões com um estádio ou pagando salários exorbitantes para que homens se comportem como animais dentro de um campo de futebol faz o mesmo.
Por isso digo e repito: não ajudo. Não ajudo ninguém que eu não conheça, que eu ao menos não conheça a cor dos olhos. Pelo menos não banco o hipócrita que diz a Deus e ao mundo que ama e acolhe a tudo e a todos e torra dinheiro com supérfluo.
Mas ai o brasileiro esquece e ri. Típico...
Passou as festas de Natal e ano novo, como muitos fogos de artifício, peru e tudo aquilo que já conhecemos bem. Agora é hora de outra festa.
Aliás o Brasil é um país em festa contínua. Marcamos a vida por festas. Vivemos nos intervalos.
Primeiro o carnaval, que aliás já é manchete em alguns sites e jornais. Logo após a Páscoa, que também virou um carnaval. Nesse meio tempo, se inicia os torneios de futebol regionais. Creio que trinta, quarenta mil pessoas pulando, gritando e sorrindo é festa demais pro meu rabo.
Após a Páscoa, vem as férias de meio de ano, que nos preparam para encarar mais um Natal e ano novo. Parece pouco porque na verdade é. Para sanar isso, temos centenas de micaretas fazendo carnaval fora de época espalhados pelo país.
Ai o mesmo filho da puta que torra milhões organizando o carnaval e a virada de ano na Paulista, vem me pedir dinheiro para ajudar os desabrigados do Rio Grande do Sul e as crianças do Criança Esperança, e eu tenho que ficar quieto. O mesmo bastardo que torra mais outros milhões com um estádio ou pagando salários exorbitantes para que homens se comportem como animais dentro de um campo de futebol faz o mesmo.
Por isso digo e repito: não ajudo. Não ajudo ninguém que eu não conheça, que eu ao menos não conheça a cor dos olhos. Pelo menos não banco o hipócrita que diz a Deus e ao mundo que ama e acolhe a tudo e a todos e torra dinheiro com supérfluo.
Mas ai o brasileiro esquece e ri. Típico...
sábado, janeiro 03, 2009
Dom Casmurro é o caralho. Meu nome é Andolini porra!
Eu vou na contramão. Sempre. Se não fosse assim, não seria assim.
Assisti um ou dois capítulos de Capitu, que passou na Globo. [sim, eu assisto a Globo]
Tudo muito moderno, tudo muito bonito. Uma bela estética. A única coisa que não me sai da cabeça... porque tanta piração pela garota.
Coisa de corno saca? "Oh Capitu... você me traiu? Oh... não sei, não sei..."
Como se o mundo se resumisse a isso. Como se fosse fundamental de fato.
Sei lá. É um bom livro sobre merda alguma.
Proponho a queima de Dom Casmurro. Queima geral. Tudo pro saco.
Vamos todos ler Misto Quente. Vamos ler algo que fede e peida.
Algo real como um bom soco no baço.
Ao invés de um soneto que não sai, ficamos com um escritor que somente briga e bebe.
Assisti um ou dois capítulos de Capitu, que passou na Globo. [sim, eu assisto a Globo]
Tudo muito moderno, tudo muito bonito. Uma bela estética. A única coisa que não me sai da cabeça... porque tanta piração pela garota.
Coisa de corno saca? "Oh Capitu... você me traiu? Oh... não sei, não sei..."
Como se o mundo se resumisse a isso. Como se fosse fundamental de fato.
Sei lá. É um bom livro sobre merda alguma.
Proponho a queima de Dom Casmurro. Queima geral. Tudo pro saco.
Vamos todos ler Misto Quente. Vamos ler algo que fede e peida.
Algo real como um bom soco no baço.
Ao invés de um soneto que não sai, ficamos com um escritor que somente briga e bebe.
terça-feira, dezembro 23, 2008
Recapitulando [sim, mais uma vez]
Entre erros e acertos, vitórias e fracassos, terminei o ano. Estou vivo.
O ano foi tenso para mim, e para o mundo também. A pior crise que o mundo já viu. Sim, pior que a de 29.
Me senti muitas vezes o próprio Buk, vagando horas e horas pelas ruas com um saco de pão se seco na mochila, sem grana para o ônibus. E nada de trampo. Quem em sã consciência contrataria um filósofo?
Era eu, a rua, o sol na moringa e minha cabeça voltada para poemas e letras, e teorias.
Escolhi meu caminho. Escolhi qual rumo seguir. Não sabia que seria tão ruim assim, como está sendo, mas estou me preparando. Cada dia de cada vez. [sim, um clichê.]
Parafraseando Fante, 2008 foi um ano ruim.
Mas esse ano foi um ano de mudanças... Gabeira perdeu no Rio, o que foi uma bosta, mas o Obama botou pra fuder nos EUA. Passei a confiar mais no meu país [Deus... eu disse isso?], e perdi um pouco da confiança que tenho em mim. Preciso estudar ainda mais, para recuperá-la.
Apanhar do PT me abriu os olhos para algumas coisas, assim como não lecionar. E participar do esquema eleitoral do C.A na faculdade foi algo bom.
Só quero que não se esqueçam de tudo o que foi feito durante esse ano. Das promessas vazias do presidente [a crise não nos afetará], das promessas cafajestes dos prefeitos, e essas carambolas todas.
Um bom fim de ano e um bom natal.
Até um outro dia.
O ano foi tenso para mim, e para o mundo também. A pior crise que o mundo já viu. Sim, pior que a de 29.
Me senti muitas vezes o próprio Buk, vagando horas e horas pelas ruas com um saco de pão se seco na mochila, sem grana para o ônibus. E nada de trampo. Quem em sã consciência contrataria um filósofo?
Era eu, a rua, o sol na moringa e minha cabeça voltada para poemas e letras, e teorias.
Escolhi meu caminho. Escolhi qual rumo seguir. Não sabia que seria tão ruim assim, como está sendo, mas estou me preparando. Cada dia de cada vez. [sim, um clichê.]
Parafraseando Fante, 2008 foi um ano ruim.
Mas esse ano foi um ano de mudanças... Gabeira perdeu no Rio, o que foi uma bosta, mas o Obama botou pra fuder nos EUA. Passei a confiar mais no meu país [Deus... eu disse isso?], e perdi um pouco da confiança que tenho em mim. Preciso estudar ainda mais, para recuperá-la.
Apanhar do PT me abriu os olhos para algumas coisas, assim como não lecionar. E participar do esquema eleitoral do C.A na faculdade foi algo bom.
Só quero que não se esqueçam de tudo o que foi feito durante esse ano. Das promessas vazias do presidente [a crise não nos afetará], das promessas cafajestes dos prefeitos, e essas carambolas todas.
Um bom fim de ano e um bom natal.
Até um outro dia.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Quando a imagem no espelho acaba de mudar
É complicado. Criamos uma imagem de nós mesmos. Quando nos olhamos no espelho precisamos de alguma imagem que remeta ao reflexo que ele mostra. Esta imagem se revela com os nomes que damos a nós mesmos. Fulano é engenheiro, Cicrano é advogado, Beltrano é médico. E por ai vai.
Eu não fujo a regra que eu mesmo inventei. Eu me olho no espelho e vejo um filósofo. Via um bom filósofo. E aqui, não há ego. Tanto não há, que assumo meu erro. De verdade, sem ironia desta vez.
Fiz a prova do Estado para saber qual seria minha colocação para a atribuição de aulas em 2009. Acabei de conferir o gabarito. De 25 questões, acertei somente 13 questões.
13 de 25.
Ridículo. Eu esperava muito mais de mim mesmo. Absurdamente mais.
Agora tenho que encarar o fato de que não sou o filósofo que acredito ser. Pelo contrário. Sou um filósofo mediano, desses que eu vivo criticando, gozando.
Seis anos após iniciar o curso de filosofia, eu admito. Fracassei.
Não tenho emprego na área, não adquiri o conhecimento que deveria.
Meu mais sincero pedido de desculpas a todas as pessoas que acreditaram em mim nesses anos todos. A todos aqueles que acreditaram que eu era bom naquilo que eu fazia.
Até aqui, foi em vão.
Eu não fujo a regra que eu mesmo inventei. Eu me olho no espelho e vejo um filósofo. Via um bom filósofo. E aqui, não há ego. Tanto não há, que assumo meu erro. De verdade, sem ironia desta vez.
Fiz a prova do Estado para saber qual seria minha colocação para a atribuição de aulas em 2009. Acabei de conferir o gabarito. De 25 questões, acertei somente 13 questões.
13 de 25.
Ridículo. Eu esperava muito mais de mim mesmo. Absurdamente mais.
Agora tenho que encarar o fato de que não sou o filósofo que acredito ser. Pelo contrário. Sou um filósofo mediano, desses que eu vivo criticando, gozando.
Seis anos após iniciar o curso de filosofia, eu admito. Fracassei.
Não tenho emprego na área, não adquiri o conhecimento que deveria.
Meu mais sincero pedido de desculpas a todas as pessoas que acreditaram em mim nesses anos todos. A todos aqueles que acreditaram que eu era bom naquilo que eu fazia.
Até aqui, foi em vão.
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Raffa against MTV - b part!
Sou uma pessoa de hábitos estranhos, como o resto de nós. Mais do que ler Wittgenstein, ou mesmo Nietzsche, as vezes prefiro o sacana do Karl, quem sabe até Kant. Ao invés de ouvir Pearl Jam, as vezes prefiro escutar um pagode bem nojento e pegajoso.
Porque?
Porque assim consigo ficar com raiva e então meu cérebro entra em erupção. É ai que as coisas começam a ficar engraçadas. Quando sou provocado. Quando ninguém me provoca, eu mesmo o faço. Mais ou menos o leão que se debate na jaula, parafraseando Nietzsche.
É por isso que sigo assistindo MTV. Gosto de uns trecos lá. Hermes e Renato, 15 minutos. Descobri umas bandas legais que fogem do meu gosto musical, como Jonas Brothers por exemplos.
Mas na terça feira vi um programa desses. Conseguia ser pior do que conversar com um indie. O programa era sobre o aniversário de dezesseis anos de uma garota dos Estados Unidos. Ela diz que somente algumas poucas pessoas vão a sua festa, pois nem todos estão a sua altura. Faz escarcéu com o pai por querer um mercedes de aniversário e o pai se negar. Diz que as amigas a invejam por ela ser muito linda. Diz ainda que os amigos também a invejam por ela ter dinheiro e poder dar uma festa como a dela. Ela liga a festa a sua imortalidade dentro do colégio. Enfim... ela fala e acontece e no final ganha o carro de presente do pai e com isso ela afirma que tudo o mais é resto. Inclusive o namorado flertando com outra.
Moral da história? Não há moral. Pelo menos não a comumente aceita. É nessas horas que eu me felicito por ter cursado filosifa e ser um pé rapado...
Porque?
Porque assim consigo ficar com raiva e então meu cérebro entra em erupção. É ai que as coisas começam a ficar engraçadas. Quando sou provocado. Quando ninguém me provoca, eu mesmo o faço. Mais ou menos o leão que se debate na jaula, parafraseando Nietzsche.
É por isso que sigo assistindo MTV. Gosto de uns trecos lá. Hermes e Renato, 15 minutos. Descobri umas bandas legais que fogem do meu gosto musical, como Jonas Brothers por exemplos.
Mas na terça feira vi um programa desses. Conseguia ser pior do que conversar com um indie. O programa era sobre o aniversário de dezesseis anos de uma garota dos Estados Unidos. Ela diz que somente algumas poucas pessoas vão a sua festa, pois nem todos estão a sua altura. Faz escarcéu com o pai por querer um mercedes de aniversário e o pai se negar. Diz que as amigas a invejam por ela ser muito linda. Diz ainda que os amigos também a invejam por ela ter dinheiro e poder dar uma festa como a dela. Ela liga a festa a sua imortalidade dentro do colégio. Enfim... ela fala e acontece e no final ganha o carro de presente do pai e com isso ela afirma que tudo o mais é resto. Inclusive o namorado flertando com outra.
Moral da história? Não há moral. Pelo menos não a comumente aceita. É nessas horas que eu me felicito por ter cursado filosifa e ser um pé rapado...
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Nostalgia precoce?
Hoje é dia dez de Dezembro de 2008.
Tudo o que eu devia ter feito na faculdade eu fiz. Trabalhos, provas. A merda toda.
Estou aguardando para saber como me sai. Minhas notas e tudo o mais. Uma vez com tudo em ordem, eu deixo de ser um estudante de filosofia. Fico sendo apenas um filósofo desempregado.
Lembro de um filme, "Dragão: A História de Bruce Lee" [sim, eu adoro filmes de artes marciais!] onde sua futura mulher Linda pergunta o que ele espera sendo um filósofo [Bruce Lee era formado em filosofia além de ser uma máquina de bater].
Ele responde: "Vou filosofar sobre estar desempregado." Perfeito. O cara era um gênio.
E agora, comigo aguardando os resultados, eu me pego assim, nostalgico. Me lembrando do guri de dezessete anos que pela primeira vez pisou numa universidade, sem saber a bosta que era. O guri cheio de sonhos adolescentes em alta definição. [Porque "viver não faz falta quando o sonho é em alta definição" - Astromato, banda paulista.]
O grunge, o punk. Mudança de curso. Administração em Comércio Exterior, para filosofia. Alegrias, sorrisos, choro, frustrações, mais alegrias, rolamentos na grama, futebol viking, rolinho porrada, brigas, porres, confusão, ser espancado pelo PT, ajudar a fundar o C.A., participar da história do curso, passar um pouco de fome, mais sorrisos, mais alegrias, amigos que chegam, amigos que vão, ser monitor, um TCC que vale uma dissertação de mestrado, gritos animalescos, ver gente mijando de frente para quarenta garotas e garotos, discussões políticas, palestrar, ser um beat... e ainda um grunge. Tudo isso dentro das grades que nos cercam. Se for falar tudo o que houve do lado de fora dessas grades... nem rola.
E no saldo geral, ainda sou o mesmo grunge que se entope de ouvir Pearl Jam.
Ando meio sentimental, e como não me importo, torno a agradecer as todos os que me fizeram chegar onde estou, vendo os horizontes que enxergo.
E sim, eu te amo minha guria. Só você que tem a cura pro meu vicío de insistir em tudo o que eu ainda não vi. Quanto aos espelhos, deixa pra lá, cansei de ver um mundo doente. Hoje eu não quero chorar.
Vou pegar na sua mão e então nós vamos voar por ai.
Tudo o que eu devia ter feito na faculdade eu fiz. Trabalhos, provas. A merda toda.
Estou aguardando para saber como me sai. Minhas notas e tudo o mais. Uma vez com tudo em ordem, eu deixo de ser um estudante de filosofia. Fico sendo apenas um filósofo desempregado.
Lembro de um filme, "Dragão: A História de Bruce Lee" [sim, eu adoro filmes de artes marciais!] onde sua futura mulher Linda pergunta o que ele espera sendo um filósofo [Bruce Lee era formado em filosofia além de ser uma máquina de bater].
Ele responde: "Vou filosofar sobre estar desempregado." Perfeito. O cara era um gênio.
E agora, comigo aguardando os resultados, eu me pego assim, nostalgico. Me lembrando do guri de dezessete anos que pela primeira vez pisou numa universidade, sem saber a bosta que era. O guri cheio de sonhos adolescentes em alta definição. [Porque "viver não faz falta quando o sonho é em alta definição" - Astromato, banda paulista.]
O grunge, o punk. Mudança de curso. Administração em Comércio Exterior, para filosofia. Alegrias, sorrisos, choro, frustrações, mais alegrias, rolamentos na grama, futebol viking, rolinho porrada, brigas, porres, confusão, ser espancado pelo PT, ajudar a fundar o C.A., participar da história do curso, passar um pouco de fome, mais sorrisos, mais alegrias, amigos que chegam, amigos que vão, ser monitor, um TCC que vale uma dissertação de mestrado, gritos animalescos, ver gente mijando de frente para quarenta garotas e garotos, discussões políticas, palestrar, ser um beat... e ainda um grunge. Tudo isso dentro das grades que nos cercam. Se for falar tudo o que houve do lado de fora dessas grades... nem rola.
E no saldo geral, ainda sou o mesmo grunge que se entope de ouvir Pearl Jam.
Ando meio sentimental, e como não me importo, torno a agradecer as todos os que me fizeram chegar onde estou, vendo os horizontes que enxergo.
E sim, eu te amo minha guria. Só você que tem a cura pro meu vicío de insistir em tudo o que eu ainda não vi. Quanto aos espelhos, deixa pra lá, cansei de ver um mundo doente. Hoje eu não quero chorar.
Vou pegar na sua mão e então nós vamos voar por ai.
sexta-feira, novembro 28, 2008
Macumba Profana
Revista Veja edição 2088. Uma matéria de duas páginas sobre Adorno, o filósofo crujistico.
Porra! Duas páginas sobre aquele velho rabugento! No meio da matéria o seu autor afirma que um dos defeitos de Adorno foi o que ele chamou de Macumba Profana: o marxismo.
Ai eu tive que rir.
Nem mesmo eu, reaça sacana de plantão me aguento com uma dessa. Chamar marxismo de Macumba Profana é foda demais. Não dá.
Eu abro a página da revista Mais Valia [www.maisvalia.org] e me deparo com uma revista que se propõe a "investigar, através de entrevistas e artigos teóricos, os fluxos de produção da mais-valia no interior do modo-de-produção capitalista atual". Repito. Não dá.
Eu poderia chamar a Veja de Mais Valia capitalista ou a Mais Valia de Veja marxista. Dá no mesmo. É tudo farinha podre do mesmo saco condenado.
Vivem me condenando por ser nietzscheano, mas quem além dele teve a audácia de se levantar contra todos os costumes e contra todo tipo de moral vigente, seja esquerda ou direita e tocar o puteiro?
A virada do século XIX para o século XX foi um Deus nos acuda, e em partes toda essa bagunça se deve ao prussiano bigodudo.
E que um dia essas porcarias todas percebam que melhor que defender ideologias ou posições políticas, é ter coragem para debatê-las, e abandoná-las quando necessário.
E pau no gato!
Porra! Duas páginas sobre aquele velho rabugento! No meio da matéria o seu autor afirma que um dos defeitos de Adorno foi o que ele chamou de Macumba Profana: o marxismo.
Ai eu tive que rir.
Nem mesmo eu, reaça sacana de plantão me aguento com uma dessa. Chamar marxismo de Macumba Profana é foda demais. Não dá.
Eu abro a página da revista Mais Valia [www.maisvalia.org] e me deparo com uma revista que se propõe a "investigar, através de entrevistas e artigos teóricos, os fluxos de produção da mais-valia no interior do modo-de-produção capitalista atual". Repito. Não dá.
Eu poderia chamar a Veja de Mais Valia capitalista ou a Mais Valia de Veja marxista. Dá no mesmo. É tudo farinha podre do mesmo saco condenado.
Vivem me condenando por ser nietzscheano, mas quem além dele teve a audácia de se levantar contra todos os costumes e contra todo tipo de moral vigente, seja esquerda ou direita e tocar o puteiro?
A virada do século XIX para o século XX foi um Deus nos acuda, e em partes toda essa bagunça se deve ao prussiano bigodudo.
E que um dia essas porcarias todas percebam que melhor que defender ideologias ou posições políticas, é ter coragem para debatê-las, e abandoná-las quando necessário.
E pau no gato!
terça-feira, novembro 18, 2008
Tentando voltar ao comum após um período sem conseguir rir de mim mesmo
Mexi e remexi.
E pronto. Consegui fazer umas maracutaias que deixaram a recepção da antena lá em casa com uma imagem um pouco melhor. Só um pouquinho. Não faz sentido ficar muito tempo mexendo nisso. Gastar meu tempo para melhorar a imagem da tv é um absurdo por si.
Mas consegui. Minha mãe ficou mais feliz. Meu pai ficou mais feliz. Até minha cachorra, a Grampola ficou mais feliz. Pude perceber pelo seus latidos senis e o jeito como ela me suja ao pular com as duas patas em minhas camisetas limpas.
E depois de um tempo consegui sintonizar com alguma qualidade a MTV.
Só para perceber o quanto tempo eu tinha ficado out do mundo pop. Descobri que não conheço mais nenhuma banda que toca nas rádios ou que está fazendo sucesso com seus clipes. Descobri que não conheço quase nenhum Vj.
Aliás, confirmei que realmente sou um velho de 83 anos preso em um corpo distante dos trinta. Não consegui suportar ver nada daquilo. Nada.
Um dos programas era a Penélope na rua pedindo a opinião de adolescentes sobre temas que eles nem sonham existir para discutir. Tem-se uma idéia do que acontece... A filhota do Marcelo Nova corrigindo um moleque, dizendo que "mim" não conjuga verbo... Deus, não há limite para a degradação.
Envelheci. Fiquei velho. Rabugento. Não aguento mais o melodrama adolescente. Não suporto bagunça de estudantes em ônibus as onze e meia. Não quero nunca mais ouvir um(a) garoto(a) dizendo que o mundo acabou porque o namorado(a) não o(a) quer mais.
O diálogo sobre: festas/ficantes/fofocas/minha-mais-nova-melhor-amiga/meus-
pais-não-me-entendem/etc... me causa náuseas e vontade de enfiar uma boa e velha bicuda no cú de alguém.
E sim, já estou meio arrependido por ter gasto meu tempo com isso. Digo quase, porque ouvir o Gil Brother Away de Petrópolis fazendo receita de sopa marítima com o saquinho que o tubarão deixou na praia [muito obrigado tubarão, eu gosto muito de você], guimba de cigarro amarelo sem filtro, regado a vinho feito com o sangue que escorre do buraco que você faz com o dedo no sovaco do bode misturado com a baba do nariz do bode é reconfortante.
Away!
E para não perder o costume já perdido, dêem uma olhada nesse link, onde da para ver o perfil de todo mundo que concorreu em 2008 para prefeito bem como suas propostas de governo.
Vale pela raiva que vamos acumulando ao longo do tempo, ao perceber que nada foi feito.
http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/euprometo/compara.php?ufx=SP&cid3=71072&ca1=1197&ca2=608&x=24&y=13
E pronto. Consegui fazer umas maracutaias que deixaram a recepção da antena lá em casa com uma imagem um pouco melhor. Só um pouquinho. Não faz sentido ficar muito tempo mexendo nisso. Gastar meu tempo para melhorar a imagem da tv é um absurdo por si.
Mas consegui. Minha mãe ficou mais feliz. Meu pai ficou mais feliz. Até minha cachorra, a Grampola ficou mais feliz. Pude perceber pelo seus latidos senis e o jeito como ela me suja ao pular com as duas patas em minhas camisetas limpas.
E depois de um tempo consegui sintonizar com alguma qualidade a MTV.
Só para perceber o quanto tempo eu tinha ficado out do mundo pop. Descobri que não conheço mais nenhuma banda que toca nas rádios ou que está fazendo sucesso com seus clipes. Descobri que não conheço quase nenhum Vj.
Aliás, confirmei que realmente sou um velho de 83 anos preso em um corpo distante dos trinta. Não consegui suportar ver nada daquilo. Nada.
Um dos programas era a Penélope na rua pedindo a opinião de adolescentes sobre temas que eles nem sonham existir para discutir. Tem-se uma idéia do que acontece... A filhota do Marcelo Nova corrigindo um moleque, dizendo que "mim" não conjuga verbo... Deus, não há limite para a degradação.
Envelheci. Fiquei velho. Rabugento. Não aguento mais o melodrama adolescente. Não suporto bagunça de estudantes em ônibus as onze e meia. Não quero nunca mais ouvir um(a) garoto(a) dizendo que o mundo acabou porque o namorado(a) não o(a) quer mais.
O diálogo sobre: festas/ficantes/fofocas/minha-mais-nova-melhor-amiga/meus-
pais-não-me-entendem/etc... me causa náuseas e vontade de enfiar uma boa e velha bicuda no cú de alguém.
E sim, já estou meio arrependido por ter gasto meu tempo com isso. Digo quase, porque ouvir o Gil Brother Away de Petrópolis fazendo receita de sopa marítima com o saquinho que o tubarão deixou na praia [muito obrigado tubarão, eu gosto muito de você], guimba de cigarro amarelo sem filtro, regado a vinho feito com o sangue que escorre do buraco que você faz com o dedo no sovaco do bode misturado com a baba do nariz do bode é reconfortante.
Away!
E para não perder o costume já perdido, dêem uma olhada nesse link, onde da para ver o perfil de todo mundo que concorreu em 2008 para prefeito bem como suas propostas de governo.
Vale pela raiva que vamos acumulando ao longo do tempo, ao perceber que nada foi feito.
http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/euprometo/compara.php?ufx=SP&cid3=71072&ca1=1197&ca2=608&x=24&y=13
quinta-feira, novembro 13, 2008
Obrigado Jack & Familia & Amigos
É público e notório. Estou passando por uma bad.
Deixei de falar sobre política por um tempo, devido a um único motivo. Estou com problemas para me abstrair de meus problemas, que eu sei são banais, para realizar minhas inversões e inflexões. Simples assim. Eu tento fazer minhas analogias, minhas piadas reaças baratas, mas elas não saem como quero, então não posto. Sobra eu.
Sobra minha vontade de falar. Meu egocentrismo. Meu narcisismo. Eu, Caronte de mim mesmo.
Mas está passando...
Por isso, quero deixar registrado que agradeço a todas as pessoas, além de minha família, que me ajudaram nesse momento da minha vida que de longe está sendo o mais difícil. Me ajudaram com conselhos e opiniões, e broncas e tudo o mais. A lista, por incrível que pareça é longa.
Raphael Vareta. Um ex-aluno.
Males Malines. Um viking.
Cruj. Um sacana.
Mauro. Um safado.
Beat. Um beat.
Michel. Um mais que irmão.
Caçapa. Idem
Igor. Ibidem
Carlos. Ibidem.
Thiago. Um Corleone.
E por fim, a minha menina, Jaqueline.
Simplesmente não sei como teria suportado o peso das minhas desilusões mimadas por mim memsmo, das minhas crises, dos meus vazios, sem ela ao meu lado. Sei que deve ter sido complicado conviver comigo nesse meio tempo, mas em nenhum momento ela deixou de me amar ou mesmo de demonstrar isso para mim. Nunca saiu dos lindos lábios dela, uma única palavra negativa. Pelo contrário.
Sempre me ofereceu o carinho e o conforto que eu sempre desejei.
Obrigado minha menina por ser do jeito que você é. Eu farei tudo para que você seja muito feliz. Do jeito que você merece.
Te amo.
Deixei de falar sobre política por um tempo, devido a um único motivo. Estou com problemas para me abstrair de meus problemas, que eu sei são banais, para realizar minhas inversões e inflexões. Simples assim. Eu tento fazer minhas analogias, minhas piadas reaças baratas, mas elas não saem como quero, então não posto. Sobra eu.
Sobra minha vontade de falar. Meu egocentrismo. Meu narcisismo. Eu, Caronte de mim mesmo.
Mas está passando...
Por isso, quero deixar registrado que agradeço a todas as pessoas, além de minha família, que me ajudaram nesse momento da minha vida que de longe está sendo o mais difícil. Me ajudaram com conselhos e opiniões, e broncas e tudo o mais. A lista, por incrível que pareça é longa.
Raphael Vareta. Um ex-aluno.
Males Malines. Um viking.
Cruj. Um sacana.
Mauro. Um safado.
Beat. Um beat.
Michel. Um mais que irmão.
Caçapa. Idem
Igor. Ibidem
Carlos. Ibidem.
Thiago. Um Corleone.
E por fim, a minha menina, Jaqueline.
Simplesmente não sei como teria suportado o peso das minhas desilusões mimadas por mim memsmo, das minhas crises, dos meus vazios, sem ela ao meu lado. Sei que deve ter sido complicado conviver comigo nesse meio tempo, mas em nenhum momento ela deixou de me amar ou mesmo de demonstrar isso para mim. Nunca saiu dos lindos lábios dela, uma única palavra negativa. Pelo contrário.
Sempre me ofereceu o carinho e o conforto que eu sempre desejei.
Obrigado minha menina por ser do jeito que você é. Eu farei tudo para que você seja muito feliz. Do jeito que você merece.
Te amo.
sábado, novembro 08, 2008
Tudo aquilo que ele precisa esquecer
Há muito tempo atrás eu fui jovem
tolo e inocente, rindo e sonhando com o futuro.
E eu teria conforto, uma bela casa
e meu mundo estaria em ordem.
Com tudo isso aqui, junto de mim
fui seguindo a vida do melhor jeito que pude
lendo sobre gente que já havia morrido
e ouvindo a música de tantos outros que já tinha vivido
assim como eu...
Disse um dia, sem ter ninguém que pudesse escutar
que alcançaria tudo aquilo que
me comprometi a ir lá buscar.
Mas como vocês acham que me senti
quando acordei e finalmente descobri
que para ser um homem honesto
do qual os meus filhos iriam um dia se orgulhar
eu teria que, assim como todos os outros
antes e depois de mim
aprender também a roubar?
E agora...? O que eu faço com o caminho que eu percorri?
E agora...? Qual o valor desse sonho que eu mesmo construi?
Não parecer ser muito justo, deveriam ter me avisado
que a dor do primeiro passo era o começo da história
onde eu terminaria frustrado
Eu deveria ter trocado de coração
e esquecido o gosto de uma bela canção...
A vida não foi feita
para quem não a deseja tanto, com
fome de vive-la totalmente
plena e perfeita.
E agora...? O que eu faço com o caminho que eu percorri?
E agora...? Qual o valor desse sonho que eu mesmo construi?
Revirando coisas velhas, perdidas no meu antigo baú
encontro fotografias de parentes cujo nome eu já me esqueci.
Liberto tristezas, dissabores e também alguns poucos amores
que duram, insistem em ficar e não se apagar.
A pergunta que vem a seguir é inevitável,
quero e posso, mas não vou controlar...
Mesmo sabendo que não importa quem seja o questionado
não haverá uma resposta que caiba neste pequeno espaço
de uma vida presa
de um velho de 83 anos, que resolveu por bem
viver no corpo de um jovem que ainda não está
sequer perto dos 30.
Ambos com a mesma existência
acumulando erros, acertos, ganhando somente experiência.
Afinal, eu queria saber o que os dias reservaram para mim
quando é verão e chove por chover
assim que a tarde chega
e o dia sabe que é seu fim...
tolo e inocente, rindo e sonhando com o futuro.
E eu teria conforto, uma bela casa
e meu mundo estaria em ordem.
Com tudo isso aqui, junto de mim
fui seguindo a vida do melhor jeito que pude
lendo sobre gente que já havia morrido
e ouvindo a música de tantos outros que já tinha vivido
assim como eu...
Disse um dia, sem ter ninguém que pudesse escutar
que alcançaria tudo aquilo que
me comprometi a ir lá buscar.
Mas como vocês acham que me senti
quando acordei e finalmente descobri
que para ser um homem honesto
do qual os meus filhos iriam um dia se orgulhar
eu teria que, assim como todos os outros
antes e depois de mim
aprender também a roubar?
E agora...? O que eu faço com o caminho que eu percorri?
E agora...? Qual o valor desse sonho que eu mesmo construi?
Não parecer ser muito justo, deveriam ter me avisado
que a dor do primeiro passo era o começo da história
onde eu terminaria frustrado
Eu deveria ter trocado de coração
e esquecido o gosto de uma bela canção...
A vida não foi feita
para quem não a deseja tanto, com
fome de vive-la totalmente
plena e perfeita.
E agora...? O que eu faço com o caminho que eu percorri?
E agora...? Qual o valor desse sonho que eu mesmo construi?
Revirando coisas velhas, perdidas no meu antigo baú
encontro fotografias de parentes cujo nome eu já me esqueci.
Liberto tristezas, dissabores e também alguns poucos amores
que duram, insistem em ficar e não se apagar.
A pergunta que vem a seguir é inevitável,
quero e posso, mas não vou controlar...
Mesmo sabendo que não importa quem seja o questionado
não haverá uma resposta que caiba neste pequeno espaço
de uma vida presa
de um velho de 83 anos, que resolveu por bem
viver no corpo de um jovem que ainda não está
sequer perto dos 30.
Ambos com a mesma existência
acumulando erros, acertos, ganhando somente experiência.
Afinal, eu queria saber o que os dias reservaram para mim
quando é verão e chove por chover
assim que a tarde chega
e o dia sabe que é seu fim...
segunda-feira, novembro 03, 2008
E assim ele olhou no espelho e ficou puto da vida
Eu devia dar um jeito de atualizar isso aqui com mais frequencia... mas não consigo. Falta grana, falta tempo. E quando eu tenho os dois, eu não tenho saco para escrever.
Mas eu gosto do Pub 66. Ele tem registrado parte de mim. Gosto disso.
Os últimos meses tem sido... difíceis. Posso dizer assim.
Muita coisa aconteceu. Muita coisa que se eu pudesse eu riscaria da minha vida. Começando com o Kassab ganhando a eleição, e terminando com minha infecção que me impede a cicatrização.
Rima idiota... até meus poemas pioraram...
Certamente, quando eu estava com meus quinze, dezesseis anos, planejando meu futuro, não foi isso que eu imaginei. Jamais. Pouco saiu como o planejado. A vida é Inaudita. Uma força para além de mim. Uma força que não posso sequer tocar.
Além de conhecer meu Raio de Luz, irmã de uma ex-aluna minha, não consigo me lembrar de mais nada de bom que saiu da filosofia. Nada.
Ler Nietzsche, Wittgenstein, Russel, Gödel, Rousseau, Aristóteles, Anaximandro... enfim, ler tudo o que li, e estudar tudo o que estudei não me ajudou em nada. Pelo contrário. Me trouxeram crises existênciais horríveis que me deixaram a beira da loucura e do suicídio no decorrer desses anos.
E não é só isso. Existem coisas que eu até gostaria de escrever aqui. Desabafar entendem? Mas não consigo. Simplesmente não consigo. Não que outras pessoas não se sintam assim, pelo contrário. É até normal.
Normal demais até...
Mas eu gosto do Pub 66. Ele tem registrado parte de mim. Gosto disso.
Os últimos meses tem sido... difíceis. Posso dizer assim.
Muita coisa aconteceu. Muita coisa que se eu pudesse eu riscaria da minha vida. Começando com o Kassab ganhando a eleição, e terminando com minha infecção que me impede a cicatrização.
Rima idiota... até meus poemas pioraram...
Certamente, quando eu estava com meus quinze, dezesseis anos, planejando meu futuro, não foi isso que eu imaginei. Jamais. Pouco saiu como o planejado. A vida é Inaudita. Uma força para além de mim. Uma força que não posso sequer tocar.
Além de conhecer meu Raio de Luz, irmã de uma ex-aluna minha, não consigo me lembrar de mais nada de bom que saiu da filosofia. Nada.
Ler Nietzsche, Wittgenstein, Russel, Gödel, Rousseau, Aristóteles, Anaximandro... enfim, ler tudo o que li, e estudar tudo o que estudei não me ajudou em nada. Pelo contrário. Me trouxeram crises existênciais horríveis que me deixaram a beira da loucura e do suicídio no decorrer desses anos.
E não é só isso. Existem coisas que eu até gostaria de escrever aqui. Desabafar entendem? Mas não consigo. Simplesmente não consigo. Não que outras pessoas não se sintam assim, pelo contrário. É até normal.
Normal demais até...
quinta-feira, outubro 16, 2008
Dialética para deixar de sonhar
Tudo volta.
Tudo volta de volta para o mesmo lugar.
Cores, cheiros e sabores. Amargos, encontros e dissabores. Inferno, céu.
Fogo e desilusão, toda a vida oposta, indo louca, sempre na contramão.
Caralho, porque tem que ser sempre assim?
Um dia no passado, um dia superado, uma vida absolutamente normal.
Será que ao menos uma palavra boa não pode vir? Não precisa nem mesmo ser um ato, uma atitude.
Só uma palavra.
Nada de desconfiança, nada de pessimismo. Só preciso de um "Vai dar certo Raffa. Eu te ajudo, eu te apoio."
É tão difícil assim, é realmente pedir demais?
Todo mundo fala que eu sou pessimista, negativo, cruel. Coisas assim... Mas porra... passem uma semana na minha pele, escutando o que eu escuto, vendo o que eu vejo, sentido o que eu sinto.
Passem uma semana vivendo minha vida. Não dá.
Simplesmente não dá para ver um mundo bom e fabuloso, com pessoas boas e fabulosas.
Não dá. Aliás, para o inferno com o mundo. Que tudo se exploda e não sobre nem migalhas.
Tudo volta de volta para o mesmo lugar.
Cores, cheiros e sabores. Amargos, encontros e dissabores. Inferno, céu.
Fogo e desilusão, toda a vida oposta, indo louca, sempre na contramão.
Caralho, porque tem que ser sempre assim?
Um dia no passado, um dia superado, uma vida absolutamente normal.
Será que ao menos uma palavra boa não pode vir? Não precisa nem mesmo ser um ato, uma atitude.
Só uma palavra.
Nada de desconfiança, nada de pessimismo. Só preciso de um "Vai dar certo Raffa. Eu te ajudo, eu te apoio."
É tão difícil assim, é realmente pedir demais?
Todo mundo fala que eu sou pessimista, negativo, cruel. Coisas assim... Mas porra... passem uma semana na minha pele, escutando o que eu escuto, vendo o que eu vejo, sentido o que eu sinto.
Passem uma semana vivendo minha vida. Não dá.
Simplesmente não dá para ver um mundo bom e fabuloso, com pessoas boas e fabulosas.
Não dá. Aliás, para o inferno com o mundo. Que tudo se exploda e não sobre nem migalhas.
terça-feira, setembro 30, 2008
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