José Pereira de Lima.
José era um homem com seu cigarro de palha, sem terno de vidro nem lavra de ouro. Um homem de chinelo de dedos azul surrado. Cabelo despenteado e farto. Sorriso torto. Eu via bondade naquele homem. Muita bondade. Posso estar errado, mas eu via. Ele era a alegria da criançada. Distribuía beliscões e tapas por onde passava, mas estava sempre rodeado delas. Zeca, o chamavam. Como um moleque. Um moleque com seus cinqüenta e tantos anos.
Zeca, o Bukowski brasileiro. O homem que fumava muito. Quando jovem bebia muito. Forte como um touro. Vagabundo. Um tanto amargo. Outro tanto cínico. Ria-se da idiotice burguesa, sem nem ao menos saber o que era um burguês. Havia estudado até a terceira série. Torrou a herança da sua mãe comprando uma carreta. Tomou um porre do caralho e na primeira viagem rebentou o caminhão numa vaca no meio da estrada. A vaca morreu mugindo, o caminhão se espatifou e José seguiu andando pela vida um ano antes de voltar pra casa, com um saco de pão debaixo dos braços, beijar sua mulher, e ir dormir.
A sua maneira, viveu e conquistou aquilo que somente um homem realmente bom pode conquistar. Amigos. Família. Eu mataria e morreria por ele. Minha mãe idem. Assim como minha irmã e meu pai. Assim como um punhado de gente mais. Primos, vizinhos, irmãos. Zeca conseguiu ter o carinho e o amor de muita gente sorrindo, provocando, brincando, abraçando, fugindo do trabalho, chorando, caminhando, suando e fedendo com todas elas em volta.
Dia vinte e dois de julho, meu pai me ligou as onze e tantas da noite. Meu avô, José e seu cigarro de palha haviam falecido. Eu chorei do lado de cá. Ele chorou do lado de lá. Eu no Rio Grande do Sul, ele em São Paulo, meu avô no Paraná. No dia seguinte minha irmã me liga, perguntando quando eu vou poder ir vê-los. Ela chora. Assusta-se quando fico mudo. Pensa ter acabado os poucos créditos do cartão de orelhão. Ela não terá grana para comprar outro.
Estamos longe um do outro. Eu da minha irmã, dos meus pais, de minha filha. Nós todos de meu avô, agora ainda mais. Queria muito o abraço deles. Queria o abraço de alguém que ama esse velho safado que foi meu avô.
Por sorte tenho a mulher que tenho. E ela tem a família que tem. E eu gostaria que eles tivessem na memória a lembrança desse homem que foi meu avô. O homem que tanto me ensinou sobre tudo.
sexta-feira, julho 23, 2010
terça-feira, julho 13, 2010
entre o bem e o mal, tentando o além...
escapei de uma vida vazia, e procuro a cada instante não voltar mais para ela.
o marcão ta certo. to mais marxista mesmo. luta de classes, fetichismo, dialética materialista, essas bobeiras todas tem lá sua parte de verdade (?).
mas ainda vejo tudo a minha maneira (pois não há como ver de outra). vejo a calsse dominante como sendo a mais fraca do ponto de vista nietzscheano. vejo o mundo como uma construção de proposições, sem valor ético ou moral imanente. nas palavras do bigodudo, apenas um exército móvel de metáforas e metonímias, constrói o mundo fenomenológico.
e neste mundo vazio de significados verdadeiros, dou margem para criar os meus significados falsos, que só fazem sentido para mim. Construo as bases para minhas verdades afirmando o oposto. Afirmando que não há verdades. E quando todos estão errados, todos estão certos. O valor da proposição permance, mudam apenas os signos.
Gosto de pensar nisso. Em saber que estou certo, por estar errado e não me importar. Não por ser pós-moderno, proclamar o fim da razão. To pouco me fudendo para isso.
Mas quero uma vida a minha maneira, e estou construindo aquilo que preciso para isso. Porque uns dois anos atrás o Cruj disse que eu me levava a sério demais, e ele acertou. Tanto que desde aquele dia, aparentemente bobo, vim demolindo alicerces, verdades, valores, e criando outros.
Sai mestrado, entra casório. Sai ateísmo, entra uma crença crítica em Deus. Sai minha postura neutra, entra um certo marxismo.
Novos pensadores entram na lista. Deleuze, Foucault, Spinoza.
E por fim, Wittgenstein nem me parece tão atrativo assim, nos últimos meses...
o marcão ta certo. to mais marxista mesmo. luta de classes, fetichismo, dialética materialista, essas bobeiras todas tem lá sua parte de verdade (?).
mas ainda vejo tudo a minha maneira (pois não há como ver de outra). vejo a calsse dominante como sendo a mais fraca do ponto de vista nietzscheano. vejo o mundo como uma construção de proposições, sem valor ético ou moral imanente. nas palavras do bigodudo, apenas um exército móvel de metáforas e metonímias, constrói o mundo fenomenológico.
e neste mundo vazio de significados verdadeiros, dou margem para criar os meus significados falsos, que só fazem sentido para mim. Construo as bases para minhas verdades afirmando o oposto. Afirmando que não há verdades. E quando todos estão errados, todos estão certos. O valor da proposição permance, mudam apenas os signos.
Gosto de pensar nisso. Em saber que estou certo, por estar errado e não me importar. Não por ser pós-moderno, proclamar o fim da razão. To pouco me fudendo para isso.
Mas quero uma vida a minha maneira, e estou construindo aquilo que preciso para isso. Porque uns dois anos atrás o Cruj disse que eu me levava a sério demais, e ele acertou. Tanto que desde aquele dia, aparentemente bobo, vim demolindo alicerces, verdades, valores, e criando outros.
Sai mestrado, entra casório. Sai ateísmo, entra uma crença crítica em Deus. Sai minha postura neutra, entra um certo marxismo.
Novos pensadores entram na lista. Deleuze, Foucault, Spinoza.
E por fim, Wittgenstein nem me parece tão atrativo assim, nos últimos meses...
quinta-feira, julho 01, 2010
filosofia pra que te quero?
não vou falar sobre minha ausência. falarei sobre seus impactos acerca deste.
não consigo olhar o mundo e não encontrar a luta de classes marxista. não dá.
pra onde olho vejo burgueses rindo com seus charutos, e a plebe se fodendo com hemorróidas no cú.
sonhos são coqueluxe. artigos de luxo. e mesmo eles estão confinados.
qual o seu sonho magnata? com o que vc anda sonhando nos últimos tempos?
carro importado? casa na praia? senso comum demais? vc se acha alternativo demais para se render aos caprichos mundanos?
tvz tenha pensado em escrever um bom livro. bons poemas. uma tese bem aceita. passar no mestrado. conseguir a bolsa para estudar.
não criamos mais sonhos. os importamos. os pegamos emprestados, via uma espécie de lógica imanente. nascemos com sonhos pré-programados, basta escolher quais estão a disposição.
não falarei sobre essas porras todas. espero um mínimo de bom senso de quem está a fim de manter contato comigo ou com o que eu escrevo. meu texto termina se vc conseguir alcançar seu intento sozinho, sem minha condução.
guia de cú é rola. adoro esta metáfora.
e se não conseguir sozinho tbm, nada muda. os negros continuam sofrendo com neo-nazistas, os gays sendo perseguidos por homofóbicos, os aleijados brigando por rampas de acesso. e a fome vai sendo do jeito que sempre foi.
enquanto eu não conseguir criar meu próprio sonho acerca da filosofia, paro. seis dos meus méritos, onde cheguei e onde posso ir.
não consigo olhar o mundo e não encontrar a luta de classes marxista. não dá.
pra onde olho vejo burgueses rindo com seus charutos, e a plebe se fodendo com hemorróidas no cú.
sonhos são coqueluxe. artigos de luxo. e mesmo eles estão confinados.
qual o seu sonho magnata? com o que vc anda sonhando nos últimos tempos?
carro importado? casa na praia? senso comum demais? vc se acha alternativo demais para se render aos caprichos mundanos?
tvz tenha pensado em escrever um bom livro. bons poemas. uma tese bem aceita. passar no mestrado. conseguir a bolsa para estudar.
não criamos mais sonhos. os importamos. os pegamos emprestados, via uma espécie de lógica imanente. nascemos com sonhos pré-programados, basta escolher quais estão a disposição.
não falarei sobre essas porras todas. espero um mínimo de bom senso de quem está a fim de manter contato comigo ou com o que eu escrevo. meu texto termina se vc conseguir alcançar seu intento sozinho, sem minha condução.
guia de cú é rola. adoro esta metáfora.
e se não conseguir sozinho tbm, nada muda. os negros continuam sofrendo com neo-nazistas, os gays sendo perseguidos por homofóbicos, os aleijados brigando por rampas de acesso. e a fome vai sendo do jeito que sempre foi.
enquanto eu não conseguir criar meu próprio sonho acerca da filosofia, paro. seis dos meus méritos, onde cheguei e onde posso ir.
segunda-feira, março 15, 2010
tempo
estou no rio grande do sul há quase um ano já.
agora começo a me estabilizar. agora começo a fazer mais do que somente me segurar para não cair.
ecos de um bebado e o equilibrista...
em breve eu apareço ai.
peço q desculpem a ausência. se é q foi notada.
recomeçar a vida do zero, longe de todos os q conhece é um pouco difícil.
tive ajuda e apoio e ainda tenho. e isso faz toda diferença.
e por enquanto é só.
ah!
a bílis voltou a ferver...
agora começo a me estabilizar. agora começo a fazer mais do que somente me segurar para não cair.
ecos de um bebado e o equilibrista...
em breve eu apareço ai.
peço q desculpem a ausência. se é q foi notada.
recomeçar a vida do zero, longe de todos os q conhece é um pouco difícil.
tive ajuda e apoio e ainda tenho. e isso faz toda diferença.
e por enquanto é só.
ah!
a bílis voltou a ferver...
sexta-feira, dezembro 04, 2009
lá e de volta outra vez
uns bons tempos passaram desde minhas últimas notícias.
a maioria ja deve saber, estou morando no rio grande do sul. sampa é passado, história.
história das mais bizarras tvz.
como sempre muitas coisas aconteceram. revi minha própria vida, e experimentei a saudade em doses cavalares.
chorei muito a noite, para q ninguém pudesse ouvir. sou orgulhoso.
saudade de meus pais, da minha filha, da minha irmã. dos meus amigos tão preciosos.
das noites malditas na metodista.
mas com o tempo as coisas foram se ajeitando, e uma nova história começou a ser escrita.
o velho buk nos diz para escrever sobre aquilo q vivemos. estou fazendo isso. sempre fiz.
reli coisas, re-senti outras. encontrei aquilo que havia me levado a filosofia, anos atrás.
recuperei parte da minha inocência. por opção.
para citar gaardner, estou saindo novamente da pelagem do coelho.
sim, o mundo é algo fantástico. viver é birutice.
e dia onze, eu me caso.
com a guria que vim buscar aqui. e então a história de mim mesmo falará tbm desta minha parte.
uma parte chamada gisele dorscheid (oliveira).
a maioria ja deve saber, estou morando no rio grande do sul. sampa é passado, história.
história das mais bizarras tvz.
como sempre muitas coisas aconteceram. revi minha própria vida, e experimentei a saudade em doses cavalares.
chorei muito a noite, para q ninguém pudesse ouvir. sou orgulhoso.
saudade de meus pais, da minha filha, da minha irmã. dos meus amigos tão preciosos.
das noites malditas na metodista.
mas com o tempo as coisas foram se ajeitando, e uma nova história começou a ser escrita.
o velho buk nos diz para escrever sobre aquilo q vivemos. estou fazendo isso. sempre fiz.
reli coisas, re-senti outras. encontrei aquilo que havia me levado a filosofia, anos atrás.
recuperei parte da minha inocência. por opção.
para citar gaardner, estou saindo novamente da pelagem do coelho.
sim, o mundo é algo fantástico. viver é birutice.
e dia onze, eu me caso.
com a guria que vim buscar aqui. e então a história de mim mesmo falará tbm desta minha parte.
uma parte chamada gisele dorscheid (oliveira).
segunda-feira, agosto 03, 2009
- ...
parei.
sim sim. parei.
dei um tempo com política. não aguento mais a bilís fervendo a toa. deixa isso pra lá.
e deixa pra lá tbm manhãs indispostas.
esqueça as porcarias q te disseram sobre a vida.
esqueça um monte de coisa.
construa outras, q te tragam um sentido melhor.
rasgue livros.
mas guarde um do fante.
e mande a gramática a pqp.
e por fim...
viva.
sim sim. parei.
dei um tempo com política. não aguento mais a bilís fervendo a toa. deixa isso pra lá.
e deixa pra lá tbm manhãs indispostas.
esqueça as porcarias q te disseram sobre a vida.
esqueça um monte de coisa.
construa outras, q te tragam um sentido melhor.
rasgue livros.
mas guarde um do fante.
e mande a gramática a pqp.
e por fim...
viva.
terça-feira, julho 14, 2009
entre os 13 e os 23
eu e minha imagem
refletida no espelho
ainda estamos tentando entender
e até mesmo suportar
o peso daqueles meus anos perdidos
entre os 16 e os 23
olhei de relance e percebi
abraços vazios,
sorrisos tão frios,
promessas feitas as pressas,
e toda inocência escondida tão discreta
no vão de meus olhos...
foram tempos difíceis,
onde sonhos foram sacrificados
nenhum ideal conseguiu ser alcançado
e eu me coloquei à margem
entregue ao passado.
vida e morte se igualaram
com o mesmo valor.
e permiti acontecer o mesmo
com meus sentimentos, o ódio e também o amor
juntos, contrapesos da mesma balança
sufocando o que me restava como esperança...
então...
olhei de relance e percebi
abraços vazios,
sorrisos tão frios,
promessas feitas as pressas,
e toda inocência escondida tão discreta
no vão de meus olhos...
foram tempos difíceis,
onde sonhos foram sacrificados
nenhum ideal conseguiu ser alcançado
e eu me coloquei à margem
entregue ao passado.
refletida no espelho
ainda estamos tentando entender
e até mesmo suportar
o peso daqueles meus anos perdidos
entre os 16 e os 23
olhei de relance e percebi
abraços vazios,
sorrisos tão frios,
promessas feitas as pressas,
e toda inocência escondida tão discreta
no vão de meus olhos...
foram tempos difíceis,
onde sonhos foram sacrificados
nenhum ideal conseguiu ser alcançado
e eu me coloquei à margem
entregue ao passado.
vida e morte se igualaram
com o mesmo valor.
e permiti acontecer o mesmo
com meus sentimentos, o ódio e também o amor
juntos, contrapesos da mesma balança
sufocando o que me restava como esperança...
então...
olhei de relance e percebi
abraços vazios,
sorrisos tão frios,
promessas feitas as pressas,
e toda inocência escondida tão discreta
no vão de meus olhos...
foram tempos difíceis,
onde sonhos foram sacrificados
nenhum ideal conseguiu ser alcançado
e eu me coloquei à margem
entregue ao passado.
segunda-feira, junho 29, 2009
raffa, o sulista
cheguei.
vim eu, os livros, roupas e coragem. nada mais.
estou no sul, eu e Deus, e mais duas pessoas fabulosas.
luíz carlos. um dos fulanos mais sinceros e verdadeiros que já vi na vida. nem sei como agradece-lo...
e gisele.
gisele dorscheid.
afinal porque um homem atravessaria três estados, mais de mil kms, sozinho, sem eira nem beira, com a cara e com a coragem, senão por alguém?
sim. as coisas estão de fato melhorando...
vim eu, os livros, roupas e coragem. nada mais.
estou no sul, eu e Deus, e mais duas pessoas fabulosas.
luíz carlos. um dos fulanos mais sinceros e verdadeiros que já vi na vida. nem sei como agradece-lo...
e gisele.
gisele dorscheid.
afinal porque um homem atravessaria três estados, mais de mil kms, sozinho, sem eira nem beira, com a cara e com a coragem, senão por alguém?
sim. as coisas estão de fato melhorando...
sábado, junho 06, 2009
apertem os cintos, o piloto sumiu!
é. sumiu. um avião em pleno vôo sumiu.
é como dizem por aí. essas coisas são feitas por mãos humanas e os seres humanos tem o péssimo costume de errar. (sim, isso é uma citação a alguém.)
mas tudo, bem. não da nada não. é só mais umas dezenas de mortos. estamos imunes a isso. enquanto tudo não se esclarece, lula cancela ida a missa. e o coringão tenta reação no campeonato brasileiro. e os lakers comemoram! segundo kobe bryant, eles encontraram a maneira de jogar. viva! já a fashion rio começa com atraso. ai sim, que problemão.
enquanto isso, meu xará, rafael de santa catarina, condenado pela justiça do paraná por assalto e procurado pela polícia de santa catarina ensina uma criança de dois anos a assaltar, usando uma boneca no papel do assaltado e uma arma de brinquedo para dar mais realismo a cena.
cadê meu dinheiro? a garotinha pergunta com perfeição. em seguida ela da uma coronhada na boneca, assim como foi ensinada. no final a criança aprende a exclamar, "eu amo o dinheiro".
ainda bem que brasil e uruguai tem um jogo decisivo neste sábado mesmo às quatro.
nossa dose semanal de morfina e prozac.
é como dizem por aí. essas coisas são feitas por mãos humanas e os seres humanos tem o péssimo costume de errar. (sim, isso é uma citação a alguém.)
mas tudo, bem. não da nada não. é só mais umas dezenas de mortos. estamos imunes a isso. enquanto tudo não se esclarece, lula cancela ida a missa. e o coringão tenta reação no campeonato brasileiro. e os lakers comemoram! segundo kobe bryant, eles encontraram a maneira de jogar. viva! já a fashion rio começa com atraso. ai sim, que problemão.
enquanto isso, meu xará, rafael de santa catarina, condenado pela justiça do paraná por assalto e procurado pela polícia de santa catarina ensina uma criança de dois anos a assaltar, usando uma boneca no papel do assaltado e uma arma de brinquedo para dar mais realismo a cena.
cadê meu dinheiro? a garotinha pergunta com perfeição. em seguida ela da uma coronhada na boneca, assim como foi ensinada. no final a criança aprende a exclamar, "eu amo o dinheiro".
ainda bem que brasil e uruguai tem um jogo decisivo neste sábado mesmo às quatro.
nossa dose semanal de morfina e prozac.
quinta-feira, junho 04, 2009
got some
http://www.youtube.com/watch?v=F0fEbT_e4iE
sou um cara nostalgico por opção. e diante de um momento em que muita coisa pode mudar, escolho um som para marcar tudo o que está acontecendo. cada novo ato que se desdobra.
"got some"
yeah!
afinal só há fatos, e nossa construção moral dos fatos.
daqui em diante, será assim.
afinal, imaginem só, se jack kerouac não tivesse viajado toda rota 66?
não teríamos a beat generation.
então, está na hora desse beat aqui se preparar para sua viagem.
o tempo não pode esperar.
sou um cara nostalgico por opção. e diante de um momento em que muita coisa pode mudar, escolho um som para marcar tudo o que está acontecendo. cada novo ato que se desdobra.
"got some"
yeah!
afinal só há fatos, e nossa construção moral dos fatos.
daqui em diante, será assim.
afinal, imaginem só, se jack kerouac não tivesse viajado toda rota 66?
não teríamos a beat generation.
então, está na hora desse beat aqui se preparar para sua viagem.
o tempo não pode esperar.
sexta-feira, maio 29, 2009
porque gosto de girassóis e cartas e as vezes sou feito somente de palavras

porque eu gosto de flores.
sim, o brucutu, o animal aqui gosta de flores sim. sempre gostei. e quem me conhece há mais tempo, e o suficiente vai se lembrar de eu falando em querer ser jardineiro em algum momento da minha vida (provavelmente na velhice). isso antes de ler Wittgenstein, é bom que se diga.
e gosto de mais coisas ainda.
gosto de receber cartas. gosto mesmo. quem hoje em dia manda cartas para alguém?
gosto também quando meus escritos, minhas palavras não morrem no vento. porque muitas vezes as palavras são aquilo que eu sou. eu sei que pode soar piegas, mas elas representam minha alma.
e quando alguém pega minha alma e dá a ela um corpo... aí é foda. aí cara... é muito foda.
um corpo com nome: "entre versos, sonhos e amor".
um corpo editado, cuidado com carinho, feito a mão.
e o que sai de mim, volta. e sentimentos, e palavras e tudo que me é valioso se torna uma estrada de mão dupla...
terça-feira, maio 26, 2009
clichê
caralho.
pronto. falei.
não aguento mais a rotina. não a minha. a que vejo. todos os dias ouço falar sobre as mesmas coisas em jornais, revistas, sites, blogs, blá, blá. blá.
há excessões? sim. há.
ainda existem pessoas que escrevem bem pra cacete e mesmo assuntos velhos se tornam novos.
mas tão raras... tão raras. e afinal de contas, não é esse meu caso. na minha mão o velho se decompõe. de tão mais velho que fica.
é sempre desgraça. pai que mata filha, tiroteio na favela, roubo em bairro de classe média. são paulo que perde. ou então infantilidade. ronaldo que fala, um ator que se separa, lula que nos maltrata. saca? será que só eu fico de saco cheio? quero escrever, quero tirar a raiva do peito, mas ai eu paro e penso.
"é... sou só mais um idiota que se acha intelectualizado".
outros farão isso por mim. quero falar, mas quero que coisas novas sejam ditas. o problema é que não consigo falar sobre coisas novas, enquanto as velhas continuam me espezinhando.
enfim... desabafo de um rabugento.
e sim, troquei o conhaque pelo café.
pronto. falei.
não aguento mais a rotina. não a minha. a que vejo. todos os dias ouço falar sobre as mesmas coisas em jornais, revistas, sites, blogs, blá, blá. blá.
há excessões? sim. há.
ainda existem pessoas que escrevem bem pra cacete e mesmo assuntos velhos se tornam novos.
mas tão raras... tão raras. e afinal de contas, não é esse meu caso. na minha mão o velho se decompõe. de tão mais velho que fica.
é sempre desgraça. pai que mata filha, tiroteio na favela, roubo em bairro de classe média. são paulo que perde. ou então infantilidade. ronaldo que fala, um ator que se separa, lula que nos maltrata. saca? será que só eu fico de saco cheio? quero escrever, quero tirar a raiva do peito, mas ai eu paro e penso.
"é... sou só mais um idiota que se acha intelectualizado".
outros farão isso por mim. quero falar, mas quero que coisas novas sejam ditas. o problema é que não consigo falar sobre coisas novas, enquanto as velhas continuam me espezinhando.
enfim... desabafo de um rabugento.
e sim, troquei o conhaque pelo café.
domingo, maio 24, 2009
go go go!!!
jardim da lua:
http://www.fotolog.com.br/dgiseled
"O que move esse mundo tão podre?
é a preguiça das pessoas que me faz sentir pena de vê-las respirarem
a cidade hoje dorme e eu continuo a rodar"
"E como elas vão continuar criando seus filhos?
[...]
vão carrega-los pelas suas pequenas mãozinhas
pra quando crescerem humilharem seus funcionários
e vai passar no noticiário, como todas as noites
os assaltos que aconteceram nas últimas horas"
"E as tantas músicas e os protestos, e as caras pintadas pra guerra?
nada disso passa de barulho"
eis alguém que também escreve com a bílis. da um pulo por lá. é alguém falando sobre questões que deveriam ser discutidas mais vezes.
com frequência.
ao invés de lermos apenas shakespeare, que leiamos o que o moleque não escreve por estar com uma foice nas mãos. e vista, se a carapulsa servir.
no final fica o meu desejo de que quero "matar o ser humano para que eles vejam o quanto se corroeram"
http://www.fotolog.com.br/dgiseled
"O que move esse mundo tão podre?
é a preguiça das pessoas que me faz sentir pena de vê-las respirarem
a cidade hoje dorme e eu continuo a rodar"
"E como elas vão continuar criando seus filhos?
[...]
vão carrega-los pelas suas pequenas mãozinhas
pra quando crescerem humilharem seus funcionários
e vai passar no noticiário, como todas as noites
os assaltos que aconteceram nas últimas horas"
"E as tantas músicas e os protestos, e as caras pintadas pra guerra?
nada disso passa de barulho"
eis alguém que também escreve com a bílis. da um pulo por lá. é alguém falando sobre questões que deveriam ser discutidas mais vezes.
com frequência.
ao invés de lermos apenas shakespeare, que leiamos o que o moleque não escreve por estar com uma foice nas mãos. e vista, se a carapulsa servir.
no final fica o meu desejo de que quero "matar o ser humano para que eles vejam o quanto se corroeram"
sexta-feira, maio 15, 2009
z & r
não sou conhecido por fazer as coisas da maneira mais fácil. ou da mais difícil.
sou conhecido por fazer as coisas a minha maneira. e nem sempre ela é aquela que outros esperam.
e é assim que eu me sinto vivo. sinto que a vida está nas minhas mãos e não o inverso.
é assim que zaratustra dança. é assim que o raffa sorri.
com outros ares mais frios talvez.
sou conhecido por fazer as coisas a minha maneira. e nem sempre ela é aquela que outros esperam.
e é assim que eu me sinto vivo. sinto que a vida está nas minhas mãos e não o inverso.
é assim que zaratustra dança. é assim que o raffa sorri.
com outros ares mais frios talvez.
quarta-feira, maio 13, 2009
perfume
e tem dias que o tédio se vai, claro porque não?
há momentos em que até mesmo o tédio desaparece. são momentos raros, e talvez seja de certa forma bom que seja assim. o limão é mais amargo depois de encher a boca com mel, e o inverso da proposição é tão verdadeira quanto.
dia doze de maio foi um dia assim. um dia desses. combinado, o dia não teria acontecido como aconteceu.
e lá estava um novo perfume em meu quarto. literalmente.
sei que de repente eu estava com seis páginas de um pequeno ensaio sobre o momento cultural europeu no final do século XIX e começo do século XX, bem como a ruptura do modelo geométrico euclidiano, dando vazão aos modelos de geometria elíptica e hiperbólica e a ruptura de pensamento no campo da matemática com Gödel e na filosofia da linguagem com Wittgenstein. ainda teve dois contos escritos ("um dia daqueles..." e "o vazio das minhas rugas"), e mais vinte páginas do livro que ando escrevendo, "350 passos. todos na direção errada". (obrigado pela dica do nome gabriel)
nunca comentei sobre isso, mas 350 passos é o final de uma trilogia (porque trilogias estão na moda) que começa com "como encher com terra o buraco onde sepultamos nossos sonhos" e que segue com "R$ 12,90" mostrando a infância, adolescência e juventude de Luca Bonnano, um Henry Chinasky de terceira categoria.
terminei o dia com mais seis ou sete poemas.
porque sim, eu gosto de flores. agora, principalmente, girassóis.
há momentos em que até mesmo o tédio desaparece. são momentos raros, e talvez seja de certa forma bom que seja assim. o limão é mais amargo depois de encher a boca com mel, e o inverso da proposição é tão verdadeira quanto.
dia doze de maio foi um dia assim. um dia desses. combinado, o dia não teria acontecido como aconteceu.
e lá estava um novo perfume em meu quarto. literalmente.
sei que de repente eu estava com seis páginas de um pequeno ensaio sobre o momento cultural europeu no final do século XIX e começo do século XX, bem como a ruptura do modelo geométrico euclidiano, dando vazão aos modelos de geometria elíptica e hiperbólica e a ruptura de pensamento no campo da matemática com Gödel e na filosofia da linguagem com Wittgenstein. ainda teve dois contos escritos ("um dia daqueles..." e "o vazio das minhas rugas"), e mais vinte páginas do livro que ando escrevendo, "350 passos. todos na direção errada". (obrigado pela dica do nome gabriel)
nunca comentei sobre isso, mas 350 passos é o final de uma trilogia (porque trilogias estão na moda) que começa com "como encher com terra o buraco onde sepultamos nossos sonhos" e que segue com "R$ 12,90" mostrando a infância, adolescência e juventude de Luca Bonnano, um Henry Chinasky de terceira categoria.
terminei o dia com mais seis ou sete poemas.
porque sim, eu gosto de flores. agora, principalmente, girassóis.
sábado, maio 09, 2009
insônia e um raffa diferente...
insônia.
cá estou eu mais uma vez. pensando e pensando. é só isso que eu faço. fiquei os últimos anos da minha vida aprendendo a fazer isso. aliás, é somente para isso que cursar filosofia me ajudou até agora. para pensar. ter insônia. ficar horas e horas com a mesma coisa dentro da cabeça.
e ai roda pela minha cabeça tudo e nada. aquilo que eu queria, e também aquilo de que eu deveria esquecer.
coisas que se foram. coisas que virão.
enfim... só mais um dia, como eu vivo dizendo...
e as pessoas certas nos lugares certos, e as pessoas erradas nos lugares errados...
raro, mas deixo um beijo para algumas pessoas somente. quem o receber saberá.
cá estou eu mais uma vez. pensando e pensando. é só isso que eu faço. fiquei os últimos anos da minha vida aprendendo a fazer isso. aliás, é somente para isso que cursar filosofia me ajudou até agora. para pensar. ter insônia. ficar horas e horas com a mesma coisa dentro da cabeça.
e ai roda pela minha cabeça tudo e nada. aquilo que eu queria, e também aquilo de que eu deveria esquecer.
coisas que se foram. coisas que virão.
enfim... só mais um dia, como eu vivo dizendo...
e as pessoas certas nos lugares certos, e as pessoas erradas nos lugares errados...
raro, mas deixo um beijo para algumas pessoas somente. quem o receber saberá.
sexta-feira, maio 08, 2009
tédio
lá está o lula dizendo que ta de boa viajar de avião com a marisa usando meu dinheiro. e tem um outro canalha dizendo que o desgraçado que construiu o castelo é alvo de injustiça. e a marta se preparando para se candidatar. e collor subindo que nem um foguete na política. aliás, collor, amigo de lula. que é o cara. o barack obama disse.
em são paulo expansão do metrô. a coisa pífia tida como uma revolução. china crescendo a dez por cento o ano. e chineses ganhando dez centavos o dia colhendo arroz. e eu dizendo a mim mesmo que não preciso de outra pela para não explodir. ah... a bílis ta fervendo. os dois socos que tomei no nariz não foram nada. nem quebrou, ve se pode. preciso de mais. preciso de facas quentes entrando fundo no cérebro. preciso de algo que me faça despertar. algo que me leve para outro lugar. além das merdas que se vê na tv. além dos pombos voando atrás de migalhas. além das nuvens de chuva e dos ratos que procriam.
porque o mundo continua na mesma, e só uma meia dúzia de doido saca isso. ai sobre a indigestão da noite, pode apostar.
em são paulo expansão do metrô. a coisa pífia tida como uma revolução. china crescendo a dez por cento o ano. e chineses ganhando dez centavos o dia colhendo arroz. e eu dizendo a mim mesmo que não preciso de outra pela para não explodir. ah... a bílis ta fervendo. os dois socos que tomei no nariz não foram nada. nem quebrou, ve se pode. preciso de mais. preciso de facas quentes entrando fundo no cérebro. preciso de algo que me faça despertar. algo que me leve para outro lugar. além das merdas que se vê na tv. além dos pombos voando atrás de migalhas. além das nuvens de chuva e dos ratos que procriam.
porque o mundo continua na mesma, e só uma meia dúzia de doido saca isso. ai sobre a indigestão da noite, pode apostar.
quarta-feira, maio 06, 2009
bocecjo
é...
tudo estranho demais para mim. tudo complicado demais para mim.
sei lá como descrever, mas acho que todo mundo já sentiu esse rosnado dentro do peito.
creio que qualquer um sabe do que eu estou falando... essa vontade doida de mudar. de repente até mesmo o horizonte se torna uma prisão. vou ficando mais fino, como se a vida passasse por mim e me esticasse. como se as pessoas certas estivessem nos lugares errados... tão longe, tão longe... alguns estados de distância. e o que eu faço com tudo aquilo pelo qual me esforcei? cadê aquele papo piegas de que você colhe o que você planta?
sem ego, sem vaidade... mas porra. acho que fiz por merecer. tcc com qualidade de um formando de mestrado uspiano. monitor na faculdade. palestrante. pesquisas concluidas. aplaudido por doutores. chamado para pesquisar para o maior curso de pós-graduação que esse país já viu, pela unifesp. curso que, creio, foi engavetado... e eu me fodi mais uma vez...
uma vida sem muito rumo, sem muito sentido. caralho... é como se fosse uma estrada de mão única sempre, e eu não devo ter visto a placa que dizia "'última saída para seus sonhos, próxima à esquerda".
ao invés disso, me resta a miséria da existência. um simples bocejo da natureza diante do cosmo...
tudo estranho demais para mim. tudo complicado demais para mim.
sei lá como descrever, mas acho que todo mundo já sentiu esse rosnado dentro do peito.
creio que qualquer um sabe do que eu estou falando... essa vontade doida de mudar. de repente até mesmo o horizonte se torna uma prisão. vou ficando mais fino, como se a vida passasse por mim e me esticasse. como se as pessoas certas estivessem nos lugares errados... tão longe, tão longe... alguns estados de distância. e o que eu faço com tudo aquilo pelo qual me esforcei? cadê aquele papo piegas de que você colhe o que você planta?
sem ego, sem vaidade... mas porra. acho que fiz por merecer. tcc com qualidade de um formando de mestrado uspiano. monitor na faculdade. palestrante. pesquisas concluidas. aplaudido por doutores. chamado para pesquisar para o maior curso de pós-graduação que esse país já viu, pela unifesp. curso que, creio, foi engavetado... e eu me fodi mais uma vez...
uma vida sem muito rumo, sem muito sentido. caralho... é como se fosse uma estrada de mão única sempre, e eu não devo ter visto a placa que dizia "'última saída para seus sonhos, próxima à esquerda".
ao invés disso, me resta a miséria da existência. um simples bocejo da natureza diante do cosmo...
segunda-feira, maio 04, 2009
ando ruminando. sobre o que?
sobre nascer, crescer, estudar, trabalhar, comprar casa, carro, viajar. ficar famoso, ser reconhecido, ter o ego inflado. e fazer tudo aquilo que é já foi feito. ai repete-se tudo de novo. e por fim morrer.
não há nada além? vivemos da mesma maneira a séculos. será sempre assim? um homem grego há dois mil anos atrás, em uma fila grega para comprar seu pão grego, devia pensar mais ou menos o mesmo que nós. ter família. viver. comer. ter como se locomover. coisas assim.
pra que?
vai saber...
eu sei que ainda tenho um pouco de sonhos guardados comigo, cores melhores para ver. e enquanto eu vou caminhando o sol está nas minhas costas de um jeito belo demais para ser desse mundo. uma sensação reconfortante. a minha frente um cachorro sarnento se cansa de brigar com suas pulgas e vai se transformando em uma bola de pus.
sobre nascer, crescer, estudar, trabalhar, comprar casa, carro, viajar. ficar famoso, ser reconhecido, ter o ego inflado. e fazer tudo aquilo que é já foi feito. ai repete-se tudo de novo. e por fim morrer.
não há nada além? vivemos da mesma maneira a séculos. será sempre assim? um homem grego há dois mil anos atrás, em uma fila grega para comprar seu pão grego, devia pensar mais ou menos o mesmo que nós. ter família. viver. comer. ter como se locomover. coisas assim.
pra que?
vai saber...
eu sei que ainda tenho um pouco de sonhos guardados comigo, cores melhores para ver. e enquanto eu vou caminhando o sol está nas minhas costas de um jeito belo demais para ser desse mundo. uma sensação reconfortante. a minha frente um cachorro sarnento se cansa de brigar com suas pulgas e vai se transformando em uma bola de pus.
quarta-feira, abril 29, 2009
Canção do Sul
A um passo do abismo, eu sinto
Sonhos e desejos,
O gosto de todos os medos
Indo embora sem se despedir...
Minha liberdade chora
Sabendo que retornar para o peito
Guiada por olhos que sabem onde querem ficar
É tudo o que um dia poderíamos esperar...
Algo tão raro... algo tão raro...
Perfeito por saber que chegou o momento de sorrir...
Perdido em mim, em retratos e decepções,
Um sonho onde pude te encontrar
E te ouvir dizer... amparada pelo mesmo momento
As mais belas palavras, unidas pelo mais nobre sentimento
Todo um mundo se abre... uma nova vida desperta em mim.
Desfeito no ar mentiras e desilusões,
O tempo discorre sobre um fio de prata e se estende
Pelo toque inefável de duas almas
Corrompidas pelo mesmo sabor, porém
Abençoadas pelo mesmo Senhor
Diga adeus aos segredos mais sombrios
Guardados por incontáveis vidas e relembradas
tendo as paredes de um quarto como confidente
Hoje sabemos nosso lugar
Hoje conhecemos nosso novo lar...
Venha... vamos finalmente saber qual a sensação de voar
Sem se importar com tolices ou com frases já feitas
Sobre o que é real.
É tempo de saber qual o gosto de uma bela canção.
É tempo de viver o máximo do amor
Que pode vir de um coração...
Sonhos e desejos,
O gosto de todos os medos
Indo embora sem se despedir...
Minha liberdade chora
Sabendo que retornar para o peito
Guiada por olhos que sabem onde querem ficar
É tudo o que um dia poderíamos esperar...
Algo tão raro... algo tão raro...
Perfeito por saber que chegou o momento de sorrir...
Perdido em mim, em retratos e decepções,
Um sonho onde pude te encontrar
E te ouvir dizer... amparada pelo mesmo momento
As mais belas palavras, unidas pelo mais nobre sentimento
Todo um mundo se abre... uma nova vida desperta em mim.
Desfeito no ar mentiras e desilusões,
O tempo discorre sobre um fio de prata e se estende
Pelo toque inefável de duas almas
Corrompidas pelo mesmo sabor, porém
Abençoadas pelo mesmo Senhor
Diga adeus aos segredos mais sombrios
Guardados por incontáveis vidas e relembradas
tendo as paredes de um quarto como confidente
Hoje sabemos nosso lugar
Hoje conhecemos nosso novo lar...
Venha... vamos finalmente saber qual a sensação de voar
Sem se importar com tolices ou com frases já feitas
Sobre o que é real.
É tempo de saber qual o gosto de uma bela canção.
É tempo de viver o máximo do amor
Que pode vir de um coração...
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