quinta-feira, julho 01, 2010

filosofia pra que te quero?

não vou falar sobre minha ausência. falarei sobre seus impactos acerca deste.
não consigo olhar o mundo e não encontrar a luta de classes marxista. não dá.
pra onde olho vejo burgueses rindo com seus charutos, e a plebe se fodendo com hemorróidas no cú.
sonhos são coqueluxe. artigos de luxo. e mesmo eles estão confinados.
qual o seu sonho magnata? com o que vc anda sonhando nos últimos tempos?
carro importado? casa na praia? senso comum demais? vc se acha alternativo demais para se render aos caprichos mundanos?
tvz tenha pensado em escrever um bom livro. bons poemas. uma tese bem aceita. passar no mestrado. conseguir a bolsa para estudar.
não criamos mais sonhos. os importamos. os pegamos emprestados, via uma espécie de lógica imanente. nascemos com sonhos pré-programados, basta escolher quais estão a disposição.
não falarei sobre essas porras todas. espero um mínimo de bom senso de quem está a fim de manter contato comigo ou com o que eu escrevo. meu texto termina se vc conseguir alcançar seu intento sozinho, sem minha condução.
guia de cú é rola. adoro esta metáfora.
e se não conseguir sozinho tbm, nada muda. os negros continuam sofrendo com neo-nazistas, os gays sendo perseguidos por homofóbicos, os aleijados brigando por rampas de acesso. e a fome vai sendo do jeito que sempre foi.
enquanto eu não conseguir criar meu próprio sonho acerca da filosofia, paro. seis dos meus méritos, onde cheguei e onde posso ir.

2 comentários:

Marco Rodriguéz disse...

Pra que queres a Filosofia Andolini? Apesar de suas críticas e de sua frase escatológica, senti um Andolini meio marxista. Mesmo relatando as ilusões que vê, eis aí o Andolini. Paradoxal, a cada instante.

William Dubal disse...

Paradoxal mesmo! Expressa que a sua riqueza interior é expressa palidamente pelas palavras.

Saudades de ti, meu caro!