terça-feira, julho 13, 2010

entre o bem e o mal, tentando o além...

escapei de uma vida vazia, e procuro a cada instante não voltar mais para ela.
o marcão ta certo. to mais marxista mesmo. luta de classes, fetichismo, dialética materialista, essas bobeiras todas tem lá sua parte de verdade (?).
mas ainda vejo tudo a minha maneira (pois não há como ver de outra). vejo a calsse dominante como sendo a mais fraca do ponto de vista nietzscheano. vejo o mundo como uma construção de proposições, sem valor ético ou moral imanente. nas palavras do bigodudo, apenas um exército móvel de metáforas e metonímias, constrói o mundo fenomenológico.
e neste mundo vazio de significados verdadeiros, dou margem para criar os meus significados falsos, que só fazem sentido para mim. Construo as bases para minhas verdades afirmando o oposto. Afirmando que não há verdades. E quando todos estão errados, todos estão certos. O valor da proposição permance, mudam apenas os signos.
Gosto de pensar nisso. Em saber que estou certo, por estar errado e não me importar. Não por ser pós-moderno, proclamar o fim da razão. To pouco me fudendo para isso.
Mas quero uma vida a minha maneira, e estou construindo aquilo que preciso para isso. Porque uns dois anos atrás o Cruj disse que eu me levava a sério demais, e ele acertou. Tanto que desde aquele dia, aparentemente bobo, vim demolindo alicerces, verdades, valores, e criando outros.
Sai mestrado, entra casório. Sai ateísmo, entra uma crença crítica em Deus. Sai minha postura neutra, entra um certo marxismo.
Novos pensadores entram na lista. Deleuze, Foucault, Spinoza.
E por fim, Wittgenstein nem me parece tão atrativo assim, nos últimos meses...

3 comentários:

Marco Rodriguéz disse...

Pelo menos o bigodudo sabe que apenas um exército móvel de metáforas e metonímias constrói o mundo fenomenológico.
Aliás, que além é esse que vos fala? Que metafísica é essa?
Sugiro que você veja o novo post do Prof.Marcos, onde Nietzsche e Marx batem um papo.É o que tenta fazer. E que bom! Está aumentando o repertório! Leia Bataille! Vai ajudar no seu vocábulo! rs
abç!

Rodrigo Camatta disse...

Expressivo!
Que bom que vc está construindo coisas boas para vc!

Agora sobre o Witt foi golpe duro (rs). Fico pensando sobre se a sua opinião sobre o bigodudo alemão irá mudar daqui para frente.

Abr.

William Dubal disse...

Sim, mas, ainda sobre levar-se a sério, diria mais: não nos levemos a sério demais a fim de não cairmos nas garras destrutivas do culto à personalidade, porém, não nos esqueçamos de que somos portadores constituidores de toda riqueza de uma realidade ainda palidamente conhecida por todos nós.

Abraço!